sábado, 30 de maio de 2015

Blond - The Lilac Years [Bonus Tracks]

Banda: Blond
Disco: The Lilac Years [Bonus Tracks]
Ano: 2003(*)
Gênero: Folk-Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Six White Horses (Lageberg, Henriksson, Moar) 2:24
2. Deep Inside My Heart (Lageberg, Henriksson, Green) 2:35
3. Sailing Across The Ocean (Lageberg, Henriksson, Moar) 3:00
4. Time Is Mine (Lageberg, Henriksson, Moar) 2:14
5. The Girl I Once Had (Lageberg, Henriksson, Moar) 2:25
6. The Lilac Years (De Sålde Sina Hemman) (Traditional; Lyrics by Green) 5:59
7. I Wake Up And Call (Lageberg, Henriksson, Moar) 1:55
8. Sun In Her Hand (Lageberg, Henriksson, Green) 2:01
9. I Pick Up The Bus (Lageberg, Henriksson, Moar) 2:41
10. There's A Man Standing In The Corner (Lageberg, Henriksson, Green) 2:05
11. (I Will Bring You) Flowers In The Morning (Cameron) 3:11
12. Caroline (Lageberg, Svensson, Henriksson) 6:58
13. Lost Child [Single A-Side, 1970] [Bonus Track] (Linder, Moar) 2:46
14. How Can I Pray When I Don't Believe [Single B-Side, 1970] [Bonus Track] (Lageberg, Moar) 3:18
15. Balladen Om Killen Del 1 [Bonus Track] (Lageberg) 4:20
16. Balladen Om Killen Del 2 [Bonus Track] (Lageberg) 2:37
17. The Weight [Live] [Bonus Track] (Robertson) 3:35
Créditos:
Göran Lagerberg: Lead Vocals, Harmony Vocals, Bass, Organ, Accordion, Occasionally Guitar
Danne Larsson: Rhythm Guitar, Piano, Organ, Harmony Vocals, Occasionally Lead Vocals
Anders Töpel: Lead Guitar, Harmony Vocals
Lasse Svensson: Drums, Percussion, Occasionally Harmony Vocals
Anders Nord(**): Lead Guitar & Harmony Vocals (faixas 15-16)
Björn Linder(**): Lead Guitar & Harmony Vocals (faixas 15-17)
Örjan Ramberg: Lead Vocals (faixas 15, 16)
Björn Töpel: Rhythm Guitar & Harmony Vocals (faixa 17)
Mats Landahl: Piano, Organ & Harmony Vocals (faixa 17)
(*) LP lançado originalmente em 1969. Nos Estados Unidos, saiu com o nome "Blond". As faixas 15 e 16 são do single "Balladen Om Killen, Del 1/Balladen Om Killen, Del 2", creditado a Örjan e lançado em data desconhecida.
(**) Creditados no álbum "Blond", lançado nos Estados Unidos, nos lugares de Danne Larsson e Anders Töpel.

Biografia:
A Blond foi um subproduto da banda Tages, inquestionavelmente o melhor grupo de rock sessentista da Suécia. Após o vocalista Tommy Blom deixar a Tages no final dos anos 60, a banda passou a denominar-se Blond, recaindo sobre os ombros do baixista e compositor Göran Lagerberg (que também cantava na Tages) a responsabilidade da condução criativa do novo grupo.
A gravação do disco "The Lilac Years" ocorreu em Londres, em 1969, com lançamento na Europa e nos Estados Unidos (em território americano chamou-se simplesmente "Blond"). Semelhante às derradeiras gravações da Tages, e talvez mais voltado ao pop britânico, o álbum revelou um trabalho respeitável mas corriqueiro, com ecos de Hollies, Beatles, Easybeats e congêneres. Descambando, às vezes, para a melancolia, quase sempre com imaginativas texturas roqueiras, particularmente na longa faixa-título, o disco, modo geral, caracteriza-se pela transmissão de um alegre e jovial pop/rock.
A banda poderia identificar-se como um grupo britânico (ou mesmo americano), porém nunca realizou incursões significativas no mercado de língua inglesa. Dois novos membros substituíram Anders Töpel (guitarra solo) e Danne Larsson (guitarra rítmica), ex-integrantes da Tages, após a gravação do álbum (mas antes do seu lançamento). A Blond dispersou-se em 1970 (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).





sexta-feira, 29 de maio de 2015

Tages - Tages

Banda: Tages
Disco: Tages
Ano: 1965(*)
Gênero: Garage Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Bloodhound (Bright) 2:20
2. Everybody Loves a Lover (Allan, Adler) 2:13
3. Dimples (Hooker) 3:02
4. I Got My Mojo Working (Morganfield) 3:32
5. Naggin' (West, Anderson) 3:52
6. Sleep Little Girl (Blom) 2:25
7. The One for You (Larsson) 2:34
8. Seventh Son (Dixon) 3:14
9. I'll Go Crazy (Brown) 2:21
10. Cathy's Clown (Everly) 2:22
11. Doctor Feel-Good (Smith) 2:11
12. Stand by Me (Beard, Willet, Doggett) 3:03
Créditos:
Danne Larsson: Guitar, Vocals
Anders Töpel: Guitar, Vocals
Tommy Blom: Guitar, Vocals, Harmonica
Göran Lagerberg: Bass, Vocals
Freddie Skantze: Drums
(*) CD lançado em 2011.

Biografia:
A Tages foi, sem dúvida, a melhor banda sueca dos anos 60 e um dos melhores grupos roqueiros oriundos de países que não tem o inglês como língua nativa. Embora as primeiras gravações do grupo se mostrassem bastante precárias, com canções derivadas do Merseybeat, em meados dos anos 60 sua sonoridade tornou-se vigorosa, influenciada pelo mod ecoado por Who e Kinks, gerando discos com músicas próprias que alcançaram o Top Ten sueco em mais de uma dúzia de ocasiões.
Mais do que qualquer outro grupo continental, a Tages poderia ser confundida por uma genuína banda britânica, adepta dos conjuntos do Reino Unido que obviamente inspiraram o seu rock pesado + pop barroco + soul branquelo. Famosa em toda a Escandinávia, a banda esforçou-se ao máximo para entrar no mercado inglês em 1968, realizando um número regular de shows no Reino Unido e gravando discos por lá; mas falhou no seu intento, dissolvendo-se por isso no final do ano. Após alterar seu nome para Blond, ao término da década de 60, a banda, agora mais voltada ao pop, lançou um disco nos Estados Unidos (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Whiskey Howl - Discografia essencial

Banda: Whiskey Howl
Gênero: Blues, Blues-Rock

Disco: Whiskey Howl
Ano: 1972(*)
Faixas:
1. Caledonia (Moore) 2:07
2. Early In The Morning (Bartley, Hickman, Jordan) 3:42
3. Mother Earth (Chatman, Simpkin) 5:20
4. Rock Island Line (Ledbetter, Lomax) 1:31
5. Down The Line (Witmer) 2:18
6. Let The Good Times Roll (Moore, Theard) 2:56
7. One Hot Lady (Pickett) 2:54
8. Pullin' The Midnight (Fruchtman, Morrison, Picket, Wilson, Witmer) 5:15
9. I'm Not Talking (Allison) 2:35
10. Jessie's Song (Witmer) 2:33
Créditos:
Michael Pickett: Harp, Vocals
John Witmer: Vocals
Wayne Wilson: Drums
Richard Fruchtman: Bass, Vocals
Dave Morrison: Guitar, Vocals
Participações especiais:
Keith Jollimore: Baritone Sax
Dave Woodwar: Tenor Sax
Phil Alpertson: Alto Sax
Chuck Leavell: Piano
(*) CD lançado em 2008.
Disco: Live At The El Mocambo
Ano: 1981(*)
Faixas:
1. Chicken Shack (Smith) 6:51
2. One More Mile (Cotton) 4:18
3. Let The Good Times Roll (Moore, Theard) 6:07
4. Walkin' By Myself (Rogers) 5:10
5. Rock Island Line/Early In The Mornin' (Bartley, Hickman, Jordan) 6:31
6. Mother Earth (Chatman, Simpkins)/Look At Granny Run (Shuman) 14:24
7. I'll Go Crazy (Brown) 3:18
8. Boom Boom (Out Go The Lights) (Lewis) 4:12
9. Man Of Many Words (Guy) 3:18
10. Everything (Gonna Be Alright) (LaBounty, Walter, Wariner) 7:27
Créditos:
Michael Pickett: Harp, Vocals
John Witmer: Vocals
Ed White: Drums
Rick Burkett: Bass
John Tilden: Guitar
Simon Wallis: Baritone Sax
John Johnson: Tenor Sax
Dave Dunlop: Trumpet
The Howlettes (Betty Richardson, Kim Richardson, Liz Tilden): Backing Vocals
(*) CD lançado em 2005 (neste disco, a banda intitula-se "The Whiskey Howl Big Band").

Biografia:
A Whiskey Howl foi uma banda canadense, nascida em Toronto, com alguma popularidade entre 1969 e 1972. Notabilizou-se por ser um dos primeiros grupos canadenses a promover e desenvolver o blues no seu país.
A banda destacava-se por suas performances ao vivo, mas o seu ponto forte eram os inegáveis talentos dos seus dois vocalistas: Pickett, um dos maiores gaitistas do mundo, e o falecido John Witmer, indiscutivelmente um dos mais talentosos cantores de R&B do Canadá.
A banda alcançou um sucesso rápido em seguida à sua formação, em 1969, e teve uma vida curta, dissolvendo-se em 1972, logo após o lançamento do seu primeiro disco.
O grupo original era composto por John Witmer (vocais), Peter Boyko (guitarra), Gary Penner (baixo), John ("BJ") Bjarnason (harmônica) e Ron Sullivan (bateria). Na sua segunda apresentação, abriu um show da Led Zeppelin. Posteriormente, abriu ou tocou com Paul Butterfield Blues Band, Johnny Winter, Big Mama Thornton, Screaming Lord Sutch, Elvin Jones, Chuck Berry, B. B. King, Bobby Blue Band, Buddy Guy, Lonnie Johnson e Doug Kershaw.
O rápido sucesso da banda exemplifica-se por sua aparição no histórico concerto Toronto Rock And Roll Revival, de 1969, que foi encabeçado pela Doors e no qual o disco "Live Peace In Toronto 1969", de John Lennon, foi gravado (nota minha: na verdade, o disco é da Plastic Ono Band). Na época, a banda ainda nem completara um ano de formação e seus integrantes ainda eram adolescentes ou tinham menos de 20 anos.
Entre os locais onde a banda apresentou-se, no primeiro ano da sua constituição, arrolam-se o prestigiado Convocation Hall, onde ela fez a abertura para Chuck Berry, e o Massey Hall, onde ela abriu para Bobby Blue Band, Buddy Guy e Lonnie Johnson – o último na sua derradeira aparição pública. A banda então voltou ao Varsity Stadium, para o Toronto Rock Festival, em 26 de março de 1970, dividindo o palco com Canned Heat, Small Faces, Amboy Dukes, The Zombies e Brian Auger And Trinity, entre outros.
Ao tempo da gravação do seu primeiro disco, compunham a banda: Richard Fruchtman (baixo, vocais), Wayne Wilson (bateria), Dave Morrison (guitarra e vocais), Michael Pickett (harmônica e vocais) e John Witmer (vocais). Witmer foi membro fundador do grupo e Wilson passou a integrá-lo em 1969; Pickett entrou em 1970, substituindo John ("BJ") Bjarnason, que deixou a banda para ser um quiroprático. A produção do álbum ficou a cargo de Johnny Sandlin, famoso produtor e engenheiro de som, mais conhecido por seu trabalho com a Allman Brothers, e contou com a participação, nos teclados, de Chuck Leavell, então membro da Allman Brothers.
Depois de 1972, a Whiskey Howl reagrupou-se em 1981 para a gravação de um show realizado na incensada casa noturna El Mocambo, de Toronto, que originou o seu segundo e último disco. Naquela época, aos membros originais Witmer e Pickett juntaram-se John Tilden (guitarra), Rick Burkett (baixo), Ed White (bateria), John Johnson (saxofone tenor), Simon Wallis (saxofone barítono) e Dave Dunlop (trompete).
Michael Pickett e John Witmer seguiram contribuindo para o desenvolvimento do blues canadense. Witmer tornou-se vocalista da Downchild Blues Band durante o período de 1982 a 1986 e depois continuou como músico profissional até sua morte em 2004. O vocalista e gaitista Pickett engatou uma premiada carreira solo (Wikipedia; tradução livre do inglês).

domingo, 24 de maio de 2015

Big Star - #1 Record/Radio City


Banda: Big Star
Disco: #1 Record/Radio City
Ano: 1992(*)
Gênero: Power Pop, Proto-Punk, Folk-Pop
Faixas:
Disc One: #1 Record
1. Feel (Bell, Chilton) 3:34
2. The Ballad Of El Goodo (Bell, Chilton) 4:21
3. In The Street (Bell, Chilton) 2:55
4. Thirteen (Bell, Chilton) 2:34
5. Don't Lie To Me (Bell, Chilton) 3:07
6. The India Song (Hummell) 2:20
7. When My Baby's Beside Me (Bell, Chilton) 3:23
8. My Life Is Right (Bell, Eubanks) 3:08
9. Give Me Another Chance (Bell, Chilton) 3:27
10. Try Again (Bell, Chilton) 3:31
11. Watch The Sunrise (Bell, Chilton) 3:45
12. St 100/6 (Bell, Chilton) 1:01
Créditos:
Christopher Bell, Alex Chilton: Guitar, Vocals
Andy Hummel: Bass Guitar, Piano, Vocals
Jody Stephens: Drums
Disc Two: Radio City
13. O My Soul (Chilton) 5:40
14. Life Is White (Chilton, Hummell) 3:19
15. Way Out West (Hummell) 2:50
16. What's Going Ahn (Chilton, Hummell) 2:40
17. You Get What You Deserve (Chilton) 3:08
18. Mod Lang (Chilton, Rosebrough) 2:45
19. Back Of A Car (Chilton, Hummell) 2:46
20. Daisy Glaze (Chilton, Hummell, Stephens) 3:49
21. She's A Mover (Chilton) 3:12
22. September Gurls (Chilton) 2:49
23. Morpha Too (Chilton) 1:28
24. I'm In Love With A Girl (Chilton) 1:48
Créditos:
Alex Chilton: Guitar, Vocals
Andy Hummel: Bass Guitar, Vocals
Jody Stephens: Drums
Músicos adicionais:
Danny Jones: Bass Guitar (faixas 18, 21)
Richard Rosebrough: Drums (faixas 16, 18, 21)
(*) CD abrangendo os discos "#1 Record", de 1972, e "Radio City", de 1974.

Biografia:
A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o disco "3rd [Bonus Tracks]", de 1992.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Joe Jammer - Headway


Músico: Joe Jammer
Disco: Headway
Ano: 2015(*)
Gênero: Blues-Rock, R&B, Classic Rock
1. Broken Little Pieces (4:53)
2. Can't Yer Catch? (3:30)
3. Alive Another Day (3:43)
4. Afraid To Make A Friend (4:57)
5. It Wasn't Meant To Be (4:03)
6. Travellin' (2:31)
7. One For The Road (3:59)
8. Cool Breeze (3:15)
9. Axe Me Another (Don't Lose Your Head) (3:35)
10. The Watcher Laments (3:54)
11. Not Tonight (6:01)
Não se conseguiu descobrir a autoria das músicas.
Créditos:
Joe Jammer: Guitars, Vocals
Mitch Mitchell: Drums
John Gustafson: Bass
Johnny Contardo: Lead Vocals
Fitzroy "Brother" James: Percussion
Jean Roussell: Keyboards
Poli Palmer: Vibes, Flute
(*) Gravado em 1974, mas nunca lançado anteriormente.

Resenha:
O selo Angel Air acaba de colocar no mercado pela primeira vez uma preciosidade: Headway, o segundo e inédito álbum do guitarrista Joe Jammer. Tanto Jimmy Page quanto Robert Plant proclamam-se inventores do apelido para Joe Wright, na época Joe The Jammer, o garoto de Chicago que havia se aproximado deles nos bastidores do Kinetic Playground, durante a primeira turnê americana do Led Zeppelin, em 1969. E o apelido tinha razão de ser: "Porque era tudo o que eu fazia o tempo todo: jams", conta Jammer. Ele foi roadie do Led Zeppelin e técnico de guitarra de Jimmy Page.
Desde o início, prodígio que era na guitarra, Jammer impressionou tanto o guitarrista do Led Zeppelin que, além de cuidar do arsenal de Gibsons e Fenders do astro em ascensão, ele passou a preencher a agenda de sessões de gravação que Page mantinha como sideman mas estava abandonando.
Empresariado por Peter Grant, o sempre atuante manager do Led, Jammer saiu em turnê na Inglaterra com sua própria banda e gravou um álbum para a EMI, Bad News, lançado em 1972. Quando o segundo álbum foi gravado, John Gustafson havia entrado na banda, no baixo.
Ainda mais relevante foi a entrada do baterista Mitch Mitchell. "Havíamos nos tornado bons amigos depois da morte de Hendrix; eu estava morando em sua casa em Surrey e, na verdade, estava usando algumas das guitarras e amplificadores de Hendrix", Jammer relembra.
Mas, da série "azarados do rock" surgiu a recusa da Imigração inglesa em receber Jammer de volta no país após uma excursão à Alemanha, já que seu visto havia expirado. Grant ficou de acionar seus contatos e resolver a papelada, mas a agenda do Led Zeppelin provavelmente fez com que ele não lembrasse ou não tivesse tempo. O LP foi arquivado pela EMI, que não poderia ter o músico promovendo-o no país.
De volta aos EUA, Grant tentou compensar a situação, colocando-o nas aberturas de shows de Maggie Bell e do Bad Company. Mas anos depois Jammer estava vivendo em semianonimato no Canadá.
Dois anos atrás, após a morte da mãe, Jammer encontrou os tapes de Headway no porão da casa, e aqui está o fim da história. Temos um álbum de ótimo rock com pitadas de jazz e funk, e, para Jammer, "as melhores performances de Mitch Mitchell após o trabalho com Hendrix" (Ricardo Alpendre, Revista Poeira Zine, São Paulo, nº 59, março/abril 2015, p. 7).

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Kaleidoscope - Kaleidoscope

Banda: Kaleidoscope
Disco: Kaleidoscope
Ano: 1969(*)
Gênero: Garage Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Hang Out (2:20)
2. P.S. Come Back (2:10)
3. A Hole In My Life (2:33)
4. Let Me Try (3:27)
5. I Think It's All Right (2:59)
6. Colours (2:36)
7. Once Upon A Time There Was A World (8:09)
8. A New Man (2:38)
9. I'm Crazy (3:33)
10. I'm Here, He's Gone, She's Crying (2:27)
Músicas de autoria da banda.
Créditos:
Francisco Tirado: Bass, Vocals
Rafi Cruz: Drums
Orly Vásquez: Guitar
Pedrín García: Guitar
Julio Arturo Fernández: Organ
(*) CD lançado em 2013.

Resenha:
O isolado e homônimo disco da mexicana Kaleidoscope é parecido com muitas obscuridades psicodélicas/garageiras americanas de 1967 e 1968, em sua melancolia, constantemente tocado em escala menor, misturando órgão maneirista com guitarras distorcidas. Todavia, a excentricidade – ainda que às vezes excessiva – e a espontaneidade tornaram-no mais interessante do que muitas dessas relíquias.
O órgão realmente arrepia, vibrando às vezes como um primo distante da Doors, porém com uma sensibilidade mais bruta, adolescente. Embora soem em algum momentos melodramáticos, os vocais (todos em inglês) expressam-se com atitude, fugindo da monótona insistência bluseira da pífia autopiedade, e, aliados a um psicodélico sentido de perplexidade, conseguem colocar as canções fora do alcance das convencionais composições românticas típicas das bandas garageiras da metade dos anos 60.
E alguns extravagantes toques psicodélicos aparecem sem aviso, como os desconcertantes sons espaciais em "Colours"; os buzinaços à la Harpo Marx na mesma faixa; a explosão atômica que encerra "Hang Out"; os inesperados e longínquos alaridos de pessoas inquietas em "A New Man"; os estranhos e curtos sons dissonantes em "I Think It's All Right", que parecem pancadazinhas num copo de vinho; e a guitarra funqueira em "I'n Crazy", retumbando a meio caminho entre um chicken-scratch (nota minha: expressão intraduzível; significa, segundo a Wikipedia, um tipo de música dançante, executada por nativos americanos do deserto de Sonoran) e uma gaveta sendo aberta e fechada, prenunciando um animado órgão. Então vem "Once Upon A Time There Was A World", de oito minutos, que ecoa como uma paródia involuntária da angústia suicida adolescente, com sua ínsita carga de tristeza sem-fim, também apoiada por um impressionante arranjo para órgão, de grandiosidade quase fúnebre (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).

sábado, 16 de maio de 2015

Don Stevenson - King Of The Fools


Músico: Don Stevenson
Disco: King Of The Fools
Ano: 2010
Gênero: Folk-Rock, Blues-Rock
Faixas:
1. Getting Used To Being Treated Wrong (2:34)
2. Walking In The Fire (3:54)
3. Laa Laa (I Want To Be With You) (4:07)
4. I'll Be There For You (4:12)
5. Train (44 Blues) (3:49)
6. We Gonna Make It (4:13)
7. King Of The Fools (6:25)
8. Forbidden Love In Paradise (3:23)
9. Love Is Slipping Away (3:18)
10. True Love Song (2:25)
11. Cornbread, Peas And Black Molasses (1:49)
Não se conseguiu descobrir a autoria das músicas.
Créditos (conhecidos):
Don Stevenson: Vocals, Drums
Jerry Miller: Guitar, Vocals
Bobby Black: Pedal Steel
Scott Barnhill: Saxophone
Melody Price, Aoife O'Donovan: Harmony Vocals

Biografia:
Don Stevenson (nascido em 15 de outubro de 1941, em Seattle, Washington, EUA) foi baterista, cantor e compositor da Moby Grape, banda formada em São Francisco, Califórnia, EUA, em 1966, e que continua a apresentar-se eventualmente.
Don Stevenson obteve, no início, o reconhecimento local como membro da Frantics, um grupo de Seattle, que incluía seu amigo Jerry Miller (de Tacoma, Washington, EUA) na guitarra. A banda deslocou-se para São Francisco em 1966 e formou o núcleo da Moby Grape.
A posição de Stevenson na Moby Grape era parecida, embora anterior, à de Don Henley na Eagles, ocupando o posto de baterista e sendo um dos principais compositores e vocalistas da banda.
Com Jerry Miller, Stevenson é coautor de três das melhores canções da Grape: "Hey Grandma" e "8:05", ambas do primeiro disco, homônimo, de 1967, e "Murder In My Heart For The Judge", do álbum "Wow", de 1968. As músicas mereceram regravações: a banda Three Dog Night e o cantor Lee Michaels gravaram "Murder In My Heart For The Judge", Robert Plant gravou "8:05" e a banda Move gravou "Hey Grandma". Stevenson continuou a compor com Miller durante a gravação dos quatro discos da Grape pela Columbia Records, entre 1967 e 1969. Nos anos posteriores, nos álbuns "20 Granite Creek", de 1971, e "Legendary Grape", de 1989, Stevenson colaborou com composições próprias, sem a parceria de Miller.
Stevenson é o único ex-membro da Grape a desenvolver atividade musicais e extramusicais. Ele tornou-se conhecido no ramo imobiliário, vendendo lotes em Whistler, um resort local onde mantém residência, localizado em British Columbia, Canadá.
Em 2007, Stevenson apareceu com a Grape no 40° aniversário do "Summer Of Love", em São Francisco. Em 2010, ele se apresentou com Miller e Omar Spence (filho de Skip Spence, ex-companheiro da Grape, já falecido) no festival South By Southwest, compartilhando os vocais com Miller e tocando uma série de clássicos da Grape, além de material novo, composto e gravado com Miller em 2009.
Apesar do sucesso como cantor, compositor e músico, Stevenson era, até 2010, o único ex-integrante da Grape que ainda não lançara um disco solo. No final de 2010, porém, seu primeiro trabalho individual, "King Of The Fools", veio à tona. Conforme descrito pelo famoso crítico David Fricke, "a música é uma mistura envolvente de country, blues e R&B, similar às gravações solos de Jerry Garcia, mas com um modo mais rústico de cantar e tocar, com a vantagem das guitarras e harmonias de Miller" (Wikipedia; tradução livre do inglês).

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Peter Lewis - Peter Lewis


Músico: Peter Lewis
Disco: Peter Lewis
Ano: 1995
Gênero: Folk-Rock
Faixas:
1. Beyond the Storm (3:58)
2. I Got the Night (4:16)
3. Black Moon (3:46)
4. Little Dreamer (4:01)
5. Milk and Honey (4:12)
6. Sittin' by the Window (3:46)
7. Pictures of the Past (3:27)
8. Changing (4:41)
9. Fate Full of Shadow (3:57)
10. In Between the Lines (4:50)
11. If Life Was Just a Game (6:04)
12. Changing (Reprise) (3:05)
Músicas de autoria de Peter Lewis.
Créditos:
Peter Lewis: Lead Vocals, Acoustic & Electric Guitars
John McFee: Background Vocals, Electric & Acoustic Guitars, Violin, Harmonica, Mandolin, Pedal Steel
Stu Cook: Bass
Cornelius Bumpus: Tenor Saxophone, Flute
Keith Knudsen: Drums
Guy Allison: Keyboards
David West: Mandolin (faixa 10), Banjo (faixa 11)
Alan Hughes: Eulogy (faixa 11)
Shane McFee: Electric Lead Guitar (faixa 11)

Biografia:
Peter Lewis (nascido em 15 de julho de 1945) é um dos fundadores da banda Moby Grape. Três de suas canções mais conhecidas com a Moby Grape são "Fall On You" e "Sitting By The Window", do primeiro disco da banda, homônimo, e "If You Can't Learn From My Mistakes", do álbum "Moby Grape '69".
Ele é o caçula dos dois filhos da atriz Loretta Young (falecida em 2000) e do roteirista e produtor Tom Lewis (falecido em 1988), e, consequentemente, passou a maior parte de sua infância em Hollywood. Seu irmão mais velho, Christopher Lewis (nascido em 1944), é escritor e produtor de filmes, principalmente para a televisão. Os irmãos Lewis são sobrinhos das atrizes Polly Ann Young e Sally Blane, irmãs de sua mãe. Eles também são meios-irmãos de Judy Lewis (nascida em 1935), filha de Loretta Young e Clark Gable. O músico David Lindley é primo de Peter.
Quando jovem, Lewis frequentou a escola militar e, mais tarde, depois de uma temporada na Força Aérea, tornou-se piloto comercial, trabalhando inicialmente para a Shell Oil. Quanto à sua carreira musical, Lewis cita Tim Hardin e Fred Neil como influências importantes, e credita a Linda McCartney (née Eastman) a sua introdução no mundo da música.
Sua primeira banda foi a Cornells.
Lewis agora vive em Santa Ynez Valley, norte de Santa Bárbara, Califórnia, Estados Unidos, com sua esposa e dois filhos.
Além de seu trabalho como músico, Lewis também se destacou pelos esforços em ajudar seus ex-companheiros da Moby Grape, Bob Mosley e Skip Spence (falecido em 1999), a enfrentarem os desafios da esquizofrenia. Lewis era afeito às lides psiquiátricas, devido a uma experiência pessoal.
Aos 11 anos, quando seus pais deflagraram um doloroso divórcio, envolvendo disputa pela guarda dos filhos, ele sofreu um colapso nervoso, em Nova Iorque, e foi involuntariamente internado durante um determinado período. Por volta de 1969, ele recorda: "Eu estava sob os cuidados de um psiquiatra, tomando bastante Librium, então eu poderia ficar com a banda".
Mosley atribui a Lewis o auxílio que o retirou da condição de sem-teto durante meia década nos anos 90. Mosley descreve as circunstâncias: "Em 1996, Peter Lewis encontrou-me à beira de uma estrada em San Diego, onde eu vivia, e contou-me sobre a decisão do juiz Garcia, de São Francisco, devolvendo o nome Moby Grape à banda. Eu estava pronto para retornar ao trabalho". Com relação a Spence, Lewis estava cético sobre a sua propalada esquizofrenia, porque os tratamentos conhecidos não resultaram em quaisquer melhorias visíveis.
Assim, junto com Spence, ele procurou e participou de terapias alternativas envolvendo metafísica. "Através de meu pai, que tinha se reconvertido ao cristianismo, eu encontrei esses frades (nota minha: ou monges [no original, "monks"], mas como Lewis fala da conversão do seu pai ao cristianismo, é lícito concluir que se trata de frades em vez de monges) em Lucia, acima de Big Sur (nota minha: uma região localizada no centro da Califórnia), que levavam realmente a sério a metafísica racional. Sua fé além da razão envolvia-nos totalmente. Já que os médicos não conseguiram ajudar Skippy – eles mantiveram o diagnóstico: 'É um esquizofrênico paranoico', e nunca iriam curá-lo; tudo o que eles queriam era impedi-lo de entrar no McDonald's com uma metralhadora –, o convento (nota minha: ou monastério, se se considerar que se trata de monges) foi o único lugar que eu poderia pensar em levá-lo".
Nos últimos anos, além de apresentar-se ocasionalmente com a Moby Grape, Lewis foi guitarrista da reformulada Electric Prunes (2000-2003), com quem gravou o disco "Artifact". Ele também desenvolveu uma carreira solo, tendo lançado dois álbuns pelo selo Taxim: "Peter Lewis" e "Live In Bremen". Esporadicamente, realiza shows em dueto com David West, seu colaborador em "Live In Bremen".
Em 2010, Lewis apareceu com Stu Cook no festival SXSW, tocando com a banda Explosives.
Desde 2011, ele se dedica a compor e a se apresentar com o poeta M. L. Lieber (Wikipedia; tradução livre do inglês).

terça-feira, 12 de maio de 2015

Jerry Miller Band - Life Is Like That


Banda: Jerry Miller Band
Disco: Life Is Like That
Ano: 1996
Gênero: Blues-Rock, Folk-Rock
Faixas:
1. Snake Rhythm Rock (Jones) 5:02
2. Plastic Saddle (Reed) 3:03
3. Life Is Like That (Campbell) 3:24
4. Sick And Tired (Kenner) 4:01
5. Now I See (Miller) 7:18
6. Olds 98 Blues Medley (Temple, Brown) 3:10
7. That's All Right (Unknown) 5:26
8. If You Still Got Love (Miller) 2:25
9. In The Open (King, Thompson) 5:49
10. Cristina (Miller) 4:11
11. Talkin' 'Bout You (Miller) 4:57
12. Necks And Backs (Miller) 4:07
13. Never (Mosley) 3:41
14. Grease Piece (Silver) 3:10
15. You're Still An Angel To Me (Miller) 4:55
16. Ditto (Miller) 2:33
Créditos:
Jerry Miller: Guitar, Vocals
Tiran Porter: Bass, Vocals, Lead Vocals (faixa 13)
"Fuzzy" John Oxendine: Drums
Músicos adicionais:
Dale Ockerman: Keyboards (faixas 1, 10, 15)
Michael Carabello: Percussion (faixas 1, 2, 12, 14, 16)
Merl Saunders: Keyboards (faixas 2, 6, 11, 12)
Michael Curtin: Tenor Sax (faixas 3, 4, 6, 7)
Ron Coolidge: Trumpet (faixas 3, 4, 6, 7)
Barbara Furnlund: Backing Vocals (faixa 5)
Robert Hulten: Backing Vocals (faixas 5, 8), Slide Guitar (faixa 8)
Craig Juan: Backing Vocals (faixas 5, 8)
Mark Lashley: Backing Vocals (faixa 5)
John Murphy: Pedal Steel (faixa 15)

Biografia:
Jerry Miller (nascido em 10 de julho de 1943, em Tacoma, Washington, EUA) é um músico norte-americano, guitarrista e vocalista, ex-membro da banda sessentista Moby Grape, de São Francisco, Califórnia, EUA (nota minha: discografia da banda aqui). Antes de ingressarem na Grape, Miller e Don Stevenson integravam a Frantics, uma banda de bar da costa noroeste americana. Miller ocupa o 68° lugar no ranking dos 100 maiores guitarristas de todos os tempos, elaborado pela revista Rolling Stones. Atualmente lidera a Jerry Miller Band, que toca principalmente em Tacoma e Ruston, no estado de Washington.
É uma lenda da guitarra, internacionalmente aclamado, que mora na cidade onde nasceu. Um bluseiro veterano, Jerry tem emocionado o público há mais de 40 anos. Ele começou no final dos anos 50, tocando e gravando com conjuntos de bailes do noroeste, entre os quais os Elegants. Mas foi em meio à explosão musical dos anos 60 que sua carreira decolou. Ele contribuiu com um trabalho brilhante de guitarra para a gravação do hit "I Fought The Law And The Law Won" (nota minha: a música chama-se, na verdade, "I Fought The Law"; "I Fought The Law And The Law Won" é um verso da canção) e excursionando pelo sul com o quarteto de Bobby Fuller.
Após a morte prematura de Fuller, Jerry voltou para o oeste. Em São Francisco, epicentro da revolução cultural, a Moby Grape foi formada. Jerry botou fogo na poderosa banda de três guitarristas. A fama veio rápida e forte. A Grape assinou com a Columbia, gravou uma dúzia de discos, percorreu os Estados Unidos e a Europa, e, então, lentamente se dissolveu. Ao longo dos anos, Jerry já dividiu o palco com muitos artistas renomados – Hendrix, Clapton, B. B. King e Doors – e ELES abriram para ELE. Músico mundialmente consagrado, ele consegue tocar alguns dos riffs mais complexos que se possam imaginar. Ele é um músico nato, considerado um mestre nessa forma de manifestação artística pelos seus pares, assim como pelos entusiastas da música.
Entre seus admiradores contam-se Jimmy Page, Steven Stills, Taj Mahal, David Fricke, Eric Clapton e Robert Plant. Eric Clapton chamou-o de "melhor guitarrista do mundo" quando veio pela primeira vez aos Estados Unidos. Basta ouvir "The Way I Love You" (nota minha: o autor do texto deve ter se equivocado, pois a música não faz parte do repertório da Moby Grape nem de Miller; aliás, na biografia de Miller na Wikipedia não há menção a essa música; só se informa sobre a citação de Plant a respeito da influência da Grape na Led Zeppelin) para ficar claro por que Robert Plant cita Jerry como uma grande influência para a Led Zeppelin – a banda tocou canções da Moby Grape em seu primeiro ensaio. Led Zepplin e Grateful Dead são apenas duas das bandas famosas que tocaram músicas de Jerry Miller, em shows e em discos (MySpace; tradução livre do inglês).

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Bob Mosley – Discografia essencial

Músico: Bob Mosley
Gênero: Folk-Rock, Psychedelic Pop, Garage Rock
 

Disco: Bob Mosley
Ano: 1972(*)
Faixas:
1. The Joker (3:41)
2. Gypsy Wedding (3:41)
3. 1245 Kearny (3:15)
4. Squaw Valley Nils (Hocked Soul) (3:10)
5. Let The Music Play (3:36)
6. Thanks (3:17)
7. Where Do The Birds Go (3:37)
8. Hand In Hand (3:03)
9. Gone Fishin' (3:22)
10. Nothing To Do (2:22)
11. So Many Troubles (4:04)
Músicas de autoria de Bob Mosley, exceto "Gone Fishin'", composta por Bob Mosley e Andy Mosley.
Créditos:
Bob Mosley: Vocals, Bass
Ed Black: Guitar, Pedal Steel Guitar (faixa 6)
Allen Wehr: Drums, Backing Vocals
Woodie Berry, Frank Smith: Backing Vocals
Wayne Jackson, Andrew Love, The Memphis Horns: Horns
(*) CD lançado em 2005.

Disco: Live At Indigo Ranch
Ano: 1989(*)
Faixas:
1. This Time (6:20)
2. Cold Beer (3:10)
3. Took It All Away (5:41)
4. Move Down Town (6:15)
5. Struck Out Again (4:53)
6. All Over Town (2:55)
7. What's The Use (3:55)
8. Mojo Man (7:06)
9. This Rut (5:50)
10. Crazy Money (3:06)
11. Lonesome Highway (4:55)
12. Want To Leave Me (4:12)
13. Cajun Song (4:22)
14. Theresa (7:05)
Músicas de autoria de Bob Mosley.
Créditos:
Bob Mosley: Vocals, Bass
Grisha Dimnant: Guitar
Randy Gordon: Drums
Earl Ball: Piano
Patsy Marie, Maureen McCrink: Vocals
Donny Sierer: Sax
Toni Marcus: Violin
Bob Maus: Vocals, Harp
(*) CD lançado em 2008.

Disco: Never Dreamed
Ano: 1999(*)
Faixas:
1. There Is The Sun (Whitecloud, Delacroix) 3:10
2. Dead Or Alive (Whitecloud, Delacroix) 3:21
3. Never Dreamed (Whitecloud, Delacroix) 5:12
4. Willy Shakespeare Blues (Whitecloud, Delacroix) 4:29
5. Shoot The Xylophone Man (Whitecloud, Delacroix) 2:31
6. Put It Off Until Tomorrow (Parton, Owens) 3:28
7. Louisiana Mama (Pitney) 2:42
8. Question (Hayward) 2:58
9. Leavin' Through The Back Door (Whitecloud, Delacroix) 3:22
10. Willy Shakespeare Blues [Alternate Take] (Whitecloud, Delacroix) 4:28
11. Never Dreamed [Alternate Mix] (Whitecloud, Delacroix) 5:22
Créditos:
Bob Mosley: Vocals
James Burton: Electric Guitar (faixas 1-6, 8-11), Acoustic Guitar (faixas 1, 6, 8), Dobro (faixa 7)
Sonny Curtis: Acoustic Guitar (faixas 1-5, 7, 9-11), Background Vocals (faixas 2, 7)
Glen D. Hardin: Piano (faixas 1-7, 9-11), Keyboards (faixa 8)
Joe Osborn: Bass (faixas 1-9, 11)
J. J. Allison: Drums
J. P. Whitecloud: Background Vocals (faixa 3), Tambourine (faixa 6)
Daniel Mochon: Gun (faixa 5)
Frank Arnett: Steel Guitar (faixa 6)
Emory Gordy: Bass (faixa 10)
(*) Gravado em várias locações entre agosto de 1974 e janeiro de 1977.

Disco: True Blue
Ano: 2005
Faixas:
1. Can't Keep A Good Man Down (4:58)
2. Come Back Woman (4:02)
3. Just Like A Fool (4:24)
4. Wineo (3:31)
5. Never (4:55)
6. Sad And Blue (3:12)
7. Rainbows End (Used To Be My Friend) (3:35)
8. To The Sea (4:37)
9. As Far As It Goes (3:17)
10. Poor Man (4:13)
11. Dusty Old Road (2:39)
12. Lazy Me (3:30)
Músicas de autoria de Bob Mosley.
Créditos:
Bob Mosley: Vocals, Bass, Acoustic Guitar, Electric Guitar
Dale Ockemon: Slide Guitar, Piano, Organ
James Preston: Drums
Bob Tatam: Harmonica

Biografia:
O cantor, compositor e baixista James Robert Mosley nasceu em 4 de dezembro de 1942, em Paradise Valley, Califórnia, Estados Unidos, e passou sua adolescência tocando em uma série de grupos garageiros: Misfits, Strangers e Frantics. O último acabou transformando-se na Moby Grape, que, composta por Mosley, Peter Lewis, Skip Spence, Don Stevenson e Jerry Miller, gravou o brilhante mas desafortunado disco "Moby Grape", lançado pela Columbia em 1967.
Se alguma vez uma banda teve azar, foi a Moby Grape. Devido a truques publicitários desastrados, má gestão e caótico trabalho das gravadoras, a banda nunca encontrou uma audiência estável.
Não ajudou, também, que, pelo menos dois dos seus membros – Spence e Mosley – começassem a mostrar sinais de transtorno mental. A Grape conseguiu gravar mais dois álbuns com sua configuração original antes que Spence e depois Mosley deixassem o grupo.
Em 1969, Mosley alistou-se nos fuzileiros americanos, realizou o treinamento básico e foi diagnosticado como esquizofrênico paranoico (uma condição mental que também afetou Skip Spence), recebendo dispensa nove meses depois. Ele retornou à Grape para a gravação do disco "20 Granite Creek", de 1971, mas o grupo dividiu-se após o término do trabalho. Em seguida, ele assinou com a Reprise Records, e seu álbum solo, "Bob Mosley", acabou lançado em 1972. Em 1973, encontrava-se internado num hospital da Califórnia.
Reapareceu no final dos anos 70 como membro da Ducks, banda formada por Neil Young, em 1977, para acompanhá-lo numa série de apresentações improvisadas em bares nos arredores de Santa Cruz. Em 1989, o excelente "Live At Indigo Ranch", da Mosley Grape, foi lançado, e Mosley reagrupou Miller, Stevenson e Lewis, ex-membros da Grape, batizando o grupo de Melvilles (eles não estavam legalmente autorizados a usar o nome Moby Grape na ocasião), para gravar "Legendary Grape", lançado em fita cassete no mesmo ano e circulado como um bootleg desde então. Finalmente, o álbum foi relançado em CD, com oito faixas extras, em 2003, pela DIG Music.
A Moby Grape reuniu-se sob diferentes configurações (e uma variedade de nomes), várias vezes, para shows e outros projetos ao longo dos anos, ora com Mosley, ora sem ele. Um cantor expressivo, cujas canções superavam habilmente o fosso entre o country e o blues, Mosley contribuiu com "Mr. Blues", "Bitter Wind", "Rose Colored Eyes", "Trucking Man", "Hoochie", "Lazy Me", "Come In The Morning" e outras formidáveis músicas para o catálogo da Grape nos primeiros anos.
Em meados dos anos 90 ele tornou-se um sem-teto, dormindo sob um viaduto em San Diego. Outros membros da Moby Grape tentaram inúmeras vezes ajudá-lo, e ele de vez em quando reaparece para um show, mas parece preferir a vida na rua, por gosto ou por efeito da sua doença. Um álbum que ele gravou na década de 1970 com a Cricket, formada por integrantes da banda de Buddy Holly, foi lançado com o nome de "Never Dreamed", em 1999, pelo selo alemão Taxim Records (Steve Leggett, AllMusic; tradução livre do inglês).

sábado, 9 de maio de 2015

Alexander "Skip" Spence - Oar [Extra Tracks]

Músico: Alexander "Skip" Spence
Disco: Oar [Extra Tracks]
Ano: 1999(*)
Gênero: Folk-Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Little Hands [Original Album] (3:44)
2. Cripple Creek  [Original Album] (2:17)
3. Diana [Original Album] (3:30)
4. Margaret/Tiger Rug [Original Album] (2:15)
5. Weighted Down (The Prison Song) [Original Album] (6:25)
6. War In Peace [Original Album] (4:06)
7. Broken Heart [Original Album] (3:27)
8. All Come To Meet Her [Original Album] (2:04)
9. Books Of Moses [Original Album] (2:43)
10. Dixie Peach Promenade (Yin For Yang) [Original Album] (2:51)
11. Lawrence Of Euphoria [Original Album] (1:28)
12. Grey/Afro [Original Album] (9:39)
13. This Time He Has Come [Extra Track] (4:40)
14. It's The Best Thing For You [Extra Track] (2:51)
15. Keep Everything Under Your Hat [Extra Track] (3:05)
16. Furry Heroine (Halo Of Gold) [Extra Track] (3:34)
17. Givin' Up Things [Extra Track] (0:58)
18. If I'm Good [Unissued] [Extra Track] (0:49)
19. You Know [Unissued] [Extra Track] (1:45)
20. Doodle [Unissued] [Extra Track] (1:03)
21. Fountain [Unissued] [Extra Track] (0:32)
22. I Think You And I [Unissued] [Extra Track] (1:14)
Músicas de autoria de Alexander "Skip" Spence.
Créditos:
Alexander "Skip" Spence: Vocals, All Instruments
(*) LP lançado originalmente em 1968.

Biografia:
Uma duplicata mais obscura de Syd Barrett, Skip Spence também vitimou-se do consumo de LSD no final dos anos 60. Primeiro baterista da Jefferson Airplane (embora ele fosse um guitarrista que nunca havia tocado bateria antes de juntar-se ao grupo), Spence deixou a banda, depois do primeiro disco, para integrar-se à Moby Grape (nota minha: discografia da banda aqui). Tal como os demais membros da Grape, Spence teve uma presença marcante no disco de estreia da banda, tocando guitarra, cantando e compondo ("Omaha"). O grupo passou por momentos difíceis em 1968, e Spence mostrava-se agressivo, descontrolado, chegando (de acordo com diferentes versões) a correr dentro do estúdio com um machado de incêndio, circunstâncias que o levaram à internação no Hospital Bellevue, de Nova Iorque, EUA.
Após a sua liberação, Spence gravou "Oar", um clássico da lisergia, em 1969. Embora lançado por uma grande gravadora (Columbia), o álbum vendeu muito pouco e, portanto, é um dos mais valiosos itens de colecionador do gênero. Mais cru e mais simples do que os registros iniciais da Grape, o disco apresenta Spence tocando todos os instrumentos e cantando. Sob influência do blues básico, com doses de country e gospel, sem contar os efeitos alucinantes do ácido, o álbum soa como se Mississippi Fred McDowell estivesse imbuído do espírito de Haight-Ashbury (nota minha: de acordo com a Wikipedia, "Haight-Ashbury é um distrito da cidade de São Francisco, na Califórnia, localizado em torno da esquina das ruas Haight e Ashbury, famoso por seu papel como centro difusor do movimento hippie na década de 1960 nos Estados Unidos") em 1967.
"Oar" também mostra letras enigmáticas, repletas de trocadilhos, e vocais espectrais que variam de um rouco Fred Neil (nota minha: cantor e compositor de blues, falecido em 2001) até um fiapo de voz minimamente audível. Infelizmente, foi o seu único disco solo, porque, mais infortunadamente ainda, a doença mental impediu Spence de alcançar uma condição racional durante todo o resto da sua vida. Ele morreu em 16 de abril de 1999, apenas dois dias antes de completar 54 anos. Um disco em sua homenagem, "More Oar: A Tribute To Alexander 'Skip' Spence", trazendo performances de Robert Plant, Beck e Tom Waits, foi lançado algumas semanas após o seu falecimento (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Truth And Janey - Erupts!


Banda: Truth And Janey
Disco: Erupts!
Ano: 2008(*)
Gênero: Hard Rock
Faixas:
1. No Rest for the Wicked (5:18)
2. Birth of the Heart (9:05)
3. Universal Light (6:51)
4. A Child (3:03)
5. Building Walls (2:53)
6. Tunnel of Tomorrow (8:12)
7. The Light (3:52)
8. One Down One to Go (4:52)
9. White Bread (5:21)
10. My Mind (7:21)
11. As I Am (5:06)
12. Ain't No Tellin' (4:21)
13. Hard Road (5:29)
Músicas de autoria de Bil Janey e Steve Bock, salvo "Ain't No Tellin'", composta por John Hurt.
Billy Janey: Guitars, Vocals
Steve Bock: Bass, Vocals
Denis Bunce: Drums, Vocals
(*) Gravado ao vivo no The Col Ballroom, em Davenport, Iowa, Estados Unidos, no dia 8 de abril de 1976.

Biografia:
A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o disco "No Rest for the Wicked [Bonus Tracks]", de 2007.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Truth And Janey - No Rest for the Wicked [Bonus Tracks]


Banda: Truth And Janey
Disco: No Rest for the Wicked [Bonus Tracks]
Ano: 2007(*)
Gênero: Hard Rock
Faixas:
1. Down the Road I Go (Janey, Bock) 3:58
2. The Light (Janey, Bock) 5:41
3. I'm Ready (Dixon) 3:28
4. Remember: a) A Child; b) Building Walls (Janey, Bock) 9:02
5. No Rest for the Wicked (Janey, Bock) 4:46
6. It's All Above Us (Janey, Bock) 4:21
7. Ain't No Tellin' (Hurt) 3:36
8. My Mind (Janey, Bock) 5:52
9. Midnight Horsemen [Bonus Track] (Janey, Bock) 3:06
10. Around and Around [Bonus Track] (Janey, Bock) 2:17
11. Under My Thumb [Bonus Track] (Jagger, Richards) 3:41
12. Straight Eight Pontiac [Bonus Track] (Janey, Bock) 2:19
Créditos:
Billy Janey: Guitars, Vocals
Steven Bock: Bass, Vocals
Denis Bunce: Drums
(*) LP lançado originalmente em 1976.

Biografia:
O formato power trio do final dos anos 60, consagrado por Cream e Jimi Hendrix Experience, difundiu-se no universo do rock and roll de tal maneira que chegou a atingir a remota região leste de Iowa, no Estados Unidos, onde se formou a Truth And Janey, uma banda de hard rock extremamente obscura e cultuada. Extraindo seu nome do seminal disco do Jeff Beck Group, a banda, formada pelo vocalista e guitarrista Billy Janey, o vocalista e baixista Steven Bock e o baterista Denis Bunce (John Fillingsworth, o percussionista anterior, durou menos de um ano), gravou um par de singles em 1972 e 1973, com material próprio, e então mudou seu nome para Truth And Janey, ao tomar conhecimento de que outro grupo já detinha os direitos autorais da designação Truth.
Cansativas turnês pelos estados vizinhos mantiveram a banda ocupada nos anos seguintes, mas, desprovida de uma gravadora de peso, obrigou-se a financiar seu primeiro disco longo (o impetuoso, bluseiro e pesado "No Rest For The Wicked"), registrado num estúdio na contígua Ames, em Iowa. Lançado através de um selo independente local, a tiragem inicial de 1.000 cópias do álbum esgotou-se rapidamente, adquiridas pelos seus dedicados fãs da região – mas ficou nisso. Sem perspectivas palpáveis de progredir num futuro próximo, a Truth And Janey dissolveu-se no ano seguinte; Janey, seu principal integrante, voltou-se para o blues, adicionou a alcunha "Lee" ao seu nome e gravou diversos discos solos ao longo dos anos 80 e 90. O modesto legado da banda manteve-se vivo às custas dos seus poucos mas abnegados admiradores e, no final da contas, gerou um CD oficial de "No Rest For The Wicked" (acrescido dos singles da banda), pela Monster Records, e uma lendária performance ao vivo, lançada em 2004 pela Erupts! (Eduardo Rivadavia, AllMusic; tradução livre do inglês).

domingo, 3 de maio de 2015

Blue Mountain Eagle - Blue Mountain Eagle [Bonus Tracks]


Banda: Blue Mountain Eagle
Disco: Blue Mountain Eagle [Bonus Tracks]
Ano: 2007(*)
Gênero: Folk Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Love Is Here (Newman) 4:25
2. Yellows' Dream (Newman) 2:46
3. Feel Like A Bandit (Price) 3:03
4. Troubles (Meyer, Jones) 3:06
5. Loveless Lives (Poncher, Jones, Newman) 3:31
6. No Regrets (Poncher, Price) 4:11
7. Winding Your String (Newman) 2:56
8. Sweet Mama (Fuller) 4:18
9. Promise Of Love (Newman) 3:01
10. Trivial Sum (Furlong, Bower) 3:13
11. Marianne [Stereo] [Bonus Track] (Stills) 2:31
12. Marianne [Mono] [Bonus Track] (Stills) 2:27
(*) LP lançado originalmente em 1970.
Créditos:
David Price: Rhythm Guitar, Vocal (faixa 3)
Randy Fuller: Bass, Guitar, Vocal (faixa 8)
Bob "B.J." Jones: Lead Guitar, Vocal (faixas 4, 10)
Joey Newman: Lead Guitar, Keyboard, Vocal (faixas 1, 2, 7, 9) 
Don Poncher: Drums, Vocal (faixas 5, 6)
(*) LP lançado originalmente em 1970.

Biografia:
Em julho de 1969, o baterista canadense Dewey Martin – o último membro original remanescente da Buffalo Springfield – deixou a derradeira formação do grupo (chamada então New Buffalo) e assinou com a UNI visando a gravação de discos solos. Enquanto isso, os ex-integrantes da New Buffalo – o baixista Randy Fuller (ex-Bobby Fuller Four) e os guitarristas David Price e Bob ("B.J.") Jones –, contando com o interesse da Atco Records, decidiram seguir em frente, colocando Don Poncher (ex-Don & The Good Times) no lugar de Dewey Martin, um substituto à altura do substituído. Houve ainda o ingresso do guitarrista, tecladista e vocalista Joey Newman (também ex-Don & The Good Times e ex-Touch).
O grupo então resolveu adotar o nome Blue Mountain Eagle, retirado de um jornal publicado em Fox, Idaho (nota minha: equivoca-se o biógrafo, pois o jornal é de Grant County, no Oregon), EUA. E gravou seu disco homônimo em Los Angeles, Califórnia, EUA, entre agosto e dezembro de 1969, com lançamento no início de 1970. Durante o tempo da gravação, apresentou-se na região de Los Angeles ao lado de Love, Eric Burdon & War, Pink Floyd e Jimi Hendrix.
No frigir dos ovos, o excessivo empenho pela fama mostrou-se o elemento desestruturador do egocêntrico "supergrupo". Fuller foi o primeiro a dizer chega!, deixando a banda em maio de 1970. (Por sinal, ele acabou se reaproximando de Dewey Martin, que havia formado a Dewey Martin & Medicine Ball em novembro de 1969, grupo que, na época, estava no meio da gravação do seu primeiro disco, homônimo.)
Não demorou muito e os membros restantes da Blue Mountain Eagle seguiram seus passos. David Price, Bob Jones e Don Poncher passaram a trabalhar com Augie Meyers (Sir Douglas Quintet) na gravação do álbum "Western Head Music", lançado em 1973. Jones depois juntou-se a Harvey Mandel, tocando guitarra e cantando. Price tornou-se engenheiro de gravação. Poncher, por seu turno, virou músico profissional, trabalhando com Bobby Whitlock, Jim Price, Chris Jagger e Joe Cocker, além de integrar (por pouco tempo) a banda de Arthur Lee, aparecendo no disco "Vindicator", do frontman da Love, editado em 1972 (Bryan Thomas, AllMusic; tradução livre do inglês).