Banda: The Charlie Daniels Band
Disco: Fire On The Mountain
Ano: 1974(*)
Gênero: Country Rock, Southern Rock
Faixas:
1. Caballo Diablo (Daniels) 4:28
2. Long Haired Country Boy (Daniels) 4:03
3. Trudy (Daniels) 4:51
4. Georgia (Daniels) 3:06
5. Feeling Free (Barnes) 4:10
6. The South's Gonna Do It (Daniels) 4:00
7. New York City, King Size Rosewood Bed (Daniels) 3:26
8. No Place To Go [Live] (Daniels) 11:24
9. Orange Blossom Special [Live] (Rouse) 3:00
Créditos:
Charlie Daniels: Electric, Slide & Acoustic Guitars, Banjo, Fiddle, Vocals
Barry Barnes: Electric & Acoustic Guitars, Vocals
Mark Fitzgerald: Bass
Joel Di Gregorio: Keyboards, Vocals
Fred Edwards: Drums, Percussion
Gary Allen: Drums, Percussion
Músicos adicionais:
Richard Betts: Dobro (faixa 2)
Jamie Nichol: Congas (faixas 5, 7, 8)
(*) CD lançado em 1986. Faixas 8 e 9 gravadas ao vivo no War Memorial Auditorium, em Nashville, Tennessee, USA, no dia 4 de outubro de 1974.
Resenha:
Após quatro discos, Charlie Daniels – agora o cabeça da Charlie Daniels Band – finalmente encontrou uma maneira de não apenas sintetizar suas várias influências, mas também de aperfeiçoá-las e refiná-las, transformando-as em algo orgulhosamente sulista e caipira, ainda que comercial, em "Fire On The Mountain". Isso significa que ele suavizou o ecletismo selvagem e desordenado, exibido no seu ignorado debute, em favor de um country rock bluseiro, guiado pela improvisação, muito em virtude da sonoridade então insuflada pela Allman Brothers. A mudança destaca-se acentuadamente porque o disco revive duas das melhores músicas de Charlie Daniels – a agitada e roqueira "Trudy" e a suave balada "Georgia", ambas recebendo arranjos mais precisos aqui; as originais eram rústicas e corretas, mas essas transmitem uma sensação mais roqueira, ainda que não se mostrem tão soltas como as primeiras.
Após quatro discos, Charlie Daniels – agora o cabeça da Charlie Daniels Band – finalmente encontrou uma maneira de não apenas sintetizar suas várias influências, mas também de aperfeiçoá-las e refiná-las, transformando-as em algo orgulhosamente sulista e caipira, ainda que comercial, em "Fire On The Mountain". Isso significa que ele suavizou o ecletismo selvagem e desordenado, exibido no seu ignorado debute, em favor de um country rock bluseiro, guiado pela improvisação, muito em virtude da sonoridade então insuflada pela Allman Brothers. A mudança destaca-se acentuadamente porque o disco revive duas das melhores músicas de Charlie Daniels – a agitada e roqueira "Trudy" e a suave balada "Georgia", ambas recebendo arranjos mais precisos aqui; as originais eram rústicas e corretas, mas essas transmitem uma sensação mais roqueira, ainda que não se mostrem tão soltas como as primeiras.
E as versões das músicas resumem muito bem a diferença entre os dois discos – em "Fire On The Mountain", Charlie Daniels e banda fundiram seu country tipicamente sulista com um blues rock faceiro, intensivamente improvisado, em que se toca rock mas transpira-se country caipira. É uma mudança para melhor, porque soa tão bom quanto as jam bands da Capricorn, como a Allmans ou a Marshal Tucker Band (esta mereceu agradecimentos no encarte, enquanto Dickey Betts teve uma pequena participação no disco), mas a CDB ainda precisaria comprovar que merecia aprovação como conjunto (o que em breve conseguiria com Saddle Tramp). A banda descarrega sua energia nas músicas, todas de primeira, e o resultado é provavelmente o álbum que melhor harmoniza canções e performances na sua carreira. Futuramente, o grupo executaria longas sessões improvisatórias, e Daniels se tornaria assumidamente caipira, porém, no caso, a mistura é adequadamente satisfatória, e por isso é o disco por excelência da Charlie Daniels Band (Stephen Thomas Erlewine, AllMusic; tradução livre do inglês).
