Banda: Blonde On Blonde
Disco: Contrasts [Bonus Tracks]
Ano: 1994(*)
Gênero: Folk-Rock, Acid Rock, Progressive Folk, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Ride With Captain Max (Hopkins, Johnson, Hicks, Denyer) 5:19
2. Spinning Wheel (Johnson) 2:45
3. No Sleep Blues (Williamson) 3:21
4. Goodbye (Murray, Godfrey) 2:12
5. I Need My Friend (Denyer) 3:11
6. Mother Earth (Johnson) 4:59
7. Eleanor Rigby (Lennon, McCartney) 3:15
8. Conversationally Making The Grade (Denyer) 4:11
9. Regency (Hopkins, Johnson) 1:55
10. Island On An Island (Johnson) 2:59
11. Don't Be Too Long (Denyer) 2:33
12. Jeanette Isabella (Denyer) 3:48
13. All Day, All Night [Bonus Track] (Lawrence) 3:34
14. Country Life [Bonus Track] (Godfrey, Murray) 3:34
Créditos:
▷Ralph Denyer: Vocals, Guitar
▷Les Hicks: Drums, Percussion
▷Gareth Johnson: Guitars, Sitar, Lute
▷Richard Hopkins: Bass, Piano, Organ, Harpsichord, Cornet, Celeste, Whistle
(*) LP lançado originalmente em 1969.
Biografia:
A Blonde On Blonde (nome extraído do álbum homônimo de Bob Dylan, lançado em 1966) foi criada em 1967 (inicialmente, era uma banda roqueira-bluseira galesa chamada Cellar Set). Gareth Johnson tocava guitarra, cítara e alaúde, Richard Hopkins tocava baixo, piano, cravo, corneta, celeste e apito e Les Hicks tocava bateria. O ingresso de Ralph Denyer fez do grupo um quarteto com vocais – Simon Lawrence, um ex-colaborador dos primeiros discos de Roy Harper e Al Stewart, também integrou a BOB por um breve período, tocando guitarra de 12 cordas.

O grupo participou do Magical Mystery Tour (nota minha: uma espécie de festival), realizado no Middle Earth Club, em Londres, Inglaterra (nota minha: nos dias 24 e 25 de agosto de 1968), que lhe proporcionou uma rápida aparição na mídia. Também teve a sorte de abrir para a Jefferson Airplane na turnê britânica da banda americana. Toda essa movimentação despertou o interesse do produtor Barry Murray, da Pye Records, que conseguiu trazer a Blonde On Blonde para o cast da gravadora. Em seguida, veio o primeiro single, "All Day, All Night/Country Life". Embora o som do grupo fosse basicamente guitarreiro, havia também arranjos pop psicodélicos que emprestavam à sua música uma majestade quase orquestral; e, quando combinada com a cítara e o alaúde de Johnson, o cravo e outros atípicos teclados de Hopkins – a par da tabla a cargo de Hicks –, rendia uma sonoridade atraente e exótica.

As apresentações ao vivo da banda eram frequentemente divididas em sets acústicos e elétricos, ao estilo Crosby, Stills, Nash & Young, de modo a mostrar todo o calibre do seu som.
O grupo lançou seu estreante álbum, "Contrasts", em 1969, pelo selo Janus, mostrando a influência primeva, mas ascendente, do rock progressivo, sem deixar de lado, no entanto, a original nuance psicodélica. No mesmo ano, a banda tocou para o maior público de toda sua história, no primeiro festival da Ilha de Wight. E veio o segundo
single, "Castles In The Sky/Circles", e o LP "Rebirth", ambos através do selo Ember, e apresentando um novo
lineup: Denyer saiu para formar a banda Aquila, sendo substituído pelo vocalista e guitarrista David Thomas. Em meados de 1971, o baixista, guitarrista e banjoísta Graham Davis entrou no lugar de Richard Hopkins, e foi assim constituída que a banda gravou o terceiro LP, "Reflections On A Life", no Rockfield Studios. O álbum, porém, não alcançou melhores vendas, em comparação com os discos anteriores, e, logo após seu lançamento, a Blonde On Blonde se dissolveu. Os LPs do grupo são reconhecidos como itens colecionáveis, sendo que o primeiro, em particular, contém uma mescla sedutora de psicodelia e rock progressivo. Mas é o estreante
single, "All Day, All Night/Country Life", de 1968, que tem sido considerado, em muitos setores, como seu disco mais significativo, um verdadeiro clássico do pop/rock psicodélico do final da década sessentista (Bruce Eder,
AllMusic; tradução livre do inglês).