quarta-feira, 30 de abril de 2014

Justin Hayward - Songwriter [Bonus Tracks]


Músico: Justin Hayward
Disco: Songwriter [Bonus Tracks]
Ano: 2004(*)
Gênero: Prog Rock, Soft Rock, Symphonic Rock
Faixas:
1. Tightrope (4:49)
2. Songwriter (Part 1) (3:32)
3. Songwriter (Part 2) (2:33)
4. Country Girl (4:02)
5. One Lonely Room (5:21)
6. Lay It On Me (2:55)
7. Stage Door (5:11)
8. Raised On Love (3:13)
9. Doin' Time (4:22)
10. Nostradamus (6:37)
11. Wrong Time, Right Place [Bonus Track] (2:35)
12. Marie [Bonus Track] (3:53)
13. Heart Of Steel [Bonus Track] (3:25)
14. Learning The Game [Bonus Track] (2:12)
Músicas de autoria de Justin Hayward, exceto "Learning The Game", composta por Buddy Holly.
Créditos:
Justin Hayward: Vocals, Guitar
Mel Galley: Bass
Dave Holland: Drums
Terry Rowley: Guitar
Ken Freeman: Keyboards
Tom Tompkins: Viola
Jim Cockey: Violin
Tim Tompkins, Tom Tompkins: Cello
(*) LP lançado originalmente em 1977.

Biografia:
A biografia do músico, que segue, em tradução livre do inglês, foi extraída do site Oldies, que, por sua vez, cita, como fonte primária do texto, a Encyclopedia Of Popular Music, de Colin Larkin (sob licença da editora Muze).
David Justin Hayward nasceu em 14 de outubro de 1946, em Swindon, Wiltshire, Inglaterra. Como cantor e guitarrista da Moody Blues, Hayward foi responsável pelo sucesso internacional "Nights In White Satin", de 1967, elevado ao status de clássico. Posteriormente, ele seguiu carreira solo, enquanto o grupo principal permanece aposentado temporariamente (nota minha: a inatividade terminou, e a Moody Blues continua na ativa até hoje, inclusive com Hayward na sua formação, conforme se constata na discografia da banda no site AllMusic).
Após a primeira dispersão da Moody Blues, Hayward agrupou-se com John Lodge, compositor e seu companheiro na Moody, formando o grupo Blue Jays, que permaneceu em atividade entre dezembro de 1974 e janeiro de 1977. Durante esse período, a Blue Jays chegou ao Top 10 do Reino Unido com a música "Blue Guitar" (1975). O maior sucesso do trabalho solo de Hayward, "Forever Autumn", alcançou o Top 5 das paradas do Reino Unido e integrou o disco conceitual "The War Of The Worlds", best-seller de Jeff Wayne, lançado em 1978.

domingo, 27 de abril de 2014

Jeff Beck - Truth [Bonus Tracks]

Músico: Jeff Beck
Disco: Truth [Bonus Tracks]
Ano: 2005(*)
Gênero: Blues-Rock, British Blues, Fusion, Jazz-Rock
Faixas:
1. Shapes Of Things (McCarty, Relf, Samwell-Smith) 3:19
2. Let Me Love You (Rod) 4:43
3. Morning Dew (Dobson) 4:41
4. You Shook Me (Dixon, Lenoir) 2:29
5. Ol' Man River (Kern, Hammerstein II) 3:57
6. Greensleeves (Traditional) 1:49
7. Rock My Plimsoul (Rod) 4:13
8. Beck's Bolero (Page) 2:53
9. Blues De Luxe (Rod) 7:33
10. I Ain't Superstitious (Dixon) 4:59
11. I've Been Drinking [Stereo Mix] [Bonus Track] (Rod) 3:20
12. You Shook Me [Take 1] [Bonus Track] (Dixon, Lenoir) 2:31
13. Rock My Plimsoul [Stereo Mix] [Bonus Track] (Rod) 3:41
14. Beck's Bolero [Mono Single Mix] [Bonus Track] (Page) 3:11
15. Blues De Luxe [Take 1] [Bonus Track] (Rod) 7:31
16. Tallyman [Bonus Track] (Gouldman) 2:45
17. Love Is Blue [Bonus Track] (Popp, Cour, Blackburn) 2:57
18. Hi Ho Silver Lining [Stereo Mix] [Bonus Track] (English, Weiss) 3:45
Créditos:
Jeff Beck: Electric Guitar, Pedal Steel Guitar (faixa 1), Backing Vocals (faixa 2), Bass (faixa 5), Acoustic Guitar (faixa 6), Lead Vocals (faixas 16, 18)
Rod Stewart: Lead Vocals
Ron Wood: Bass
Micky Waller: Drums, Percussion
Músicos adicionais:
Nicky Hopkins: Piano (faixas 3, 4, 8, 9, 11, 14, 15)
John Paul Jones: Hammond Organ (faixas 4, 5, 12), Bass (faixas 8, 14, 18)
Keith Moon: Timpani (faixa 5), Drums (faixas 8, 14)
Jimmy Page: 12 String Electric Guitar (faixas 5, 14)
Madeline Bell: Backing Vocals (faixa 11)
Aynsley Dunbar: Drums (faixas 13, 16)
John Carter, Ken Lewis: Backing Vocals (faixa 16)
Clem Cattini: Drums (faixa 18)
(*) LP lançado originalmente em 1968.

Biografia:
Jeff Beck é um dos grandes guitarristas da nossa era. Nascido em Surrey, Inglaterra, em junho de 1944, ele estudou mais tarde na Wimbledon Art College. Suas primeiras aparições ao vivo foram na Eel Pie Island, em Twickenham, mas em março de 1965 ele se juntou à Yardbirds, tendo permanecido na banda até novembro de 1966, quando saiu para formar seu próprio grupo, firmando-se, então, como um dos melhores guitarristas de rock da Grã-Bretanha.
Logo após formar sua nova banda, ele conseguiu emplacar um single nas paradas com a inusitada canção "Hi Ho Silver Lining". Gravada durante uma etílica sessão, a música tornou-se um clássico perene e muito popular nas festas. Produzido por Mickie Most – que realizou o mesmo trabalho com todo o material de Beck gravado na Columbia – o lado A do single foi registrado com músicos de estúdio. Já o lado B teve a participação de Keith Moon, Jimmy Page, John Paul Jones e Nicky Hopkins. Depois, Beck montou o seu primeiro Jeff Beck Group, com Rod Stewart (vocais), Ron Wood (baixo) e Aynsley Dunbar (bateria), que apareceu no lado B do single "Tallyman" – o lado A, contendo um sucesso menor, foi gravado com músicos contratados.
Os dois primeiros discos mostraram-se desiguais, mas excelentes em algumas partes. Musicalmente, o grupo executava uma espécie de hard rock bluseiro. E cimentou sua reputação em apresentações ao vivo, principalmente em turnê nos Estados Unidos. "Love Is Blue", uma gravação instrumental um tanto bizarra, realizada com músicos de estúdio, entrou nas paradas do Reino Unido. Nicky Hopkins, que se integrou ao grupo em outubro de 1968, em detrimento da Led Zeppelin, tocou no outro lado do single. Micky Waller também substituiu Aynsley Dunbar na bateria.
A banda, na verdade, nunca chegou a deslanchar, devido a tensões internas e uma tendência autodestrutiva de cancelar excursões e shows na última hora. Quando Rod Stewart e Ron Wood saíram para incorporarem-se à Quiet Melon e depois à Faces, Beck resolveu criar um trio com Tim Bogert e Carmine Appice, ex-membros da Vanilla Fudge, mas um acidente de carro deixou Beck fora de ação durante dezoito meses. Entrementes, Bogert e Appice formaram a Cactus, dando azo a Beck de criar outro Jeff Beck Group, agora com Clive Chapman (baixo), Max Middleton (piano), Cozy Powell (bateria) e Bob Tench (vocais). A nova banda assinou com a Epic e gravou os discos "Rough And Ready" e "Jeff Beck Group", que galgaram as paradas americanas.
Musicalmente, o grupo guinou para uma fusão de jazz, funk e rock. Enquanto os americanos compraram os álbuns em abundância, o público britânico mostrou-se apático. Beck não ficou totalmente satisfeito com nenhum dos discos, e quando a Cactus separou-se, ele resolveu finalmente impulsionar a Beck, Bogert And Appice. O terceto extinguiu-se em 1974, e dali em diante, pouco se ouviu falar de Beck, até que, em março de 1975, veio à tona "Blow By Blow". Com produção de George Martin, Beck assessorou-se dos músicos de estúdio Richard Bailey (bateria), Philip Chen (baixo) e Max Middleton (teclados). O disco vendeu muito bem nos Estados Unidos, alcançando o 4° lugar nas paradas de lá. O álbum seguinte, "Wired", também produzido por Martin e gravado com músicos profissionais, contou com Jan Hammer, com quem Beck trabalharia posteriormente. 
Beck é um dos melhores guitarristas de rock. Na verdade, poucos o superaram em imaginação e criatividade. Merecia, portanto, muito mais sucesso do que aquele que efetivamente obteve. (Nota minha: Jeff Beck morreu no dia 10 de janeiro de 2023, em East Sussex, Reino Unido, aos 78 anos.) (Vernon Joynson, in The Tapestry of Delights - The Comprehensive Guide to British Music of the Beat, R&B, Psychedelic and Progressive Eras 1963⎼1976. Borderline Productions, Telford, 2006, pp. 119⎼20; tradução livre do inglês).

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Elvis Costello And The Attractions - Live At Hollywood High


Banda: Elvis Costello And The Attractions
Disco: Live At Hollywood High
Ano: 2010(*)
Gênero: Blues-Rock, Punk-Rock, New Wave, British Punk
Faixas:
1. Accidents Will Happen (3:30)
2. Mystery Dance (2:02)
3. Lip Service (2:46)
5. Goon Squad (3:50)
6. (The Angels Wanna Wear My) Red Shoes (2:34)
7. Party Girl (2:57)
8. (I Don't Want To Go To) Chelsea (4:41)
9. This Year's Girl (3:47)
10. No Action (2:10)
11. Stranger In The House (4:03)
12. The Beat (3:39)
13. Alison (3:06)
14. Lipstick Vogue (4:20)
15. Watching The Detectives (5:59)
16. You Belong To Me (2:40)
17. Radio, Radio (2:29)
18. Pump It Up (4:02)
19. Waiting For The End Of The World (4:31)
20. Miracle Man (5:06)
Músicas de autoria de Elvis Costello.
Créditos:
Elvis Costello: Guitar, Vocals
Steve Nieve: Keyboards
Bruce Thomas: Bass
Pete Thomas: Drums
(*) Gravado ao vivo no ginásio da Hollywood High School, em Los Angeles, Califórnia, EUA, no dia 4 de junho de 1978.

Resenha:
Originalmente lançado como um EP bônus de quatro músicas junto com a edição de "Armed Forces", de 1979 (que depois ganhou o acréscimo de mais seis canções gravadas ao vivo no mesmo evento, no duplo disco expandido da Rhino, de 2002), "Live At Hollywood High" foi relançado completo em 2010, quase 32 anos após o concerto de Elvis Costello & The Attactions, ocorrido em 4 de junho de 1978.
Segundo disco de uma série de shows de Costello, "Live At Hollywood High" não é tão lendário quanto "Live At The El Mocambo", que se beneficiou por ser um dos álbuns mais raros do músico, mas é uma apresentação melhor, ou, pelo menos, uma das grandes performances da Attractions em seu auge. Além da teatral abertura com "Accidents Will Happen" – apenas Elvis e o pianista Steve Nieve –, a execução das músicas é significativamente acelerada em comparação com as versões de estúdio, uma mudança evidente em todo material de "My Aim Is True" – incluindo um arranjo reformulado de "Stranger In The House", desalojado de sua influência country –, e o show inteiro tem a força de uma locomotiva, freando apenas em "Alison" antes de retomar os trilhos com a tremenda sequência de "You Belong To Me", "Radio, Radio", "Pump It Up", "Waiting For The End Of The World" e "Miracle Man". É o álbum mais genuinamente roqueiro do catálogo de Costello, mais até do que "This Year's Model": há paixão e entrega na festança barulhenta da Attractions, sem falar na diversão decididamente escaldante (Stephen Thomas Erlewine, AllMusic; tradução livre do inglês).

domingo, 20 de abril de 2014

The Grease Band - Grease Band & Amazing Grease


Banda: The Grease Band
Disco: The Grease Band & Amazing Grease
Ano: 1991(*)
Gênero: Blues-Rock, Boogie Rock
Faixas:
1. My Baby Left Me (Crudup) 3:07
2. Mistake No Doubt (McCullough) 4:23
3. Let It Be Gone (McCullough) 4:33
4. Willie And The Pig (McCullough) 4:14
5. Laughed At The Judge (?) 5:25
6. All I Wanna Do (McCullough) 3:58
7. To The Lord (Grease Band) 4:18
8. Jesse James (Grease Band) 4:51
9. Down Home For Momma (?) 6:30
10. The Visitor (McCullough) 2:38
11. New Morning (Dylan) 4:33
12. Reminiscing (Hubbard) 5:11
13. Pont Ardawe Hop (Spenner) 3:52
14. Dwoogie (McCullough) 3:14
15. Blue Monday (Domino, Bartholomew) 2:22
16. Mandolin Song (McCullough) 4:58
17. Honky Tonk Angel (Thomson) 4:54
18. Rock 'N' Roll Rodeo (McCullough) 2:32
Créditos:
Henry McCullough: Guitar, Vocals
Alan Spenner: Bass, Vocals
Neil Hubbard: Guitar, Backing Vocals
Bruce Rowland: Drums, Percussion, Harmonium Vocals, Backing Vocals
Músicos adicionais:
Phil "Harmonious" Plonk: Keyboards, Piano, Accordian
Chris Stainton, Mick Weaver: Keyboards
Terry Stannard: Drums
Mel Collins: Soprano & Tenor Saxophones
(*) O CD abrange os dois discos da banda, lançados em 1971 e 1975, remasterizados.

Biografia:
A Grease Band foi uma banda de rock que se desenvolveu ao largo do seu trabalho com Joe Cocker. O grupo gravou dois discos na década de 70, e ficou mais conhecido por sua performance na canção dos Beatles, "Whit A Little Help From My Friends", com Joe Cocker, no Festival de Woodstock, em 1969. No que diz respeito ao seu álbum homônimo, o resenhista Joe Viglione (nota minha: do site AllMusic) disse: "(...) embora isso esteja longe de ser comercial, é importante como documento da mágica que esses caras fizeram por trás de Joe Cocker, em 1969, e de Marianne Faithfull, em meados dos anos 70. (...) Gravado em Londres, é material clássico, e 100 anos após a sua realização, não há dúvida de que será respeitado pelo registro histórico e cuidadoso que ele é".
Os teclados ficaram a cargo de Chris Stainton, outro homem nascido em Sheffield (conhecido por seus amigos como Robin), que realizou várias turnês com Eric Clapton. Allan Spenner ocupou o baixo e continuou a tocá-lo depois na banda de soul Kokomo, do Reino Unido, com o guitarrista Neil Hubbard. Há rumores de que Spenner foi o primeiro músico branco a gravar na Motown Records (nota minha: os rumores, ao que parece, são falsos; segundo sustenta o baixista John Barry, em sua página no MySpace, Joe Massena e Bob Babbitt, ambos baixistas da Funk Brothers, eram brancos e tocaram na gravadora antes de Spenner). O baterista Bruce Rowland juntou-se mais tarde à Fairport Convention, no período de 1975 a 1979. Henry McCullough foi o guitarrista solo, um papel que ele desempenhou depois na Wings, de Paul cCartney, e, atualmente, permanece na ativa em carreira individual (Wikipedia; tradução livre do inglês).

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Various Artists - The Concert for Bangladesh


Artista: Various
Disco: The Concert for Bangladesh
Ano: 2005(*)
Gênero: Blues-Rock, Folk Rock, Hard Rock
Faixas:
Disc One
1. Introduction (George Harrison, Ravi Shankar) 5:17
2. Bangla Dhun (Ravi Shankar) 16:39
3. Wah-Wah (George Harrison) 3:30
4. My Sweet Lord (George Harrison) 4:35
5. Awaiting On You All (George Harrison) 3:00
6. That's The Way God Planned It (Billy Preston) 4:20
7. It Don't Come Easy (Richard Starkey) 3:00
8. Beware Of Darkness (George Harrison) 3:35
9. Band Introduction (2:39)
10. While My Guitar Gently Weeps (George Harrison) 4:51
Disc Two
1. Medley: Jumpin' Jack Flash (Mick Jagger, Keith Richard)/Young Blood (Jerry Leiber, Mike Stoller, Doc Pomus) 9:25
2. Here Comes The Sun (George Harrison) 2:58
3. A Hard Rain's Gonna Fall (Bob Dylan) 5:44
4. It Takes A Lot To Laugh, It Takes A Train To Cry (Bob Dylan) 3:07
5. Blowin' In The Wind (Bob Dylan) 4:06
6. Mr. Tambourine Man (Boby Dylan) 4:44
7. Just Like A Woman (Bob Dylan) 4:48
8. Something (George Harrison) 3:42
9. Bangla Desh (George Harrison) 5:01
10. Love Minus Zero/No Limit (Bob Dylan) 4:16
Créditos:
Eric Clapton: Guitars
Bob Dylan: Vocals, Guitar, Harmonica
George Harrison: Vocals, Guitars
Billy Preston: Vocals, Keyboards
Leon Russell: Bass, Keyboards, Vocals
Ringo Starr: Drums, Vocals, Tambourine
Ravi Shankar: Sitar
Ustad Ali Akbar Khan: Sarod
Ustad Alla Rakha: Tabla
Kamala Chakravartu: Tamboura
The Band:
Jesse Ed Davis: Rhythm Guitar
Tom Evans, Pete Ham, Joey Molland: Acoustic Guitar
Mike Gibbins: Percussion
Jim Keltner: Drums
Don Preston: Guitars, Backing Vocals
Carl Radle, Klaus Voormann: Bass Guitar
Jim Horn, Allan Beutler, Chuck Findley, Jackie Kelso, Lou McCreary, Ollie Mitchell: Horns
Don Nix, Jo Green, Jeanie Greene, Marlin Greene, Dolores Hall, Claudia Linnear: Background Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1972. Gravado no Madison Square Garden, New York City, New York, EUA, em 1º de agosto de 1971.

Retrospecto:
Há exatos 42 anos o mais discreto dos Beatles e o músico indiano mais importante do século se preparavam para entrar no palco e realizar aquele que seria conhecido como o primeiro show beneficente da história. George Harrison e Ravi Shankar convidaram músicos de ponta como Bob Dylan, Eric Clapton, Ringo Starr, Billy Preston e Leon Russell, sem saber ao certo quem de fato iria – se eles não sabiam o line-up, imagine o público. Foram todos.
Os shows – um à tarde e outro à noite – aconteceram no dia 1º de agosto de 1971 na Madison Square Garden, em Nova York, e ficaram conhecidos como o Concerto para Bangladesh pois tinham o propósito de arrecadar fundos para as vítimas da guerra no sudeste asiático que resultariam na morte de centenas de milhares ou milhões de pessoas, dependendo da contagem, e na independência do país, então chamado Paquistão Oriental. Shankar, nascido na Índia, falante de bengali e de religião hindu, tinha relações diretas com as vítimas do conflito, marcado pelo genocídio étnico hindu pelos muçulmanos extremistas.
Mais de 40 mil assistiram aos shows, pouco mais de US$ 240 mil foram arrecadados e encaminhados à UNICEF, e um álbum e um documentário foram feitos.
O que hoje é tão comum, dependeu do pioneirismo do show desses gigantes de 1971 para nascer. Por isso, Live Aid (mais de 70 mil pessoas contra a fome na África, 1985), Live 8 (mais de mil músicos tocaram em 8 cidades do mundo durante três dias em 2005 contra a pobreza na África) e Live Earth (em 2007, mais de 150 músicos tocaram em 11 lugares diferentes para chamar a atenção para questões ambientais), sejam gratos (Murilo Roncolato, Revista Galileu, 1.8.2013).

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Johnny Rivers And His L.A. Boogie Band - Last Boogie In Paris

Banda: Johnny Rivers And His L.A. Boogie Band
Disco: Last Boogie In Paris
Ano: 1974(*)
Gênero: Blues-Rock, R&B, Boogie Rock, Soft Rock
Faixas:
1. Sea Cruise (Ford, Smith) 2:39
2. Over The Line (Omartian, Dahlstrom) 4:03
3. Barefootin' (Parker) 3:34
4. Summer Rain (Hendricks) 3:55
5. Long Tall Sally (Johnson, Penniman, Blackwell) 3:29
6. Walkin' Blues (Griffin) 5:16
7. Take Me In Your Arms (Rock Me A Little While) (Holland, Dozier, Holland) 4:15
8. John Lee Hooker '74 (Rivers) 10:44
Créditos:
Johnny Rivers: Rhythm Guitar, Vocals
Herb Pedersen: Acoustic Guitar, Harmony Vocals
Jack Conrad: Bass
Jim Gordon: Drums
Chuck Findley: Flugelhorn, Trumpet
Dean Parks: Lead Guitar
Michael Melvoin: Organ, Piano
Jim Horn: Tenor Sax
(*) CD lançado em 1995. Gravado ao vivo no Olympia Theater, Paris, França, em 23 de maio de 1973.

Biografia:
A biografia do músico, que segue, em tradução livre do inglês, foi extraída do site Oldies, que, por sua vez, cita, como fonte primária do texto, a Encyclopedia Of Popular Music, de Colin Larkin (sob licença da editora Muze).
Nome verdadeiro: John Henry Ramistella. Nascido em 7 de novembro de 1942, em New York City, New York, EUA, Rivers enfileirou sucessivos hits nos anos 60 e 70, inicialmente através de regravações de antigas músicas de R&B e, também, eventualmente, com composições de sua própria autoria. Seus singles eram criações joviais, alguns gravados ao vivo defronte a um público entusiasmado e vibrante de Los Angeles.
A família do cantor mudou-se para Baton Rouge, Louisiana, em 1945, e ali, com 8 anos, ele começou a tocar violão. Com 13 anos, encantado com os artistas locais de rock-and-roll e R&B, ele montou sua própria banda. E, nos idos de 1958, resolveu aventurar-se em New York, buscando gravar algo. Alan Freed, famoso disc jockey, conheceu o cantor, sugeriu-lhe adotar o nome artístico de Johnny Rivers e aconselhou a gravadora local Gone Records a contratá-lo. Isso aconteceu, e o primeiro single, "Baby, Come Back", saiu no mesmo ano. Aos 17 anos, após fixar-se em Nashville, Rivers começou a compor com outro aspirante a cantor, Roger Miller, enviando as demos para Elvis Presley, Johnny Cash e outros artistas, inclusive Ricky Nelson, que gravou, em 1960, "Make Believe", do noviço compositor. Naquela época, Rivers já rumara para Los Angeles. Entre 1959 e 1964, ano em que assinou com a Imperial Records, ele gravou singles para pequenos – Guyden, Cub e Dee Dee – e grandes – Chancellor, Capitol Records, MGM Records, Coral Records e United Artists Records – selos, mas não logrou colocar nenhuma música nas paradas.
No final de 1963, Rivers conseguiu uma curta temporada – três noites – na boate Gazzari, de Los Angeles, mas os shows foram tão bem-sucedidos que a programação estendeu-se por várias semanas. Dali ele pulou para o palco da discoteca Whisky a Go Go, na condição de artista principal, angariando admiradores estelares do show business: Johnny Carson, Steve McQueen e Rita Hayworth. Seu primeiro disco pela Imperial, "At The Whisky A Go Go", surgiu no verão de 1964 e rendeu o primeiro sucesso, "Memphis", canção de Chuck Berry, que alcançou o 2° lugar nas paradas americanas. Outros hits no período 1964-65: "Maybellene", de Berry, "Mountain Of Love", de Harold Dorman, "Midnight Special", uma tradicional canção folk, "Seventh Son", de Willie Dixon, e "Where Have All The Flowers Gone", de Pete Seeger, todos entusiástica e desprendidamente interpretados por Rivers, com sua voz anasalada, sua concisa e expressiva maneira de tocar guitarra e afiados músicos de apoio. Indiscutivelmente harmoniosas, as faixas mereceram a produção de Lou Adler, àquela altura já trilhando o caminho para tornar-se um dos maiores fabricantes de sucessos da cidade.
Rivers começou 1966 com "Secret Agent Man", música-tema de uma popular série televisiva de espionagem. Mais tarde, naquele ano, ele conseguiu, pela primeira vez, atingir o 1° lugar nas paradas com uma composição sua (em parceria com Adler), "Poor Side Of Town", uma balada atípica, em que obteve o apoio dos fantásticos músicos de estúdio Hal Blaine, James Burton e Larry Knechtal, entre outros. Ainda em 1966, Rivers fundou sua própria etiqueta – Soul City –, e trouxe para o cast da gravadora o popular conjunto 5th Dimension, que colocou quatro singles nas paradas com discos gravados pelo novo selo. Restaurando a atmosfera descontraída das suas primeiras gravações para a Imperial, Rivers emplacou dois sucessos em 1967, com covers da Motown Records: "Baby I Need Your Lovin", da Four Tops, e "The Tracks Of My Tears", de Smokey Robinson. Após uma aparição no Monterey Pop Festival, outra comovente balada, "Summer Rain", composta por James Hendricks, forneceu a Rivers seu último grande sucesso na década de 60. A canção também apareceu na best-seller "Realization", uma coletânea pop/psicodélica do cantor.
"Slim Slo Slider", "Home Grown" e "L.A. Reggae", álbuns lançados no inícios dos anos 70, receberam elogios, mas, comercialmente, naufragaram, muito embora um single do último disco, "Rockin' Pneumonia And The Boogie Woogie Flu", de Huey "Piano" Smith, tenha alcançado o Top 10. "Help Me Rhonda", uma versão da música dos Beach Boys (com vocal de apoio de Brian Wilson) fez relativo sucesso em 1975. Dois anos mais tarde, Rivers conquistou seu derradeiro Top 10, com o single "Swayin' To The Music (Slow Dancin')". O vocalista gravou uma porção de discos nos anos 80, inclusive um ao vivo com antigos sucessos. Também reativou o selo Soul City no final dos anos 90 para o lançamento de "Last Train To Memphis", estupendo novo disco de estúdio. Seguiram-se outros álbuns, pela sua gravadora, no início dos anos 2000.

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Various Artists - Woodstock: Three Days Of Peace & Music - The 25th Anniversary Collection


Artista: Various
Disco: Woodstock: Three Days Of Peace & Music - The 25th Anniversary Collection
Ano: 1994
Gênero: Blues-Rock, Psychedelic Rock, Hard Rock, Classic Rock
Faixas:
Disc 1
1. Handsome Johnny (Havens): Richie Havens (5:47)
2. Freedom (Havens): Richie Havens (6:23)
3. The "Fish" Cheer/I-Feel-Like-I'm-Fixin'-To-Die Rag (McDonald): Country Joe McDonald (4:53)
4. Rainbows All Over Your Blues (Sebastian): John B. Sebastian (3:11)
5. I Had A Dream (Sebastian): John B. Sebastian (2:36)
6. If I Were A Carpenter (Hardin): Tim Hardin (2:52)
7. Beautiful People (Safka): Melanie (4:05)
8. Coming Into Los Angeles (Guthrie): Arlo Guthrie (2:24)
9. Walking Down The Line (Dylan): Arlo Guthrie (5:10)
10. Joe Hill (Robinson, Hayes): Joan Baez (3:42)
11. Sweet Sir Galahad (Baez): Joan Baez (4:08)
12. Drug Store Truck Drivin' Man (McGuinn, Parsons): Joan Baez (Featuring Jeffrey Shurtleff) (3:38)
13. Soul Sacrifice (Santana, Rolie, Areas, Carabello, Brown, Shrieve): Santana (11:47)
14. Blood Of The Sun (West, Pappalardi, Collins): Mountain (3:30)
15. Theme For An Imaginary Western (Bruce, Brown): Mountain (5:26)
Disc 2
1. Leaving This Town (La Parra, Mandel, Taylor): Canned Heat (7:56)
2. Going Up The Country (Wilson): Canned Heat (4:14)
3. Commotion (Fogerty): Creedence Clearwater Revival (2:50)
4. Green River (Fogerty): Creedence Clearwater Revival (3:06)
5. Ninety-Nine And A Half (Won't Do) (Pickett, Cropper, Floyd): Creedence Clearwater Revival (3:41)
6. I Put A Spell On You (Hawkins): Creedence Clearwater Revival (4:34)
7. Try (Ragovoy, Taylor): Janis Joplin (4:27)
8. Work Me Lord (Traditional): Janis Joplin (7:52)
9. Ball & Chain (Thornton): Janis Joplin (5:39)
10. Medley: Dance To The Music/Music Lover/I Want To Take You Higher (Stewart): Sly & The Family Stone (12:28)
11. We're Not Gonna Take It [From "Tommy"] (Towmshend): The Who (6:02)
Disc 3
1. Volunteers (Kantner, Balin): Jefferson Airplane (3:07)
2. Somebody To Love (Slick): Jefferson Airplane (4:36)
3. Saturday Afternoon/Won't You Try (Kantner): Jefferson Airplane (5:05)
4. Uncle Sam Blues (Kaukonen): Jefferson Airplane (6:09)
5. White Rabbit (Slick): Jefferson Airplane (2:53)
6. Let's Go Get Stoned (Ashford, Simpson): Joe Cocker (5:41)
7. With A Little Help From My Friends (Lennon, McCartney): Joe Cocker (7:56)
8. Rock & Soul Music (McDonald, Melton, Hirsch, Barthol, Cohen): Country Joe & The Fish (2:41)
9. I'm Going Home (Lee): Ten Years After (12:02)
10. Long Black Veil (Wilkin, Dill): The Band (3:11)
11. Loving You Is Sweeter Than Ever (Wonder, Hunter): The Band (5:04)
12. The Weight (Robertson): The Band (4:47)
13. Mean Town Blues (Winter): Johnny Winter (4:56)
Disc 4
1. Suite: Judy Blue Eyes (Stills): Crosby, Stills & Nash (9:00)
2. Guinnevere (Crosby): Crosby, Stills, Nash & Young (5:29)
3. Marrakesh Express (Nash): Crosby, Stills, Nash & Young (2:33)
4. 4 + 20 (Stills): Crosby, Stills, Nash & Young (2:42)
5. Sea Of Madness (Young): Crosby, Stills, Nash & Young (3:33)
6. Find The Cost Of Freedom (Stills): Crosby, Stills, & Nash (3:11)
7. Love March (Dinwiddie, Wilson): Paul Butterfeild Blues Band (9:43)
8. At The Hop (Singer, Medora, White): Sha Na Na (3:12)
9. Voodoo Chile (Slight Return)/Stepping Stone (Hendrix): Jimi Hendrix (12:19)
10. Star Spangled Banner (Traditional): Jimi Hendrix (3:43)
11. Purple Haze (Hendrix): Jimi Hendrix (3:50)

Retrospecto:
Nos dias 15, 16 e 17 de agosto de 1969, apenas um mês depois da famosa aterrissagem da Apollo 11 na Lua, o mundo testemunhou outro passo gigante. Dessa vez foi o festival Woodstock, no estado de Nova Iorque. Aproximadamente 500 mil pessoas convergiram para uma pequena cidade para escutar três dias de música. O fato de tantas pessoas virem de tão longe em nome da música nos diz algo sobre a experiência humana daquela época, embora o que é dito não esteja totalmente claro.
Mesmo que provavelmente não tenha participado dele, você deve ter ouvido falar sobre o evento conhecido como Woodstock. Você deve ter ouvido que houve sexo, drogas e rock'n roll, ou talvez que houve problemas com comida, limpeza, estacionamento, trânsito e até com água potável. Você possivelmente ouviu que a música estava fantástica: uma sequência musical pouco provável de acontecer novamente em qualquer outra área. E tudo isso é verdade. Então, vamos dar uma olhada em exatamente como isso aconteceu.
A primeira coisa que precisamos reconhecer é que 1969 foi o auge da contracultura na América. A contracultura hippie incluía o uso de drogas, protestos antiguerra e anticapitalismo, o conceito de amor livre, o movimento de libertação das mulheres, vida em comunidade e muito mais.
Michael Lang, co-fundador do lendário festival, quer realizar uma nova edição em 2009. Basta conseguir patrocínio para marcar o aniversário de 40 anos do projeto.
Os Estados Unidos estavam divididos. De um lado estava um grupo de norte-americanos que apoiava o país: adesivos com dizeres "Ame-o ou deixe-o" nos para-choques e apoio à guerra do Vietnã. Do outro lado estava o grupo de norte-americanos conhecidos como hippies: um termo que se tornou conhecido por volta de 1967.
A segunda coisa a ser reconhecida é que o rock já era um grande fenômeno.  Woodstock foi um festival de músicos da contracultura, como Joan Baez, Grateful Dead, The Who, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Crosby, Stills e Nash. Reunir essas bandas e artistas num mesmo lugar transformou o Woodstock num ímã que atraiu pessoas de todo o país.
Quatro pessoas são as responsáveis pela ideia que resultou no Woodstock: Artie Kornfeld, Michael Lang, John Roberts e Joel Rosenman. Roberts e Roseman eram jovens ricos que queriam uma idéia que os lançasse como empresários. Kornfield trabalhava na Capitol Records e Lang era um promotor de shows que, em janeiro de 1969, organizou um grande festival (para a época) em Miami, assistido por 40 mil pessoas.
Lang se uniu com Kornfield e juntos eles tiveram a ideia de um outro festival de música, mas precisavam de dinheiro. O advogado (em inglês) deles os levou até Roberts e Roseman e os quatro se conheceram em fevereiro de 1969. Em março, a Woodstock Ventures Inc. (WVI) foi fundada  para organizar o evento. Woodstock, N.Y. foi escolhida porque muitos músicos já estavam lá: tanto Bob Dylan quanto Jimi Hendrix  tinham casas no local, por exemplo.
Por volta de abril, a WVI já tinha um local e começava a fazer barulho com alguns comerciais. Já estava começando também a contratar as primeiras bandas: US$12.000,00 pela Jefferson Airplane; US$12.500,00 por The Who. Embora estes pareçam números ridiculamente baixos hoje, na época eles equivaliam ao dobro do que as bandas recebiam por seus shows, o que nos mostra como os tempos mudaram. Woodstock foi o evento que fez a fama de muitas dessas bandas e que, ao mesmo tempo, mostrou a todos como era grande o apetite do público pela música.
Então, em julho, apenas um mês antes do evento acontecer, o lugar originalmente escolhido baixou leis que proibiram o festival. Os organizadores lutaram e encontraram um novo lugar: um campo de 600 acres da fazenda de Max Yasgur em Bethel, N.Y.
No começo de agosto, aproximadamente 200 mil ingressos tinham sido vendidos antecipadamente, e o que tinha começado como um festival de música para aproximadamente 50 mil pessoas cresceu para 200 mil clientes pagantes, e chegaria a mais do dobro disso.
O problema é que não tinha jeito de aquela área abrigar tanta gente; então, quando os músicos começaram a chegar, o engarrafamento ficou gigantesco. Carros foram abandonados no meio da estrada e as pessoas foram andando para o show.No dia do evento, aconteceram duas coisas impressionantes: primeiro, o festival se transformou num evento grátis. Simplesmente não tinha jeito de controlar a multidão, então os organizadores resolveram liberar a entrada. A cerca ao redor do local foi pisoteada e sumiu. Segundo, a música rolou totalmente. Com todas as estradas bloqueadas, os organizadores tiveram de alugar helicópteros do exército para trazer os músicos.
Havia também o problema do tempo, que às vezes ficava pavoroso. Na sexta-feira, caiu muita chuva. Os helicópteros estavam sobrevoando a inundação. Centenas de pessoas estavam cortando os pés em garrafas quebradas e em tampas de garrafas. No geral, mais de 5 mil atendimentos médicos foram documentados, muitos deles em razão do uso de drogas.
É difícil acreditar que algo assim poderia acontecer espontaneamente. Era como uma tempestade perfeita: o tempo perfeito no movimento da contracultura, o local perfeito, o zumbido perfeito, a ingenuidade e a inocência perfeitas (imagine tentar agendar tantas bandas de rock atualmente a um custo tão baixo). Foi um perfeito fiasco em quase todos os aspectos, exceto um: a música funcionou. Foi esse sucesso essencial que tornou Woodstock mundialmente famoso (Marshall Brain, site Como Tudo Funciona).

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Alex Harvey And His Soul Band - Alex Harvey And His Soul Band

Banda: Alex Harvey And His Soul Band
Disco: Alex Harvey And His Soul Band
Ano: 1964(*)
Gênero: Blues-Rock, British Blues, R&B
Faixas:
1. Framed (Leiber, Stoller) 3:19
2. I Ain't Worrying Baby (Harvey) 2:59
3. Backwater Blues (Johnson) 3:06
4. Let The Good Times Roll (Lee) 3:05
5. Going Home (Harvey) 2:09
6. I've Got My Mojo Working (Morganfield) 3:50
7. Teensville USA (Cogswall) 3:33
8. New Orleans (Traditional) 3:17
9. Bo Diddley Is A Gunslinger (McDaniel) 2:26
10. When I Grow Too Old To Rock (Romberg, Hammerstein) 2:26
11. Evil Hearted Man (Traditional) 3:00
12. I Just Wanna Make Love To You (Dixon) 2:38
13. The Blind Man (David) 2:35
14. Reeling And Rocking (Berry) 3:29
Créditos (prováveis):
Alex Harvey: Vocal
Ted Taylor: Lead Guitar
John Frankland: Rhythm Guitar
Howie Casey: Sax
Bobby Thompson: Bass
Gibson Kemp: Drums
Dave Woods: Sax 
(*) Gravado ao vivo no Top Ten Club, em Hamburgo, Alemanha, no dia 13 de outubro de 1963, com a banda Kingsize Taylor And The Dominoes.

Biografia:
Alex Harvey nasceu em 5 de fevereiro de 1935, em Gorbals, Glasgow, Escócia, e morreu em 4 de fevereiro de 1982, em Zeebrugge, na Bélgica. Tendo deixado a escola aos 15 anos, ele se ocupou com várias atividades antes de optar pela música. Inspirado por Jimmie Rodgers, Woody Guthrie e Cisco Houston, familiarizou-se com diversos músicos que ensaiavam regularmente no estúdio local de Bill Patterson. Em 1955, uniu-se ao saxofonista Bill Patrick num grupo que misturava rock-and-roll e jazz tradicional. Conhecido como Clyde River Jazz Band ou Kansas City Skiffle Band, dependendo da clientela, o conjunto, mais tarde, denominou-se Kansas City Counts, tendo sido, juntamente com a Ricky Barnes All-Stars, uma das bandas vanguardeiras do circuito roqueiro escocês.
No final da década, com seu cantor em manifesto relevo, o grupo ficou conhecido como Alex Harvey's (Big) Soul Band, denominação derivada de um novo formato, mais compacto, para grupos de jazz, inaugurado por Horace Silver. O repertório da banda calcava-se em canções de Ray Charles e da Isley Brothers, além de versões urbanas de R&B, e a utilização inovadora de atabaques e outros instrumentos percussivos enfatizou a natureza suingada do seu som.
Popularizando-se na Escócia e no norte da Inglaterra, Harvey então mudou-se para Hamburgo, na Alemanha, onde gravou "Alex Harvey And His Soul Band", em outubro de 1963. Curiosamente, esse excelente disco não teve a participação do grupo regular do cantor, mas sim de músicos da Kingsize Taylor And The Dominoes. No ano seguinte, Alex retornou ao Reino Unido. Seu grupo estreou em Londres em 6 de fevereiro de 1964 e durante meses seguidos tornou-se uma atração bastante frequentada na capital da Inglaterra. Entretanto, mais uma oportunidade de capturá-lo em disco restou frustrada, pois "The Blues" (nota minha: lançado em 1964) consistia, em grande parte, de material solo de Harvey, acompanhado do seu irmão mais novo, Leslie.
8Esse álbum díspar incluiu leituras adequadamente idiossincráticas de "Danger Zone", "Waltzing Matilda" e "The Rock Candy Mountain Big". A despeito das intenções iniciais em contrário, Harvey dissolveu a Soul Band em 1965, objetivando uma sonoridade folk. Contudo, lançamentos subsequentes, como "Agent 00 Soul" e "Work Song", continuaram espelhando a paixão do artista pelo R&B. Após liderar brevemente a banda da casa noturna Dennistoun Palais, de Glasgow, Alex voltou para Londres em 1967 para formar a psicodélica Giant Moth. Alguns ex-integrantes desse efêmero grupo – Mox (flauta), Jim Condron (guitarra e baixo) e George Butler (bateria) – tocaram com o cantor em dois tonificados singles, "Someday Song" e "Maybe Someday".
4Agoniado pelo seu fracasso comercial, Harvey conseguiu se empregar na encoberta banda (nota minha: no original, "pit band", que, em óperas e musicais, é a orquestra ou banda que fica escondida num poço entre a plateia e o palco) do musical Hair, que protagonizou o disco "Rave Up Live From The Theatre Shaftesbury". O cantor restabeleceu sua carreira solo em 1969, com o voluntarioso "Roman Wall Blues". Esse poderoso álbum continha a versão original de "Midnigh Moses", uma composição que o cantor colocou no repertório da sua vindoura e substancial banda, a Sensational Alex Harvey Band. Ainda estarrecido pela trágica morte do seu irmão Leslie, eletrocutado no palco quando tocava com a Stone The Crows, Harvey criou a Sensational Alex Harvey Band com os membros da Tear Gas, uma esforçada banda escocesa de hard rock.
14E a SAHB virou um das maiores atrações populares, no começo dos anos 70, com seus shows, porém problemas de saúde afetaram o aloprado frontman da banda. Harvey abandonou a SAHB em outubro de 1977, apostando numa carreira individual menos frenética, mas "Mafia Stole My Guitar" não conseguiu recolocá-lo na vitrine. O vocalista sucumbiu a um ataque cardíaco em 4 de fevereiro de 1982, na Bélgica, ao final de uma turnê de quatro semanas pela Europa. Harvey foi um personagem enigmático e cativante, cujas façanhas ainda são contadas até hoje, mesmo após decorrido tanto tempo da sua morte (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, p. 661; tradução livre do inglês).

domingo, 6 de abril de 2014

Big Star - 3rd [Bonus Tracks]


Banda: Big Star
Disco: 3rd [Bonus Tracks]
Ano: 1992(*)
Gênero: Power Pop, Proto-Punk, Folk-Pop
Faixas:
1. Kizza Me (Chilton) 2:45
2. Thank You Friends (Chilton) 3:07
3. Big Black Car (Chilton) 3:38
4. Jesus Christ (Chilton) 2:41
5. Femme Fatale (Reed) 3:31
6. O, Dana (Chilton) 2:37
7. Holocaust (Chilton) 3:50
8. Kangaroo (Chilton) 3:47
9. Stroke It Noel (Chilton) 2:08
10. For You (Stephens) 2:44
11. You Can't Have Me (Chilton) 3:12
12. Nightime (Chilton) 2:54
13. Blue Moon (Chilton) 2:08
14. Take Care (Chilton) 2:50
15. Nature Boy [Bonus Track] (Ahbez) 2:31
16. Till The End Of The Day [Bonus Track] (Davies) 2:16
17. Dream Lover [Bonus Track] (Chilton) 3:36
18. Downs [Bonus Track] (Chilton) 1:52
19. Whole Lotta Shakin' Goin' On [Bonus Track] (Williams) 3:22
Créditos:
Alex Chilton: Vocals, Guitar, Keyboards
Lesa Aldredge: Vocals
Lee Baker: Guitar
Carl Marsh: Reeds, Woodwind, Synthesizer
Jody Stephens, Richard Roseborough, Tarp Tarrant: Drums
Tommy Cathey, William Murphey, Tommy McClure: Bass
Jimmy Stephens: Bass (faixa 10)
Jim Dickinson: Bass (faixa 4), Drums (faixa 5), Mellotron (faixa 8)
Steve Cropper: Guitar (faixa 5)
(*) LP lançado originalmente em 1975.

Biografia:
Constituída em Memphis, Tennessee, EUA, em 1971, a reputação e a influência da Big Star superaram quaisquer recompensas comerciais usufruídas durante sua trajetória. O grupo ganhou consistência quando o cantor Alex Chilton (nome verdadeiro: William Alexander Chilton, nascido no dia 28 de dezembro de 1950, em Memphis, Tennessee, EUA [nota minha: e morto no dia 17 de março de 2010, em Nova Orleans, Luisiana, EUA]), ex-Box Tops, juntou-se à Ice Water, uma banda local, da qual faziam parte Chris Bell (nascido no dia 12 de janeiro de 1951, em Memphis, Tennessee, EUA, e morto no dia 27 de dezembro de 1978, na mesma localidade; guitarra e vocal), Andy Hummel (nascido no dia 26 de janeiro de 1951, em Memphis, Tennessee, EUA; baixo e vocal ) e Jody Stephens (nascido no dia 4 de outubro de 1952, nos Estados Unidos; bateria).
O realinhado quarteto, que extraiu seu novo nome de um supermercado localizado em frente ao estúdio Ardent, estreou de maneira impressionante, em 1972, com "#1 Record", que combinava, magistralmente, o pop britânico e as harmonias sessentistas de Los Angeles com um som nervoso e vibrante, gerando canções fora de série: "The Ballad Of El Goodo", "Thirteen" e "When My Baby's Beside Me". Mesmo assim, o potencial de vendas do álbum mirrou por má distribuição. Ademais, atritos internos levaram Bell a abandonar a banda no final de 1972. Algumas das músicas em que Bell estava trabalhando com Chilton apareceram no disco seguinte da Big Star, mas o talentoso artista nunca se recuperou do fracasso comercial do disco de estreia e acabou morrendo em dezembro de 1978 num acidente de carro.
7O trio remanescente extinguiu a Big Star em 1973. Chilton, então, entrou em estúdio com o baterista Richard Rosebrough e o baixista Danny Jones para gravar material novo. No final daquele ano, ele se reencontrou com Hummel e Stephens para uma convenção de compositores roqueiros, e a proveitosa reaproximação acabou se estendendo por mais tempo. Senso de urgência e espontaneidade motivaram o excelente segundo disco, "Radio City", cujo destaque foi a icônica "September Gurls", embora "O My Soul" e "Back Of A Car" não ficassem atrás. Mas desinteresses corporativos mais uma vez condenaram o álbum ao limbo, e a banda, amargurada, refugiou-se em Memphis após uma breve e malograda excursão, em que John Lightam havia substituído o descontente Hummel. Ato contínuo, Chilton e Stephens começaram a projetar o terceiro disco, com a colaboração de Steve Cropper (guitarra), Jim Dickinson (piano) e Tommy McLure (baixo), porém as sessões de gravações tornaram-se extremamente truncadas, e o grupo separou-se sem concluir oficialmente o álbum.
"3rd", também conhecido como "Sister Lovers", surgiu posteriormente em vários formatos e combinações, mas a tônica era a instabilidade de Chilton, estampada através de um punhado de canções desvigoradas e mal-acabadas, reveladoras do enfraquecimento do músico como compositor e antecipadoras do caminho errático da sua carreira solo. Em 1993, Chilton e Stephens reagruparam a Big Star com Ken Stringfellow e Jonathan Auer, ambos da Posies, para uma única apresentação na Universidade de Missouri, tão bem-sucedida que o grupo resolveu fazer uma breve turnê pelo Reino Unido, no mesmo ano. Seguiram-se reuniões esporádicas, e uma nova música ("Hot Thing") foi gravada para uma compilação lançada em 2003. Na sequência, Chilton, Stephens, Stringfellow e Auer gravaram um novo disco de estúdio, "In Space", lançado em 2005, que se revelou um álbum muito melhor do que se esperava (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, p. 162; tradução livre do inglês).

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Lee Oskar - Before The Rain


Músico: Lee Oskar
Disco: Before The Rain
Ano: 1978(*)
Gênero: Funk, Fusion, Soul
Faixas:
1. Before The Rain (L. Oskar) 8:20
2. Steppin' (L. Oskar, Errico) 5:35
3. San Francisco Bay (L. Oskar, K. Oskar, Errico) 7:20
4. Feelin' Happy (L. Oskar, Errico, Vega, Eberitzsch, Fullerton) 3:45
5. More Than Words Can Say (L. Oskar, K. Oskar) 4:42
6. Sing Song (L. Oskar, K. Oskar) 6:50
7. Haunted House (L. Oskar, K. Oskar, Errico) 6:50
Créditos:
Lee Oskar: Harmonica, Vocal
Greg Errico: Drums (faixas 1, 3, 4, 5, 6, 7), Guitar (faixas 2, 7), Percussion (faixa 4)
Bobby Vega: Bass (faixas 1, 2, 4, 5, 6, 7), Guitar (faixa 3)
Herman Eberitzsch: Piano (faixas 1, 5, 6, 7), Clavinet (faixa 1), Keyboards (faixas 2, 3, 4)
Steve Beckmeier: Electric Guitar (faixa 1), Rhythm Guitar (faixa 6)
Terry Medeiros: Acoustic Guitar (faixa 1), Guitar (faixas 5, 7), Scratch Guitar (faixa 6)
Paulinho Dacosta: Percussion (faixas 1, 6, 7)
Pat Rizzo: Saxophone
Gene Page Orchestra: Strings (faixas 1, 5, 6)
Robert Christie Hunter: Bagpipes (faixa 2)
Greg Adams: Trumpet (faixas 2, 4), Flugelhorn (faixas 2, 4)
Emilio Castillo: Tenor Sax (faixas 2, 4)
Stephen Kupka: Baritone Sax (faixas 2, 4)
William Lamb: Trombone (faixas 2, 4), Trumpet (faixas 2, 4)
Leonard Pickett: Soprano Sax (faixas 2, 4), Tenor Sax (faixas 2, 4), Piccolo Flute (faixa 2), Lyricon (faixa 5)
Jamie Faunt: Bass (faixa 3)
Martyn Ford Orchestra: Strings (faixa 3), Brass (faixa 3), Woodwinds (faixa 3)
English Chorale: Choir (faixa 3)
San Francisco Bay Singers: Choir (faixa 3)
Joe Chambers: Vocals (faixa 4)
Bianca Thornton-Oden: Vocals (faixa 4)
Travis Fullerton: Backing Vocals (faixa 4)
Mic Gillette: Trumpet Solo (faixa 4)
Eloise Laws, Linda Creed: Background Vocals (faixa 6)
Chambers Brothers (Joe, Willie & George): Vocals (faixa 7)
Charles Miller: Saxophone
(*) CD lançado em 1995.

Biografia:
O gaitista e vocalista Lee Oskar foi membro fundador da War no final dos anos 60, quando o grupo da Costa Oeste primeiro atuou como banda de apoio para Eric Burdon e depois seguiu carreira solo. Seus prolongados solos de harmônica tornaram-se parte vital do som funqueiro, roqueiro e latino da War nos anos 70 e 80.
Individualmente, Oskar lançou dois álbuns de inclassificável fusion nos anos 80, ainda que fazendo parte da War. Mas a sua estreia como solista ocorreu em 1976, tendo gravado em sequência vários discos de consistente pop-jazz, R&B e fusion, entre eles o excelente "Before The Rain", de 1978, e "My Road, Our Road", de 1980 (Ron Wynn, AllMusic; tradução livre do inglês).

Dudes - We're No Angels


Banda: Dudes
Disco: We're No Angels
Ano: 1975
Gênero: Soft Rock
Faixas:
1. Saturday Night (Segarini) 3:18
2. Fuel Injection (Henman) 3:21
3. Just Wanna Dance (Segarini) 3:30
4. Lylee Lady (Greenway) 5:14
5. Deeper And Deeper (Segarini) 4:30
6. Dancin' Shoes (Henman) 4:10
7. Got Me Where You Want Me (Segarini) 3:21
8. My Mind's On You (Greenway, Segarini) 4:24
9. Rock 'N Roll Debutante (Henman) 3:49
10. We're No Angels (Segarini, Fowley) 5:14
Créditos:
"Kootch" Trochim: Bass, Vocals
Ritchie Henman, Wayne Cullen: Drums, Vocals
Bob Segarini, David Henman, Brian Greenway: Guitars, Vocals

Biografia:
Quando o grupo pop/rock canadense conhecido como Wackers desmantelou-se, no início dos anos 70, dois dos seus ex-integrantes, o baixista Bill Trochim e o guitarrista Bob Segarini, decidiram retornar à cena musical formando a banda Dudes. Para completar o lineup do novo grupo, vieram os bateristas Ritchie Henman e Wayne Cullen e os guitarristas David Henman e Brian Greenway. Todos eram também vocalistas.
Em 1975, a Dudes gravou seu primeiro álbum, "We're No Angels", lançado pela CBS, que redundou num único sucesso, "I Just Wanna Dance". Antes que a gravação de um novo disco começasse a esboçar-se, a maioria dos membros da banda envolveu-se com outros empreendimentos. Segarini continuou (nota minha: em carreira solo), completando o EP "Starlight" (nota minha: o disco chama-se, na verdade, "Segarini", e "Starlight" é apenas uma das suas faixas; segundo informa o site Canadian Bands, a Dudes entrou em estúdio em 1976 e gravou várias demos, posteriormente aproveitadas nos discos solos de Segarini e na coletânea "All The Young Dudes, All The Old Demos", de 1997). Foi o último lançamento.
Mais de duas décadas após a vida da Dudes chegar a um rápido e indolor fim, a Pacemaker Records pegou as gravações do grupo e registrou-as no disco intitulado "All The Young Dudes, All The Old Demos" (Charlotte Dillon, AllMusic; tradução livre do inglês).