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quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Frantic - Conception

Banda: Frantic
Disco: Conception
Ano: 1970(*)
Gênero: Hard Rock, Psychedelic Rock, Heavy Psych
Faixas:
1. Baby (Westlake, Shuman) 3:13
2. Wicked Woman (Byfuglin, Sherman) 3:17
3. Scitnarf (Byfuglin) 1:56
4. Hey Joe (Roberts, Valenti) 5:15
5. More Of A Man (Fergus) 3:49
6. Little Girl (Morrison) 2:59
7. Shady Sam (Byfuglin) 3:44
8. Her And Her Mountain (Sherman, Devlin) 2:37
9. Morning Dew (Dobson) 4:00
10. Midnight To Six Man (Taylor, May) 4:04
Créditos:
Max Byfuglin: Lead Vocals, Tambourine
Kim Sherman: Lead Guitar, Vocals
Dennis Devlin: Rhythm Guitar, Harmonica, Vocals
Jim Haas: Keyboards, Vocals
David Day: Bass, Vocals
Phil (Gordo) Head: Drums
(*) CD lançado em 1993.

Resenha/Biografia:
Não espanta que a banda se chamasse Frantic (nota minha: em inglês, significa frenético, desvairado, fora de si), pois vivia em permanente crise de personalidade. Inspirada pela beatlemania, a Frantics – como era inicialmente conhecida – pulou fora da inexistente cena musical de Billings, Montana, EUA. Seguiram-se numerosas mudanças no lineup e uma transferência para o Novo México, EUA. A seguir, a banda passou a chamar-se Frantic, estabelecendo-se por um curto período na cidade de Oklahoma, capital do estado americano homônimo, em 1966. 
Lá, acompanhada da Rascals, pegou a estrada, desembarcando finalmente em Nova Iorque, NY, EUA. Quando a aventura nova-iorquina acabou, o grupo voltou para o Novo México e depois rumou para a Califórnia, onde assinou com a Lizard Records e lançou o disco "Conception". Infelizmente, embora tivesse despendido bastante tempo excursionando, o grupo não conseguiu desenvolver uma sonoridade distintiva, deixando-se influenciar por muitos dos seus ídolos; também não dispôs de muito tempo para compor – apenas metade do seu repertório era próprio. Dito isto, os covers são as faixas mais fascinantes do álbum. O ponto alto é definitivamente "Hey Joe", construída em torno da melancólica guitarra com ares surfistas de Kim Sherman e o órgão igrejeiro de Jim Haas.
O cover psicodélico-garageiro "Little Girl", da Doors, no mínimo é diferente, ao passo que "Morning Dew" decola no território lisérgico da Jefferson Airplane e aterrissa nos domínios do rock progressivo britânico. "Midnight To Six Man", da Pretty Things, é a derradeira incursão da banda pela psicodelia-garageira até desembocar no rock progressivo e na British Invasion. A Yardbirds não ganhou cover no álbum, mas recebeu uma homenagem em "Scitnarf", através da harmônica exuberante de Dennis Devlin. Entre as canções de autoria da banda, sem dúvida "Shady Sam", com suas influências orientais e uma original percussão, é a mais interessante. Não se pode, porém, comparar com nada que o cenário britânico do rock progressivo produzia na época. E esse era o problema da Frantic: tanta música boa e tão pouco tempo para absorver e expelir o excedente. Transitando apressadamente entre o boogie, a psicodelia, o R&B e o pop, o grupo reproduzia todos os sons mas não possuía nenhum que o caracterizasse. Todavia, apostou que tivesse êxito assim (Jo-Ann Greene, AllMusic; tradução livre do inglês).