Gênero: Blues-Rock, Hard Rock, Acid Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Foxy Lady (3:19)
2. Manic Depression (3:42)
3. Red House (3:44)
4. Can You See Me (2:32)
5. Love Or Confusion (3:13)
6. I Don't Live Today (3:55)
7. May This Be Love (3:11)
8. Fire (2:45)
9. 3rd Stone From The Sun (6:44)
10. Remember (2:48)
11. Are You Experienced? (4:14)
12. Hey Joe [Bonus Track] (3:30)
13. Stone Free [Bonus Track] (3:36)
14. Purple Haze [Bonus Track] (2:51)
15. 51st Anniversary [Bonus Track] (3:16)
16. The Wind Cries Mary [Bonus Track] (3:20)
17. Highway Chile [Bonus Track] (3:35)
Músicas de autoria de Jimi Hendrix, salvo "Hey Joe", composta por Billy Roberts.
Créditos:
Jimi Hendrix: Guitar, Vocal
Mitch Mitchell: Drums
Noel Redding: Bass Guitar, Vocal
(*) LP lançado originalmente em 1967.
Resenha:
Uma das estreias fonográficas mais extraordinárias da história do rock e um dos álbuns definitivos da era psicodélica. Em "Are You Experienced?", Jimi Hendrix sintetizou vários elementos da vanguarda roqueira de 1967 numa sonoridade que soava futurista e incrustada nas melhores tradições do quadrinômio rock, blues, pop e soul.
Foi o seu trabalho de guitarra inesquecível, é claro, aquele que estampou sua marca, tirando proveito dos experimentos de músicos britânicos inovadores, como Jeff Beck e Pete Townshend, para traçar novos caminhos em feedback, distorção e intensidade sonora. Mas o disco não teria o alcance que teve sem o seu excelente material, abrangendo arroubos psicodélicos ("Foxy Lady", "Manic Depression", "Purple Haze"), improvisações instrumentais estonteantes ("Third Stone From The Sun"), blues ("Red House", "Hey Joe"), além de sensíveis e poéticas canções ("The Wind Cries Mary"), que demonstraram a magnitude do talento de Hendrix como compositor. Por outro lado, não devem ser subestimadas as contribuições do baterista Mitch Mitchell e do baixista Noel Redding, que impregnaram as músicas com ritmo pulsante, fundindo rock e improvisação jazzística. Muitas das canções do álbum situam-se entre as mais refinadas de Hendrix; pode ser verdade que ele continuaria caminhando em passo acelerado durante o resto da sua breve carreira, mas provavelmente nunca ultrapassaria seu primeiro LP no tocante à excelência. [A reedição da Purple Haze inclui um CD bônus contendo todas as sobras de estúdio das gravações do disco.] (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).
Buscando um elo comparativo simples para contrapor-se à banda Heaven, os críticos contemporâneos optaram pelos grupos Chicago e Blood, Sweat & Tears. Bem, assim como Chicago e BS&T, a Heaven contava com um naipe de metais, de modo que, aparentemente, foi isso que determinou a aproximação das bandas, na ótica dos resenhistas. Na realidade, porém, o octeto britânico praticava um rock progressivo sem nenhum pingo de apelo comercial: uma fusão frenética de blues e R&B inspirado por rock progressivo, com inclinação pastoral e forte tendência à improvisação.
Formada em Hampton, Londres, Inglaterra, por volta de 1968, a primeira apresentação da Heaven, no Festival da Ilha de Wight, gerou pouco impacto. Mas a segunda provocou um rebuliço. A banda imediatamente assinou com a CBS e lançou seu primeiro disco, "Brass Rock 1", com capa dupla, em 1971. Contendo apenas dez faixas, a maioria com duração de cerca de cinco minutos, o álbum mostra a banda com bastante espaço para experimentação musical. O R&B roqueiro de "Never Say Die" revela-se a canção mais acessível de "Brass Rock 1", sendo responsável, provavelmente, pelas comparações com Chicago e BS&T. E é também a música menos representativa do verdadeiro estilo vanguardeiro da Heaven. Em contraste, nas canções "This Time Tomorrow" (com predomínio da flauta) e "Dawning", a banda transita alegremente pelo território de Canterbury.
"Morning Coffee (A Theme To A Film)" manifesta-se tão cinematográfica quanto seu título, percorrendo soturnas planícies da Espanha, em itinerário mais afeito à Santana. Essas são as músicas mais plácidas, pois as restantes ostentam maior arrojo. "Number One (Last Request)" é uma jornada emocionante através do blues avant-garde. Já "Number Two (Down At The Mission)" navega por um pesado R&B roqueiro, com os metais abrasando ao estilo Stax (nota minha: a Stax é uma gravadora americana, fundada em 1957 e sediada em Memphis, Tennessee, que se tornou conhecida pela influência exercida na criação da música soul, entre outros gêneros). "Things I Should've Known" trilha caminho musical semelhante, mas atrelado a uma improvisação jazzística. Entretanto, "Song For Chaos" é o ápice do rock progressivo executado pela banda, incorporando trechos de metais e solos de flauta, ao lado de um dos mais incendiários solos de trompete já ouvido num disco de rock. Brilhante! Mas a epifania do grupo ocorre com o épico "Got To Get Away".
Abrindo com um prelúdio suntuoso, a banda exibe, na faixa que encerra o disco, solos de clarinete com pitadas orientais, entrecruzados com ritmos latinos, guitarra lancinante e instrumentos de sopro funqueiros até atingir um crescendo de vozes harmônicas e esplêndidos metais. Por tudo que foi dito, comprova-se que "Brass Rock 1" é um imponente disco: mistura com mestria jazz, rock, folk e blues e percorre caminhos musicais praticamente inexplorados. Contudo, mesmo para a época, o álbum era muito ousado, e, portanto, vendeu pouco, circunstância que acabou acarretando o fim da Heaven. Agora, esse disco fabuloso foi ressuscitado e remasterizado com capricho, permitindo que os ouvintes atravessem novamente os paradisíacos portões musicais da Heaven (nota minha: no original, um trocadilho com o nome da banda: "Paraíso", "Céu", "Firmamento") (Jo-Ann Greene, AllMusic; tradução livre do inglês).
Banda: Roxy Music
Disco: Roxy Music [Super Deluxe Edition]
Ano: 2018(*)
Gênero: Glam Rock, Art Rock, Avant-Garde
Faixas:
Disc 1: The Album
1. Re-Make/Re-Model (5:14)
2. Ladytron (4:22)
3. If There Is Something (6:34)
4. Virginia Plain (2:57)
5. 2 HB (4:28)
6. The Bob (Medley) (5:46)
7. Chance Meeting (3:05)
8. Would You Believe? (3:51)
9. Sea Breezes (7:02)
10. Bitters End (2:05)
Músicas de autoria de Bryan Ferry.
Créditos:
Bryan Ferry: Voice, Piano
Graham Simpson: Bass
Andrew Mackay: Oboe, Saxophone
Eno: Synthesizer, Tapes
Paul Thompson: Drums
Phil Manzanera: Guitar
Rik Kenton: Bass (faixa 4)
Disc 2: Demos & Out-takes
Early Demos, May 71
1. Ladytron (5:22)
2. 2 HB (7:16)
3. Chance Meeting (4:22)
4. The Bob (Medley) (5:59)
Album Out-takes, March 72
5. Instrumental (0:31)
6. Re-Make/Re-Model (8:13)
7. Ladytron (5:16)
8. If There Is Something (7:06)
9. 2 HB (4:46)
10. The Bob (Medley) (7:19)
11. Chance Meeting (3:05)
12. Would You Believe? (5:30)
13. Sea Breezes (2:39)
14. Bitters End (6:04)
15. Virginia Plain (3:34)
Músicas de autoria de Bryan Ferry.
Créditos:
Bryan Ferry: Voice, Piano
Graham Simpson: Bass
Andrew Mackay: Oboe, Saxophone
Eno: Synthesizer, Tapes
Paul Thompson: Drums
Phil Manzanera: Guitar
Roger Bunn: Guitar (faixas 1-4)
Dexter Lloyd: Drums (faixas 1-4)
Disc 3: The BBC Sessions
The Peel Sessions 4/1/72
1. If There Is Something (6:37)
2. The Bob (Medley) (5:47)
3. Would You Believe? (3:47)
4. Sea Breezes (8:15)
5. Re-Make/Re-Model (4:55)
The Peel Sessions 23/5/72
6. 2 HB (3:45)
7. Ladytron (6:03)
8. Chance Meeting (2:59)
The Peel Sessions 18/7/72
9. Virginia Plain (4:02)
BBC In Concert 3/8/72
10. The Bob (Medley) (5:45)
11. Sea Breezes (7:13)
12. Virginia Plain (3:27)
13. Chance Meeting (5:30)
14. Re-Make/Re-Model (6:32)
Créditos:
Bryan Ferry: Voice, Piano
Graham Simpson: Bass
Andrew Mackay: Oboe, Saxophone
Eno: Synthesizer, Tapes
Paul Thompson: Drums
Phil Manzanera: Guitar
David O'List: Guitar (faixas 1-5)
Rik Kenton: Bass (faixas 6-14)
(*) LP lançado originalmente em 1972.
Biografia:
Essa banda amplamente respeitada e altamente influente do Reino Unido despontou em janeiro de 1971 com a seguinte formação: Bryan Ferry (nascido no dia 26 de setembro de 1945, em Washington, Co. Durham, Inglaterra; vocais e teclados); Brian Eno (nome verdadeiro: Brian Peter George St. Baptiste de la Salle Eno, nascido no dia 15 de maio de 1948, em Woodbridge, Suffolk, Inglaterra; efeitos eletrônicos, sintetizadores e teclados); Graham Simpson (baixo) e Andy Mackay (nascido no dia 23 de julho de 1946, em Lostwithiel, Cornwall, Inglaterra; saxofone). No decorrer do ano seguinte, vários membros novos entraram e saíram, incluindo o baterista Dexter Lloyd e os guitarristas Roger Bunn e David O'List (ex-Nice). Todavia, no início de 1972, o lineup praticamente se estabilizou com o ingresso de Paul Thompson (nascido no dia 13 de maio de 1951, em Newcastle, Inglaterra; bateria) e Phil Manzanera (nome verdadeiro: Philip Targett Adams, nascido no dia 31 de janeiro de 1951, em Londres, Inglaterra; guitarra).
O primeiro disco da banda, homônimo, de 1972, lançado pela gravadora Island Records, era um pot-pourri musical, com os vocais dos anos 50 de Ferry justapostos a diferentes ritmos dos anos 60 e efeitos eletrônicos da década setentista. A conceitual capa do disco sublinhou o passado artístico da banda, enquanto a imagem do grupo (dos topetes típicos dos anos 50 às jaquetas futuristas Lurex) ressaltava sua diversidade estilística. As resenhas beiraram o êxtase, aclamando o álbum como uma das melhores estreias no mercado fonográfico da história recente. As inusitadas canções de amor de Ferry mostravam-se muitas vezes sombrias, mas, paradoxalmente, efervescentes, fundindo romantismo com amarga ironia. Em "If There Was Something", por exemplo, uma fantástica melodia desencadeia admiráveis clichê ("Eu faria qualquer coisa por você… escalaria montanhas… atravessaria oceanos") e anticlímax ('Eu colocaria rosas na nossa porta… sentado no jardim, cultivando batatas"). "The Bob (Medley)" continha outra sacada: um cenário da Inglaterra em tempo de guerra apresentado na forma de uma canção de amor. Na sequência do primeiro álbum, a banda lançou "Virginia Plain", clássico single que combinava a atração de Ferry pelo cinema e sua paixão pela arte surrealista.
Nessa época, Simpson saiu e a banda enfileirou uma sucessão de baixistas: John Porter, John Gustafson, John Wetton, Rick Kenton, Sal Maida, Rick Wills e Gary Tibbs. Apesar de não obter êxito nos Estados Unidos, a Roxy Music emplacou um segundo sucesso no Top 10 britânico com "Pyjamarama" e lançou "For Your Pleasure", produzido por Chris Thomas. Outra obra cativante, o álbum continha a formidável "Do The Strand", possivelmente a experimentação roqueira mais efetiva do grupo, com um trabalho de Mackay ao saxofone de tirar o fôlego. "Beauty Queen" e "Editions Of You" eram faixas contrastantemente fortes, e a pièce de résistance do disco residia em "In Every Dream Home, A Heartache", o peã de Ferry dedicado a uma boneca de borracha inflável e, ao mesmo tempo, uma evocação assustadora da alienação consumista.
Em 21 de junho de 1973, Eno caiu fora, após uma série de desentendimentos com Ferry a respeito do seu papel na banda, sendo substituído por Eddie Jobson (nascido no dia 28 de maio de 1955, na Inglaterra), ex-violinista da Curved Air, que aceitou de bom grado participar do grupo como músico contratado e não como membro efetivo. Depois de afastar-se rapidamente para gravar um disco solo de covers, Ferry liderou a Roxy Music numa turnê nacional para promover o excelente "Stranded". "Street Life", o primeiro single extraído do álbum, assegurou outro hit Top 10 no Reino Unido. A música resumiu a contraditória atitude de Ferry em relação à vida urbana: "Você pode se estrepar se ficar andando por aí – e isso é realmente espantoso". A épica "A Song For Europe", com uma melodia emprestada de "When My Guitar Gently Weeps", de George Harrison, estampou novamente uma viagem alucinatória. A canção mais complexa e recompensadora do álbum, no entanto, foi "Mother Of Pearl", um macrocosmo da imagem do dândi Ferry, ladeado por belas mas frívolas mulheres e festas insossas.
Depois do seu segundo álbum individual, Ferry gravou o quarto disco da Roxy Music, "Country Life", composto por outra vigorosa coleção de músicas, desde a acelerada "All I Want Is You", passando pela atrevida "The Thrill Of It All", até chegar à exótica 'Triptych". Nos Estados Unidos, a capa do álbum foi censurada, por ostentar a imagem picante de duas mulheres seminuas, e a banda tirou proveito do polêmico episódio realizando duas turnês consecutivas na terra do Tio Sam. Mas a esperança de conquistar plateias em estádios lotados nos Estados Unidos acabou malograda. "Siren", o disco seguinte da banda, apesar de contar com "Love Is The Drug", um prévio single provocante, transformou-se numa grande decepção, despido do charme e a inventividade dos seus antecessores. Parecendo sem rumo, apenas "Both Ends Burning" evidenciou vocais com autêntica emoção.
Seguiu-se um intervalo de três anos, durante o qual os membros da banda se dedicaram a trabalhos individuais. O disco de retorno, "Manifesto", de 1979, recebeu críticas desuniformes, mas produziu dois primorosos sucessos: "Angel Eyes" e a fantástica "Dance Away". O álbum subsequente, "Flesh + Blood" revelou-se um trabalho mais acabado, com alguns arranjos poderosos. E trouxe uma reinterpretação de "In The Midnight Hour", de Wilson Pickett, além de uma execução invulgar de "Eight Miles High", da Byrds. Ademais, dois hits das paradas inglesas também se fizeram presentes: "Over You" e "Oh Yeah (On The Radio)". Em 1981, a Roxy Music finalmente alcançou o 1° lugar nas paradas de singles através de "Jealous Guy", uma tristonha homenagem a John Lennon, assassinado havia pouco tempo. No ano posterior, surgiu o último álbum, "Avalon", que liderou as paradas e ganhou elogios da maioria dos resenhistas musicais.
A Roxy Music deixou para trás um conjunto inventivo, diversificado e bastante influente nos anos 70. Os gêneros glam, techno, dance, ambient e eletronic têm uma dívida considerável com os bons tempos de Ferry e Eno. Em que pese a importante reavaliação ocorrida no encerramento dos anos 90, a posição do grupo, infelizmente, permaneceu ofuscada durante vários anos pelo sucesso da carreira solo de Ferry. Rumores de um reagrupamento abundaram no verão de 1999, mas somente em fevereiro de 2001 é que Ferry, Manzanera e Mackay confirmaram uma turnê internacional (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, pp. 1205-6; tradução livre do inglês).
9. Maybe I'm Amazed [A-side single, 1971] (McCartney) 3:38
10. (If Loving You Is Wrong) I Don't Want To Be Right [Outtake from "Ooh La La"] (Banks, Hampton, Jackson) 4:53
11. Take A Look At The Guy [Live, 1975] (Wood) 4:52
12. Flags And Banners (Lane, Stewart) 2:01
13. Bad 'N' Ruin [Live BBC, 1971] (McLagan, Stewart) 5:23
14. Around The Plynth (Stewart, Wood) 5:53
15. Sweet Lady Mary (Lane, Stewart, Wood) 5:50
16. Had Me A Real Good Time (Lane, Stewart, Wood) 5:53
17. Cut Across Shorty [Live BBC, 1971] (Wilkin, Walker) 6:25
Disc 3
1. You're So Rude (Lane, McLagan) 3:43
2. (I Know) I'm Losing You [Live BBC, 1971] (Grant, Holland, Whitfield) 7:07
3. Love Lives Here (Lane, Stewart, Wood) 3:06
4. I'd Rather Go Blind [Live, 1975] (Foster, Jordan) 6:01
5. Hi-Heel Sneakers (Higginbotham)/Everybody Needs Somebody To Love (Burke, Berns, Wexler) 5:08
6. Gettin' Hungry (Wilson, Love) 5:12
7. Silicone Grown (Stewart, Wood) 3:06
8. Oh Lord I'm Browned Off [B-side single, 1971] (Jones, Lane, McLagan, Wood) 3:50
9. Just Another Honky (Lane) 3:33
10. Open To Ideas (McLagan, Stewart, Wood) 3:59
11. Skewiff (Mend The Fuse) [B-side single, 1973] (Jones, Lane, McLagan, Wood) 5:15
12. Too Bad [Live, 1972] (Stewart, Wood) 5:53
13. Rock Me (McLagan) 4:40
14. Angel [Live BBC, 1973] (Hendrix) 4:16
15. Stay With Me [Live BBC, 1971] (Stewart, Wood) 5:51
16. Ooh La La (Lane, Wood) 3:31
Disc 4
1. The Stealer [Live BBC, 1973] (Rodgers, Fraser, Kossoff) 3:16
2. Around The Plynth [Live BBC, 1970] (Stewart, Wood)/Gasoline Alley [Live BBC, 1970] (Stewart, Wood) 7:34
3. You Can Make Me Dance, Sing Or Anything (Even Take The Dog For A Walk, Mend A Fuse, Fold Away The Ironing Board, Or Any Other Domestic Shortcomings) [A-side single, 1975] (Jones, McLagan, Stewart, Wood, Yamauchi) 4:32
4. I Wish It Would Rain [Live B-side single, 1973] (Strong, Whitfield, Penzabene) 4:45
5. Miss Judy's Farm [Live BBC, 1971] (Stewart, Wood) 4:00
6. Love In Vain [Live BBC, 1971] (Johnson) 8:21
7. My Fault [Live BBC, 1973] (McLagan, Stewart, Wood) 3:22
8. I Feel So Good [Rehearsal, 1969] (Broonzy) 6:24
9. Miss Judy's Farm (Stewart, Wood) 3:41
10. Three Button Hand Me Down (McLagan, Stewart) 5:45
Disco: Fight Fire (The Complete Recordings 1964-1967)
Ano: 2017(*)
Gênero: Garage Rock, Folk-Rock
Faixas:
1. Brown-Eyed Girl (2:31)
2. Fight Fire (2:32)
3. Don't Tell Me No Lies (1:56)
4. Walking On The Water (2:41)
5. You Can't Be True [First Version] (2:43)
6. Try Try Try (2:12)
7. You Came Walking (1:51)
8. Fragile Child (2:38)
9. You Better Be Careful (2:18)
10. Little Tina (2:28)
11. I Only Met You Just An Hour Ago (2:10)
12. You Better Get It Before It Gets You (2:53)
13. Call It Pretending (2:11)
14. Gonna Hang Around (2:33)
15. Where You Been (2:30)
16. You Got Nothin' On Me (2:13)
17. She Was Mine (2:14)
18. Tell Me (2:27)
19. Porterville (2:17)
20. Instrumental #1 (2:58)
21. You Can't Be True [Version Two] (2:23)
22. Little Girl (Does Your Momma Know) (2:39)
23. Action USA Spot (1:03)
Músicas de autoria de John Fogerty e Tom Fogerty, salvo "Call It Pretending", composta por John Fogerty, e "Porteville", composta pela banda.
Créditos:
John Fogerty: Lead Guitar, Lead Vocals
Tom Fogerty: Rhythm Guitar, Lead Vocals
Stu Cook: Bass
Doug Clifford: Drums
Biografia:
Qual a importância de um nome? Mais do que qualquer outra banda, a Golliwogs mostrou que, no seu caso, o nome revelou-se fundamental, já que o grupo trabalhou na obscuridade durante três anos até alcançar estrondoso sucesso meses depois de alterar sua denominação para Creedence Clearwater Revival. A história da Golliwogs começou quando o cantor e guitarrista John Fogerty conheceu o baterista Doug Clifford na escola em que ambos cursavam o ensino médio em El Cerrito, Califórnia, EUA; constatando que nutriam a mesma admiração por Little Richard e Fats Domino, John e Doug decidiram formar uma banda para tocar o rock-and-roll praticado em Nova Orleans. Decorridos vários meses, a dupla conseguiu atrair Stu Cook, outro estudante de El Cerrito, para tocar piano e baixo no grupo. Inicialmente chamada Blue Velvets, a banda dispensou tratamento estelar para o irmão mais velho de John ao chamá-lo para atuar como cantor e guitarrista. Em 1961, a Tommy Fogerty & The Blue Velvets lançou um par de singles através da Orchestra Records, gravadora de Oakland, Califórnia, mas nenhum fez sucesso.
Em 1963, o selo jazzístico Fantasy Records emplacou um surpreendente sucesso com a canção "Cast Your Fate To The Wind", gravada por Vince Guaraldi ao piano, e quando uma estação local de televisão transmitiu um documentário sobre o exitoso disco, a Blue Velvets manteve contato com a gravadora buscando ser contratada. Max Weiss, um dos donos da Fantasy, acreditou no potencial do grupo e contratou-o, mas achou que precisava dar-lhe outra denominação. Após cogitar o nome Visions, Weiss e seus sócios convenceram a banda a chamar-se Golliwogs. Em novembro de 1964, a Golliwogs lançou seu primeiro single pela Fantasy, "Don't Tell Me No Lies/Little Girl (Does Your Momma Know)"; o disco não chegou às paradas, e, conquanto a banda tenha gravado mais seis singles na Fantasy e na sua afiliada Scorpio (incluindo uma versão primitiva de "Walking On The Water", da CCR), a única canção sua a alcançar as paradas foi "Brown Eyed Girl" (não se trata do clássico de Van Morrison), 10° lugar na lista regional da Billboard em Miami, Flórida.
Tommy Fogerty coescreveu e cantou muitas canções inseridas nos primeiros singles da Goliwogs, mas, com o passar do tempo, John Fogerty assumiu a liderança do grupo, cabendo-lhe a palavra final acerca das produções e lançamentos. O derradeiro single da banda, "Porterville/Call It Pretending", apareceu no fim de 1967, e a Fantasy acenou-lhe com a possibilidade de renovar o seu contrato, condicionando a medida, porém, a uma nova alteração do nome do grupo (a proposta não encontrou maiores resistências, já que a banda nunca mostrou entusiasmo pela denominação Golliwogs). Renomeado Credence Clearwater Revival, o grupo lançou seu primeiro disco (trazendo novas roupagens para "Porterville" e "Walking On The Water") em julho de 1968; as versões de "Suzie Q" e "I Put A Spell On You" fizeram muito sucesso e, finalmente, o quarteto fez as pazes com a fama. Em 1974, após a dissolução da Credence Clearwater Revival, a Fantasy lançou uma coleção do material da Golliwogs, intititulando-a Pre-Credence, e, em 1998, a canção "Fight Fire" obteve um tardio reconhecimento ao ser incluída na celebrada coletânea "Nuggets": Original Artyfacts From The First Psychedelic Era 1965-1968". Por fim, em 2014, a mesma gravadora editou outra compilação do grupo: "Fight Fire: The Complete Recordings 1964-1967" (Mark Deming, AllMusic; tradução livre do inglês).