Banda: Clouds
Disco: Up Above Our Heads [Clouds 1966-71]
Ano: 2010
Gênero: Progressive Rock, Baroque Pop, British Psychedelia, Psychedelic Rock
Faixas:
Disc 1
The Clouds Scrapbook [1968-69]
1. Scrapbook Intro (Ritchie) 1:09
2. The Carpenter (Ritchie, Ellis, Hughes) 3:28
3. The Colours Have Run (V. Ellis, Ritchie) 2:58
4. I'll Go Girl (Ritchie) 3:20
5. Grandad (Ritchie) 2:09
6. Ladies And Gentlemen (Ritchie) 3:07
7. Humdrum (Hughes, Ritchie, Ellis) 1:06
8. Union Jack (Ritchie) 1:24
9. Old Man (Ellis) 3:25
10. Waiter, There's Something In My Soup (Ritchie) 7:00
11. Scrapbook (Ritchie) 2:48
Up Above Our Heads [1969-70]
12. Imagine Me (Ritchie) 3:20
13. Sing-Sing-Sing (Prima) 13:45
14. Take Me To Your Leader (Hughes, Ellis, Ritchie) 2:52
15. Big Noise From Winnetka (Haggart, Bauduc) 3:54
16. In The Mine (Ritchies) 3:55
Disc 2
Watercolour Days [1970-71]
1. Watercolour Days (Ritchie) 5:31
2. Cold Sweat (Ellis, Ritchie) 3:38
3. Lighthouse (Ellis) 5:05
4. Long Time (Ritchie, Ellis) 4:37
5. Mind Of A Child (Ritchie, Ellis, Hughes) 2:53
6. I Know Better Than You (Ellis, Ritchie, Hughes) 4:56
7. Leavin' (Ritchie) 3:25
8. Get Off My Farm (Ellis, Ritchie, Hughes) 3:28
9. I Am The Melody (Ritchie) 2:41
Bonus Tracks [1966-71]
10. Make No Bones About It [Single A-Side, 1968] (Ritchie) 2:37
11. Heritage [Single B-Side, 1968] (Ellis, Ritchie, Hughes) 4:18
12. Why Is There No Magic [Unreleased 1971] (Ritchie) 2:43
13. The World Is A Madhouse [Unreleased 1970] (Ritchie) 4:00
14. Shadows [Unreleased 1971] (Ritchie) 2:41
15. Once Upon A Time [Unreleased 1970] (Ritchie, Ellis, Hughes) 2:55
16. A Day Of Rain [Unreleased 1971] (Ritchie) 3:42
17. America [1-2-3 Live at The Marquee 1967] (Simon) 8:10
18. Clockwork Soldier [Unreleased 1971] (Ritchie) 5:06
Créditos:
Billie Ritchie: Hammond Organ, Piano, Acoustic & Electric Guitars, Backing Vocals, Bass Guitar ("Old Man"), Lead Vocals ("Grandad", "Union Jack", "Ladies And Gentlemen"), Vocals, Harpsichord
Ian Ellis: Bass Guitar, Acoustic Guitar, Lead Vocals, Occasional Backing Vocals, Harmonica, Mouth Organ
Harry Hughes: Drums, Vocal Support ("Grandad"), Trumpet ("In The Mine")
Músicos adicionais:
Alvin Lee: Guitar ("I'll Go Girl")
David Palmer, Terry Ellis, Roadie Don: Vocal Support ("Grandad")
Rod Butler: Guitar ("The World Is A Madhouse")
George Ritchie: Bass ("Why Is There No Magic", "Shadows")
Mike Kidson: Drums ("Why Is There No Magic", "Shadows")
Biografia:
Clouds foi uma promissora banda roqueira progressiva-psicodélica cujo insucesso comercial contrastava com as críticas favoráveis recebidas. Diferentemente da maioria dos grupos contemporâneos e concorrentes ingleses, o trio era escocês e remontava à metade dos anos 60. Ian Ellis (vocal) e Harry Hughes (bateria) se uniram, inicialmente, fazendo parte de uma parte de um quinteto beat britânico, chamado Premiers, formado em Edimburgo no ano de 1964 e ostentando configuração convencional: baixo, duas guitarras, bateria e o vocal de Ellis.
Após algum tempo, ficou decidido que a adição de um órgão encorparia o som da banda; então o organista Billy Ritchie passou a integrá-la. Cyril Stapleton, músico e produtor, gravou algumas demos com o grupo em Londres, mas não houve nenhuma gravadora interessada em contratá-lo, e foi aí que a Premiers se desfez. Ellis, Ritchhie e Hughes decidiram prosseguir no formato trio; o primeiro, além de cantar, passou a tocar baixo. O terceto adotou o nome 1-2-3 e começou a compor seu próprio material, tudo de modo decididamente psicodélico. Todavia, paralelamente ao novo som veio a ausência de público em Edimburgo, levando o grupo a ir para Londres, onde acreditava (corretamente) que teria melhor audiência. E ali, realmente, após uma série de shows no Marquee Club, a banda angariou um devotado fã-clube e respeitosos simpatizantes entre seus colegas músicos. Na época, não havia muitos trios modelados por órgão – mesmo a Nice contou com um guitarrista no começo –, mas a forma de tocar de Ritchie e a sonoridade do grupo atraíram a atenção da crítica musical.
E a 1-2-3 foi então contratada pela empresa de gerenciamento NEMS, de Brian Epstein, na primavera de 1967, fato que lhe deu tanta exposição quanto sua música. A ligação com a NEMS, porém, terminou em face da morte de Epstein no verão de 1967, e o trio retomou as apresentações nas casas noturnas londrinas.
Uma nova oportunidade surgiu quando Terry Ellis, jovem aspirante a empresário e produtor, assistiu a um show da banda e se ofereceu para empresariá-la. Ellis e seu sócio Chris Wright tinham uma empresa de gestão chamada Chrysalis, que se transformaria na gravadora homônima (posteriormente vendida para a EMI), mas, na ocasião, a Chrysalis não possuía gravadora. Como resultado, o grupo – agora rebatizado de Clouds – assinou com o selo Island Records e realizou uma turnê pelos Estados Unidos, tendo sido recepcionado de forma entusiástica pela crítica ianque, particularmente em razão dos shows em Chicago e Nova Iorque (o concerto nova-iorquino aconteceu no Fillmore East).
Estreando na Island Records, a banda lançou o álbum quase conceitual "Scrapbook", contendo partes iniciais e finais e uma variedade de canções que variavam do pop psicodélico ao rock artístico experimental, viajante e fortemente progressivo. A gravadora apresentou o trabalho da Clouds ao público britânico durante o ano de 1969, através de singles e discos de amostra, a par de promover intensamente o seu álbum inaugural. E a resposta da crítica foi altamente favorável, assim como as resenhas dos concertos.
Entretanto, nem tudo eram flores entre o trio e sua empresária – a Chrysalis decidira dedicar seus esforços e verbas promocionais para o grupo concorrente Jethro Tull. Gradualmente, a Clouds foi perdendo terreno nesse imbróglio e sua atividade discográfica se mostrou um tanto desordenada, dividida entre a Inglaterra e os Estados Unidos – na terra do Tio Sam, o álbum intitulado "Up Above Our Heads" apareceu pelo selo Deram, em 1970, enquanto na Inglaterra o LP denominado "Watercolor Days" saiu em 1971, através da gravadora Chrysalis Records. Sentindo que seu momento já havia passado, a banda acabou desistindo no encerramento de 1971. Seus discos foram vendidos nas lojas a preço de liquidação até o final dos anos 70. Todavia, com base na reedição em CD dos seus discos, nas décadas de 1990 e seguintes, incluindo uma coleção da Universal Music em 2007 (nota minha: em formato digital), tudo indica que ainda há gente interessada no trabalho do grupo, mesmo decorrido tanto tempo do primeiro LP (Bruce Eder, AllMusic; tradução livre do inglês).



