Não espanta que a banda se chamasse Frantic (nota minha: em inglês, significa frenético, desvairado, fora de si), pois vivia em permanente crise de personalidade. Inspirada pela beatlemania, a Frantics – como era inicialmente conhecida – pulou fora da inexistente cena musical de Billings, Montana, EUA. Seguiram-se numerosas mudanças no lineup e uma transferência para o Novo México, EUA. A seguir, a banda passou a chamar-se Frantic, estabelecendo-se por um curto período na cidade de Oklahoma, capital do estado americano homônimo, em 1966.
Lá, acompanhada da Rascals, pegou a estrada, desembarcando finalmente em Nova Iorque, NY, EUA. Quando a aventura nova-iorquina acabou, o grupo voltou para o Novo México e depois rumou para a Califórnia, onde assinou com a Lizard Records e lançou o disco "Conception". Infelizmente, embora tivesse despendido bastante tempo excursionando, o grupo não conseguiu desenvolver uma sonoridade distintiva, deixando-se influenciar por muitos dos seus ídolos; também não dispôs de muito tempo para compor – apenas metade do seu repertório era próprio. Dito isto, os covers são as faixas mais fascinantes do álbum. O ponto alto é definitivamente "Hey Joe", construída em torno da melancólica guitarra com ares surfistas de Kim Sherman e o órgão igrejeiro de Jim Haas.
O cover psicodélico-garageiro "Little Girl", da Doors, no mínimo é diferente, ao passo que "Morning Dew" decola no território lisérgico da Jefferson Airplane e aterrissa nos domínios do rock progressivo britânico. "Midnight To Six Man", da Pretty Things, é a derradeira incursão da banda pela psicodelia-garageira até desembocar no rock progressivo e na British Invasion. A Yardbirds não ganhou cover no álbum, mas recebeu uma homenagem em "Scitnarf", através da harmônica exuberante de Dennis Devlin. Entre as canções de autoria da banda, sem dúvida "Shady Sam", com suas influências orientais e uma original percussão, é a mais interessante. Não se pode, porém, comparar com nada que o cenário britânico do rock progressivo produzia na época. E esse era o problema da Frantic: tanta música boa e tão pouco tempo para absorver e expelir o excedente. Transitando apressadamente entre o boogie, a psicodelia, o R&B e o pop, o grupo reproduzia todos os sons mas não possuía nenhum que o caracterizasse. Todavia, apostou que tivesse êxito assim (Jo-Ann Greene, AllMusic; tradução livre do inglês).
Gênero: Blues-Rock, Hard Rock, Boogie Rock, Detroit Rock, Heavy Psych
Faixas:
1. Introduction (2:26)
2. Are You Ready [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70] (3:38)
3. Paranoid [Recorded at W. Palm Beach Civic Auditorium, FL 6.24.70] (7:19)
4. In Need [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70] (10:58)
5. Heartbreaker [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70 or W. Palm Beach Civic Auditorium, FL 6.24.70] (7:10)
6. Words Of Wisdom (0:52)
7. Mean Mistreater [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70] (4:53)
8. Mark Say's Alright [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70] (5:13)
9. T.N.U.C. [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70] (10:54)
10. Inside Looking Out [Recorded at W. Palm Beach Civic Auditorium, FL 6.24.70] (13:43)
11. Into The Sun [Recorded at Jacksonville Coliseum, FL 6.23.70] (11:24)
Músicas de autoria de Mark Farner, exceto "Inside Looking Out", composta por Eric Burdon e Chas Chandler, e "Mark Say's Alright", composta por Mark Farner, Don Brewer e Mel Schacher.
Créditos:
Mark Farner: Guitar, Piano, Harmonica, Vocals
Don Brewer: Drums, Vocals
Mel Schacher: Bass
(*) CD lançado em 2002.
Biografia:
A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o disco "On Time [Bonus Tracks]", de 2002.
2. Rock & Roll Crazies (Stills, Taylor)/Cuban Bluegrass (Stills, Lala) 3:32
3. Jet Set (Sigh) (Stills) 4:22
4. Anyway (Stills) 3:19
5. Both Of Us (Bound To Lose) (Stills, Hillman) 3:02
The Wilderness
6. Fallen Eagle (Stills) 2:05
7. Jesus Gave Love Away For Free (Stills) 3:01
8. Colorado (Stills) 2:52
9. So Begins The Task (Stills) 3:59
10. Hide It So Deep (Stills) 2:46
11. Don't Look At My Shadow (Stills) 2:29
Créditos:
Stephen Stills: Voices, Guitars, Piano, Organ, Electric Piano, Clavenette
Chris Hillman: Voices, Guitars, Mandolin
Al Perkins: Voices, Guitars, Steel Guitar
Joe Lala: Voices, Congas, Timbales, Percussion
Paul Harris, Jerry Aiello: Piano, Organ, Electric Piano, Clavenette
Sydney George: Harmonica
Calvin "Fuzzy" Samuels, Bill Wyman: Bass
Roger Bush: Acoustic Bass
Byron Berline: Fiddle
Dallas Taylor: Drums
Consider
12. It Doesn't Matter (Stills, Hillman) 2:30
13. Johnny's Garden (Stills) 2:45
14. Bound To Fall (Brewer) 1:53
15. How Far (Stills) 2:51
16. Move Around (Stills) 4:15
17. The Love Gangster (Stills, Wyman) 2:51
Rock & Roll Is Here To Stay
18. What do Do (Stills) 4:44
19. Right Now (Stills) 2:58
20. The Treasure (Take One) (Stills) 8:04
21. Blues Man (Stills) 4:04
Créditos:
Stephen Stills: Voices, Guitars, Bottleneck Guitar, Acoustic Guitar, Moog Synthesizer
Chris Hillman: Voices, Guitars
Al Perkins: Voices, Guitars, Steel Guitar
Joe Lala: Voices, Congas, Timbales, Percussion
Paul Harris: Organ, Tack Piano, Piano
Calvin "Fuzzy" Samuels: Bass
Byron Berline: Fiddle
Dallas Taylor: Drums
(*) CD lançado em 1988.
Disco: Down The Road
Ano: 1973(*)
Faixas:
1. Isn't It About Time (Stills) 3:02
2. Lies (Hillman) 2:55
3. Pensamiento (Stills, Escoto) 2:36
4. So Many Times (Hillman, Stills) 3:31
5. Business On The Street (Stills) 2:55
6. Do You Remenber The Americans (Stills) 2:09
7. Down The Road (Stills) 3:17
8. City Junkies (Stills) 2:53
9. Guaguancó De Veró (Stills, Lala) 2:58
10. Rollin' My Stone (Stills, Samuel) 4:46
Créditos:
Stephen Stills: Guitar, Slide Guitar, Piano, Organ, Bass, Vocals
Dallas Taylor: Drums
Chris Hillman: Guitar, Bass, Mandolin, Vocals
Joe Lala: Congas, Timbales, Percussion, Vocals
Al Perkins: Pedal Steel Guitar, Guitar, Banjo
Fuzzy Samuel: Bass, Vocals
Paul Harris: Piano, Organ
Músicos convidados:
Joe Walsh: Slide Guitar
Bobby Whitlock: Keyboards, Vocals
Sydney George: Flute
Jerry Aiello: Organ
Charlie Grimes: Guitar
Guille Garcia, Lachy Spinol: Additional Percussion
Pat Arnold: vocals
(*) CD lançado em 1993.
Disco: Pieces
Ano: 2009
Faixas:
1. Witching Hour (Stills) 5:12
2. Sugar Babe (Stills) 4:19
3. Lies (Hillman) 3:07
4. My Love Is A Gentle Thing (Stills) 1:23
5. Like A Fox (Stills) 2:58
6. Word Game (Stills) 1:35
7. Tan Sola Y Triste (Stills, Escoto) 1:23
8. Fit To Be Tied (Stills) 3:49
9. Love And Satisfy (Hillman) 1:57
10. High And Dry (Stills) 5:52
11. Panhandle Rag (McAuliffe) 1:58
12. Uncle Pen (Monroe) 1:53
13. Do You Remember The Americans (Stills) 1:49
14. Dim Lights, Thick Smoke (And Loud, Loud Music) (Maphis, Fidler, Lee) 2:16
15. I Am My Brother (Stills) 3:24
Créditos (prováveis):
Stephen Stills: Guitar, Keyboards, Bass, Vocals
Chris Hillman: Guitar, Bass, Mandolin, Vocals
Al Perkins: Pedal Steel Guitar, Guitar, Vocals
Paul Harris, Jerry Aiello: Keyboards
Calvin "Fuzzy" Samuels, Byll Wyman, Roger Bush: Bass
Dallas Taylor: Drums
Joe Lala: Percussion, Vocals
Sydney George: Harmonica
Byron Berline: Fiddle
Bobby Whitlock: Keyboards (faixa 3)
Joe Walsh: Guitar (faixa 3)
Bonnie Raitt: Vocals (faixa 5)
Biografia:
Liderada por Stephen Stills, com Chris Hillman (The Byrds, Flying Burrito Brothers), Paul Harris (músico de estúdio que tocou com B.B. King, Eric Anderson e muitos outros), Joe Lala (Blues Image), Al Perkins (Flying Burrito Brothers), Calvin "Fuzzy" Samuels (Crosby, Stills & Nash) e Dallas Taylor (Crosby, Stills & Nash), a americana Manassas foi uma das mais talentosas reuniões de talentos musicais da sua época. Sentindo-se à vontade tocando tanto jams latinas quanto rock, blues, country, folk e bluegrass, a banda também se mostrou uma das mais versáteis na história do rock.
Formada em 1971, a partir das sessões de gravações do terceiro álbum solo de Stills, a Manassas desenvolveu uma química tão intensa entre os seus componentes que o processo de amadurecimento do grupo demorou menos tempo do que o previsto. Mas, mesmo com um álbum pronto (gravado no Criteria Studios, em Miami), a banda ainda não tinha nome, circunstância que não a impediu de fazer uma pequena turnê, durante a qual, numa estação de trem em Manassas, Virgínia, EUA, foi tirada uma foto do grupo, de pé, embaixo de uma tabuleta da cidade, daí resultando o nome homônimo da banda e, convenientemente, o nome do primeiro álbum.
Solta no palco e no estúdio, os shows da banda frequentemente se esticavam por três horas. O formato ao vivo consistia, normalmente, num set de abertura, seguido de um solo acústico a cargo de Stills, depois Hillman e Perkins tocando bluegrass, mais um set de rock e country com a banda, fechando com uma sessão acústica com o grupo inteiro. As excursões da Manassas levaram-na ao circuito mundial, e, em março de 1972, em Paris, Stills conheceu a cantora e compositora francesa Veronique Sanson, encontro que acabou em casamento no ano seguinte. Do relacionamento de Stills e Sanson, logo em seguida, nasceu Chris (mais tarde um artista independente). Stills e Lala (juntamente com um membro posterior da Manassas, Kenny Passarelli) também tocaram no disco de Sanson, lançado em 1974, chamado "Le Maudit".
Além das suas agitadas excursões, a banda ainda tinha que encontrar tempo para as gravações de outro álbum de estúdio. Infelizmente, porém, a inspiração já não era a mesma do seu disco de estreia. Bebidas e drogas afetaram negativamente a qualidade musical do grupo, e muito do material produzido era novo (incluindo uma faixa com Stevie Wonder liderando os vocais). Gravando no mesmo local (Criteria Studios) do primeiro álbum, a banda viu os produtores e engenheiros de som Ron Albert e Howard Albert abandonarem o projeto, frustrados com o trabalho realizado, que só foi completado no Colorado e em Los Angeles. No fim, "Down The Road" não se revelou um disco ruim; apenas não se pode comparar com o seu predecessor.
Outro fator que contribuiu para a dissolução da Manassas foi a sombra sempre presente do grupo Crosby, Stills, Nash & Young. Além disso, a Atlantic Records não promoveu os discos do grupo satisfatoriamente, vislumbrando-o como apenas mais um projeto paralelo de Stills, sem desvinculação da Crosby, Stills, Nash & Young. De fato, em 1973, Crosby, Stills, Nash e Young reuniram-se no Havaí para planejar um novo álbum, que no fim fracassou. Stills, então, retornou ao Colorado com a intenção de retomar o trabalho com a Manassas, mas já era tarde para isso. Taylor tornara-se um viciado em heroína e Samuels arrumara outros compromissos que o tornavam indisponível. Não dissuadido, Stills preencheu a vaga de Samuels com Kenny Passarelli, baixista que tinha tocado com a Joe Walsh's Barnstorm numa curta turnê que os dois grupos fizeram juntos.
A série de shows que se seguiu foi o canto do cisne da Manassas, ficando os componentes da banda liberados para outros projetos no final da excursão. Hillman, então, integrou-se à Souther-Hillman-Furay Band, enquanto Stills retornou rapidamente à estrada, em trabalho solo, com uma banda especialmente escalada para a turnê, tendo como componentes Donnie Dacus, da banda de Veronique Sanson, o veterano Russ Kunkel e o tecladista Jerry Aiello, com o registro de um disco seu após encerrado o tour (Rob Caldwell, AllMusic; tradução livre do inglês).
Músicas de autoria de Bill Champlin, exceto "Hello Sunlight", composta por Tim Cain (no disco, a autoria das músicas é atribuída, por questões contratuais, ao fictício compositor Steven Tollestrup, conforme explica William Ruhlmann, no site AllMusic).
Créditos:
Bill Champlin: Guitar, Vocals, Keyboards, Sax
Bill Bowen: Drums
Tim Cain: Sax
Terry Haggerty: Guitar, Vocals
Geoff Palmer: Keyboards, Bass, Vocals, Sax
Al Strong: Bass
(*) CD lançado em 2003.
Biografia:
A biografia da banda, que segue, em tradução livre do inglês, foi extraída do site Oldies, que, por sua vez, cita, como fonte primária do texto, a Encyclopedia Of Popular Music, de Colin Larkin (sob licença da editora Muze).
Bill Champlin (nascido no dia 21 de maio de 1947; vocais e trompete) e Tim Caine (saxofone) formaram essa enigmática banda de soul branquelo em 1965. Os dois inicialmente juntaram-se a Terry Haggerty (guitarra solo), Al Strong (baixo) e Jim Myers (bateria), e quando o saxofonista Geoff Palmer ingressou no grupo, Champlin deslocou-se para a guitarra. O temporário Myers foi então substituído por Bill Bowen. Originalmente chamada Masterbeats e depois Sons Of Father Champlin, a banda adotou sua designação mais conhecida em 1966. “Sing Me A Rainbow”, o primeiro e enérgico single, precedeu a transformação da banda, que passou de comportada aprendiz à adepta das drogas. Já estabelecido no cenário musical de São Francisco, Califórnia, EUA, o grupo lançou o encorpado LP duplo “Loosen Up Naturally”, condensando sua insólita mistura de amor, paz, felicidade e funk.
O segundo álbum, chamado simplesmente de “Sons” (após a banda também encurtar seu nome), refinou uma combinação semelhante à do disco anterior, antes da banda implodir, como ocorria periodicamente, acarretando o ingresso de alguns dos seus membros em outros grupos, como Rhythm Dukes e Nu-Boogaloo Express.
Um lineup reconstituído, despojado do seu naipe de metais, reapareceu no disco “Follow Your Heart”. Champlin, Haggerty e Palmer uniram-se a David Schallock (nascido no dia 8 de agosto de 1948, em Marin County, Califórnia, EUA; baixo) e Bill Vitt (bateria) e arrumaram uma nova denominação, Yogi Phlegm, abandonada, porém, logo em seguida. O quinteto, depois de retomar o antigo nome, conseguiu algum sucesso comercial, porém sempre esmaecido por má gestão e má sorte. Bill Champlin embarcou em carreira solo no final dos anos 70. Ele fez backing vocals em vários discos e coescreveu “After The Love Is Gone”, gravado pela Earth, Wind And Fire. Depois de lançar os álbuns “Single” e “Runaway”, o expressivo vocalista ligou-se à Chicago em 1982. A Sons Of Champlin se reuniu no fim da década de 90, realizando uma turnê e editando um disco gravado ao vivo.
Thomas Cain, Johnny Cobb, Chip Young, Greg Guidry, Joy Lannon, Donna McElroy, Keith England, Jeff Silverman, Randall Hart, Peter Kingsberry, Joe Pizzulo: Background Vocals
(*) CD lançado em 1995.
Biografia:
A biografia da banda já foi postada aqui, juntamente com o disco "The Allman Brothers Band", de 1969.
15. Lawdy Miss Clawdy… Meets Sooty 'N Sweep! [BBC Peel Session, 18.2.72] [Bonus Track] (Price) 3:31
16. Jack & Jill Meet Blind Pugh On The Spot?? [BBC Peel Session, 18.2.72] [Bonus Track] (Knail, Banham, Stott, Groom) 10:57
17. Mama Keep Your Big Mouth Shut [Dandelion Records Sampler: "There Is Some Fun Going Forward", 1972] [Bonus Track] (McDaniel) 3:43
Créditos:
Stuart Banham: Bass
John Groom: Drums, Percussion
Mick Stott: Guitar
John Knail: Harmonica, Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1972.
Biografia:
A biografia da banda, que segue, em tradução livre do inglês, foi extraída do site Oldies, que, por sua vez, cita, como fonte primária do texto, a Encyclopedia Of Popular Music, de Colin Larkin (sob licença da editora Muze).
Essa banda britânica foi formada em Manchester, no ano de 1969, por Mick Stott (guitarra) e Stuart Banham (baixo), ambos ex-integrantes da New Religion. John Knail (vocais e harmônica) e Steve Revell (bateria) completaram o lineup do novo grupo, que chamou a atenção logo de cara, em 1969, com uma expressiva aparição no Progressive Blues Festival, realizado em Buxton, Derbyshire, Inglaterra. Depois a banda assinou com a gravadora Dandelion Records, pertencente ao disc jockey John Peel, do Reino Unido. Os seus dois discos, "Stack Waddy" e "Bugger Off!", revelaram as mesmas aspirações dos grupos contemporâneos de R&B, tocados em estilo despojado e irreverente, mas com empolgação. Entre as canções, covers de "Rosalyn", da Pretty Things, e "Willie The Pimp", de Frank Zappa, e a ironicamente intitulada "Meat Pies 'Ave Come But Band's Not 'Ere Yet", mas a sonoridade gutural da banda comprovou-se antiquada, acarretando o seu esfacelamento. Entre 1973 e 1976 Barnham liderou uma formação renovada da Stack Waddy, compreendendo Mike Sweeny (vocais), Wayne Jackson (baixo) e Kevin Wilkinson (bateria).
13. In Your Heart [Bonus Track] (Traditional) 1:47
14. First Love [Bonus Track] (Clark, Davidson) 2:39
15. I Walk The Line [Bonus Track] (Cash) 2:48
Créditos:
Dave Clark: Drums, Vocals
Mike Smith: Vocals, Organ, Piano
Lenny Davidson: Guitar, Vocals
Rick Huxley: Bass, Harmonica, Guitar, Vocals
Denny Payton: Saxophone
(*) LP lançado originalmente em 1964.
Disco: Return! [Bonus Tracks]
Ano: 2016(*)
Faixas:
1. Can't You See That She's Mine (Clark, Smith) 2:23
2. I Need You, I Love You (Clark, Smith) 2:35
3. I Love You No More (Clark, Smith) 2:20
4. Rumble (Wray, Grant) 2:38
5. Funny (Clark, Payton) 1:53
6. Zip-A-Dee-Doo-Dah (Gilbert, Wrubel) 2:32
7. Can I Trust You (Clark) 2:07
8. Forever And A Day (Clark, Smith) 2:13
9. Theme Without A Name (Clark, Davidson) 2:03
10. On Broadway (Mann, Weil, Leiber, Stoller) 2:39
11. The Mulberry Bush [Bonus Track] (Traditional) 2:11
12. I Knew It All The Time [Bonus Track] (Murray) 2:25
13. That's What I Said (Clark, Ryan) 2:19
Créditos:
Dave Clark: Drums, Vocals
Mike Smith: Vocals, Organ
Lenny Davidson: Electric Guitar, Vocals
Rick Huxley: Bass, Vocals
Denny Payton: Tenor Saxophone
(*) LP lançado originalmente em 1964.
Disco: American Tour [Bonus Track]
Ano: 2016(*)
Faixas:
1. Because (Clark) 2:25
2. Who Does He Think He Is (Clark, Smith) 1:58
3. Move On (Clark, Payton) 2:13
4. Whenever You're Around (Clark, Smith) 2:58
5. I Want You Still (Clark, Payton) 1:37
6. Long Ago (Clark, Davidson) 2:14
7. Come On Over (Clark, Davidson) 2:13
8. Blue Monday (Clark, Smith) 3:00
9. Sometimes (Clark, Ryan) 2:53
10. Any Time You Want Love (Clark, Davidson) 2:14
11. I Cried Over You (Clark, Davidson) 2:29
12. Ol' Sol (Clark, Payton) 2:00
13. Thinking Of You Baby (Clark, Smith) 2:35
Créditos:
Dave Clark: Drums, Vocals
Mike Smith: Vocals, Organ
Lenny Davidson: Electric Guitar, Vocals
Rick Huxley: Bass, Vocals
Denny Payton: Tenor Saxophone
(*) LP lançado originalmente em 1964.
Biografia:
Durante um curto período em 1964, parecia que o maior desafio ao fenômeno beatlesiano estaria encarnado na Dave Clark Five. Oriundo do bairro londrino de Tottenham, na Inglaterra, o quinteto conseguiu a façanha de derrubar "I Want To Hold Your Hand" do topo das paradas do Reino Unido com "Glad All Over", sendo apontado pela imprensa britânica (por cerca de 15 minutos) como a ameaça mais séria aos Beatles.
Foi a primeira banda da British Invasion a estourar nos Estados Unidos depois dos Beatles, embora os Rolling Stones e outros grupos tivessem rapidamente suplantado a DC5 como competidores mais ferrenhos dos Fab Four. A Dave Clark Five atingiu o Top 40 dezessete vezes entre 1964 e 1967, com sucessos memoráveis como "Glad All Over", "Bits And Pieces", "Because" e uma regravação de "Over And Over", de Bobby Day, e fez mais aparições no Ed Sullivan Show do que qualquer outra banda inglesa. A DC5 destacou-se, entre seus contemporâneos britânicos, por sua notável produção, o som alto e cadenciado da bateria de Clark e os vocais vigorosos de Mike Smith. Conquanto acusada pelos seus detratores de incompetente e antiquada, a banda possuía incontestável percepção para melodias e harmonias, compondo a maioria das canções iniciais, que, na sua quase totalidade, suportaram muito bem a passagem do tempo. Curiosamente, e incomum para a época, Dave Clark, líder da banda, gerenciou e produziu a banda sozinho, negociando pagamentos de royaltes muito mais vantajosos do que os artistas desse período habitualmente recebiam. Após alguns anos de estrelato, o grupo mostrou-se incapaz tanto de renovar-se quanto de seguir criando canções de qualidade, separando-se em 1970 (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).
6. Launching Place, Part I [Instrumental] [Mono] (Rudd) 3:33
7. I'll Be Gone [Single Edit] [Original Australian Harvest Single] [Mono] (Rudd) 3:30
8. Launching Place, Part II [B-Side] [Original Australian Harvest Single] [Mono] (Rudd) 3:02
9. I'll Be Gone [Full Length Version] [Original German Harvest Single] [Stereo] (Rudd) 4:24
10. Launching Place, Part II [Psycho-Psychedelic Version] [Original German Harvest Single] [Stereo] (Rudd) 2:54
11. I'll Be Gone [Original Acetate Demo] [Mono] (Rudd) 3:39
12. You Just Can't Win [Original Acetate Demo] [Mono] (Rudd) 4:44
Créditos:
Michael Rudd: Guitar, Harp, Recorder, Vocals
Bill Putt: Bass Guitar
Lee Neale: Organ, Piano, Vocals
Mark Kennedy: Drums, Percussion
(*) LP lançado originalmente em 1971.
Biografia:
Quando o rock psicodélico do final dos anos 60 deu lugar ao rock progressivo do início dos anos 70, a Spectrum, de Melbourne, estava na vanguarda do movimento australiano correspondente. O grupo foi formado por ex-integrantes da Party Machine, que se dissolveu após o cantor e compositor Ross Wilson sair para juntar-se à antiga banda australiana Procession, em Londres. O baixista Mike Rudd tornou-se guitarrista, mas a inclinação para as letras satíricas, da Party Machine, permaneceu.
A EMI australiana anexou a Spectrum no catálogo da gravadora internacional Harvest, de rock progressivo (Pink Floyd, Deep Purple, etc.), que descobriu, no repertório experimental do grupo, a melancólica e descomplicada canção "I'll Be Gone", lançando-a como primeiro single. Em maio de 1971, "I'll Be Gone" chegou ao topo das paradas da Austrália, mudando radicalmente a sorte da banda. Antes do lançamento do single, o grupo teve dificuldade em arranjar trabalho (os promoters achavam-no "muito progressista"), e o talentoso jovem baterista Mark Kennedy, uma atração nas performances ao vivo, perdeu a paciência e saiu. Alguns observadores pensaram que a perda do brilhante e energético baterista seria um golpe e a Spectrum não sobreviveria, mas "I'll Be Gone" garantiu a subsistência do grupo. Kennedy foi substituído por Ray Arnott, menos arrebatado mas mais carismático. Mike Rudd, entretanto, discordou da inclusão de "I'll Be Gone" no álbum "Spectrum Part One", alegando que a música não se encaixava no inovador e viajante estilo empregado no disco, mais na linha do rock progressivo de Pink Floyd pós-Syd Barret e Traffic.
O single seguinte, "Trust Me", composto e cantado pelo novo baterista, mostrou uma tentativa de replicar o sucesso anterior. Mas, com o auxílio de um segundo e ambicioso álbum duplo, "Milesago", a Spectrum se transformou numa das principais bandas performáticas da Austrália, preferindo apresentar-se em locais onde pudesse usar elaborados arranjos de iluminação. Pouco a pouco, a Spectrum virou uma banda de eventos, ficando cada vez mais difícil dar o melhor de si em apresentações regulares, contrariando a rotina de trabalho de qualquer banda australiana nos anos 70. Para manter as performances com excelência, Mike Rudd inventou um alter ego, Murtceps (Spectrum lido ao contrário), com repertório próprio, afora "I'll Be Gone". Importa salientar que a Indelible Murtceps era uma versão simplificada da Spectrum, sem shows de luz e um piano elétrico portátil no lugar do impecável órgão Hammond, fatores que permitiam a banda tocar em qualquer lugar, frequentemente. A Murtceps lançou singles e um álbum.
Levando em conta as dificuldades musicais enfrentadas pela banda e as defecções de pessoal, Rudd e o baixista Bill Putt decidiram pôr fim à Spectrum/Murtceps definitivamente. Os dois formaram um novo grupo, chamado Ariel, com repertório renovado. O derradeiro espetáculo da Spectrum/Murtceps, em 15 de abril de 1973, ganhou registro no disco duplo "Terminal Buzz".
A parceria Rudd/Putt resistiu ao longo de várias bandas e conflitos pessoais até 1995, quando ambos repuseram nos trilhos a carreira da Spectrum com um disco independente, "Living In A Volcano". E os dois continuaram a trabalhar sob uma variedade de nomes, mas predominando a designação Spectrum, embora a versão mais recente da banda tenha se mostrado mais bem estruturada e direcionada, musicalmente, em comparação com o clássico formato do grupo. Agora "I'll Be Gone" estava perfeitamente ajustada.
"I'll Be Gone" tornou-se um clássico nas rádios australianas e rendeu um grande número de covers. Em 1974, Manfred Mann gravou a música para o resto do mundo ouvir (Ed Nimmervoll, AllMusic; tradução livre do inglês).
Tommy Moonlight: Guitar, Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1970.
Biografia:
A Hackamore Brick foi um dos grandes grupos esquecidos do cenário musical nova-iorquino do final dos anos 60. Em alguns círculos, o quarteto, cria do Brooklyn, ficou notabilizado pela influência da Velvet Underground, percebida em todas as faixas de "One Kiss Leads To Another", o disco que o grupo gravou para a Kama Sutra, subsidiária da Buddha Records.
O estilo vocal de Lou Reed evidencia-se em toda a entonação de Chick Newman, mas outros atributos se somam à performance do cantor, que prenuncia, admiravelmente, o encanto minimalista de Jonathan Richman, enquanto parte do material, como a canção "Peace Has Come", composta por Bob Roman e Tommy Moonlight, evoca uma embrionária Television. Havia muito talento espalhado no disco e algumas boas ideias sobre como explorá-lo, pelo menos como ponto de partida. Mas nem mesmo a revigorada Buddha teve ânimo ou interesse em relançar o álbum.
Quanto à banda, ela despertou alguma atenção na época – o disco foi bem resenhado pela imprensa roqueira, e ocorreram apresentações no Bitter End, em Greenwich Village (uma semana), e no St. Thomas, em Virgin Island (sete semanas).
Além das canções próprias, os shows do grupo incluíam interpretações de músicas de Chuck Berry, Leiber & Stoller e Curtis Mayfield, a par de clássicos do pop que remetiam ao tempo de "I’m In The Mood For Love" (nota minha: canção pop, escrita por Jimmy McHugh e Dorothy Fields, lançada em 1935, e inserida na trilha sonora do filme "Every Night At Eight" [no Brasil, "Às 8 em Ponto"], tendo sido regravada por dezenas e talvez até centenas de artistas). A banda continuou tocando ao redor de Nova Iorque por algum tempo e lançou o single "Searchin'", mas um cogitado segundo álbum nunca foi gravado, alegadamente sob o pretexto de uma desavença acerca do lugar onde aconteceria o registro, ocasionando o cancelamento de singles posteriores. A Hackamore dissolveu-se logo em seguida – Chick Newman e Tommy Moonlight permaneceram no ramo musical e chegaram a tocar em famosos lugares de Nova Iorque, como CBGB, Max's Kansas City e Folk City; lançaram inclusive um single, juntos, em Austin, Texas, em meados dos anos 80. Finalmente, depois de uma tentativa frustrada em 2003, Moonlight e Newman ressuscitaram a banda em 2008 e gravaram o primeiro disco de inéditas após 38 anos. O CD de seis faixas surgiu em 2009, pouco depois que o primeiro disco da Hackamore foi relançado em CD. E, no encarte do álbum, anunciaram-se novos trabalhos, a partir do verão de 2009 (Bruce Eder, AllMusic; tradução livre do inglês).
Gênero: Progressive Rock, Psychedelic Rock, Raga Rock
Faixas:
1. Music Is Life (3:53)
2. 6 O'Clock Alarm (8:30)
3. Mysterios (1:14)
4. Music From Big Puce (4:06)
5. Country Funk (0:36)
6. Blackboard Words (2:23)
7. Sonic Sitar (3:02)
8. High! (6:04)
9. Archimed's Pad (Squared Room) (10:12)
10. Getting Better (5:01)
11. Circle 'Round The Sun (4:54)
12. Ride The Wind (6:06)
13. Castles In The Sand (6:43)
14. October '68 (The Tears That You Cry) (5:23)
Músicas de autoria da banda, salvo "Ride The Wind", de domínio público.
Créditos:
Jim Armstrong: Guitars, Piano, Sitar
Curtis Bachman: Bass, Backing Vocals
Kenny McDowell: Lead Vocals, Harmonica
Reno Smith: Drums
Ray Elliott: Flute+Piano (faixas 12-14)
(*) Disco gravado entre 1969 e 1970.
Biografia:
A Them possui uma biografia particularmente complicada para um grupo dos anos 60, e embora tenha ocorrido mais de uma dúzia de mudanças de pessoal enquanto Van Morrison integrava a banda, o enredo continuou complexo depois que ele saiu. Houve vários discos da Them pós-Morrison e duas bandas desmembradas da Them coMorrison. Uma delas era a Belfast Gypsies, que iniciou em 1965, embora seu único LP só tenha saído em 1967. A outra, Truth, era ainda mais obscura do que a Belfast Gypsies, não chegando sequer a lançar um disco enquanto esteve ativa. A Truth contava com o guitarrista Jim Armstrong, que tocara brevemente na Them quando Morrison fazia parte dela, e o cantor Kenny McDowell, que participou dos dois primeiros LPs da Them pós-Morrison (o mesmo acontecendo com Armstrong).
Assim como a Them do final dos anos 60, a Truth não se parecia muito com a Them coMorrison, mas interpretou algumas músicas valiosas, mais influenciadas pela psicodelia americana do que pelos grupos britânicos da época. A história da Truth começa em meados de 1969, quando Armstrong e McDowell retornaram a Belfast após deixarem a Them. Eles foram convencidos a ir para os Estados Unidos por um cidadão de Chicago que pagou suas passagens e lhes ofereceu lugar para morar e ensaiar. Igual à Them pós-Morrison, que se estabeleceu nos Estados Unidos em 1967, o grupo de Armstrong e McDowell instalou-se em Chicago, completado pelo baixista Curtis Bachman (que pertencera a diversas bandas roqueiras de Chicago, incluindo a Buckhinghams na sua formação inicial) e o baterista Reno Smith (ex-músico da cantora soul Baby Huey). O quarteto obteve boa recepção no circuito de Chicago, tocando material original que combinava psicodelia, raga-rock (nota minha: rock com influências da música indiana), soul e pop.
Algumas gravações foram feitas em 1969 e 1970, para a trilha sonora do obscuro filme "College for Fun and Profit" (nota minha: dirigido pelo aspirante a cineasta Pat Mulcahy, a fita, ao que consta, nunca foi lançada em circuito comercial). Ray Elliott, outro ex-membro da Them, juntou-se fugazmente ao grupo, chegando a tocar em três músicas que permaneceram inéditas até meados da década de 90. Àquela altura, a banda era gerenciada por Aaron Russo (futuro empresário de Bettle Midler e Manhattan Transfer), que conseguiu um contrato com a Epic. A banda retornou para Belfast no início de 1971, mas, de alguma forma, a relação com a Epic se esfacelou, impedindo-a de gravar até setembro de 1971, quando então seus membros dispersaram-se, indo para países diferentes. Felizmente, mais de uma hora de gravações da Truth, realizadas em 1969 e 1970, foram preservadas e lançadas no CD "Of Them And Other Tales", de 1995. Com material composto quase que exclusivamente pelos integrantes da banda, em conjunto, o disco revela um interessante e versátil grupo da era derradeira da psicodelia, com uma sonoridade suave, abrangendo alguns trabalhos de guitarra extraordinários de Jim Armstrong (frequentemente num estilo fortemente influenciado pelo raga-rock) (Richie Unterberger, AllMusic; tradução livre do inglês).