Músicos: Joel Scott Hill, John Barbata, Chris Ethridge
Disco: L.A. Getaway
Ano: 1971(*)
Gênero: Blues-Rock, Blue-Eyed Soul, Boogie Rock
Faixas:
1. Bring It To Jerome (Green) 2:53
2. It's Your Love (Ethridge, Hill, Mason) 3:20
3. Long Ago (Penn, Killen) 5:14
4. Craney Crow (Rebennack) 4:52
5. The Promised Land (Berry) 3:16
6. Ole Man Trouble (Jones) 5:36
7. Eyesight (Traditional) 4:55
8. L.A. Getaway (Ethridge, Dempsey, Russell) 3:33
9. Big City (Hill, Ethridge) 3:20
10. So Long (Touissant) 3:07
Créditos (conforme o site Discogs):
Chris Ethridge: Bass, Lead Vocals
John Barbata: Drums
Joel Scott Hill: Guitar, Lead Vocals
Músicos convidados:
Booker T. Jones, Larry Knechtel: Organ
Clarence White: Electric Guitar
Clydie King, The Blackberries: Backing Vocals
Dr. John, Leon Russell, Spooner Oldham: Piano
John Sebastian: Harmonica
Bobby Hall Porter: Congas
Sneaky Pete Kleinow: Pedal Steel Guitar
Sidney George: Saxophone
(*) CD lançado em 2004.
Resenha:
Provavelmente o melhor e mais ignorado álbum de um supergrupo, L.A. Getaway agrega os extraordinários músicos Joel Scott Hill (guitarra e vocal), Chris Ethridge (baixo, piano e vocal) e Johnny Barbata (bateria). O fato de Hill permanecer desconhecido e subestimado como cantor constitui um dos motivos para a obscuridade deste álbum, porém seus vocais blues/soul em músicas como It's Your Love beiram a genialidade.
Talvez o ponto alto do disco seja uma versão da lenta e envolvente canção blues/gospel Ole Man Trouble, de Booker T. Jones, gravada com o compositor tocando órgão Hammond e acompanhada de impecáveis vocais de apoio. Só por isso, L.A. Getaway já vale a pena ser adquirido, mesmo sendo uma importação japonesa dispendiosa. Há numerosas participações especiais no álbum, com destaque para Dr. John e Leon Russel nos teclados. De diversas maneiras, o produtor Paul Rothchild usou sua influência para reunir o maior número possível de talentos num único disco, preservando, porém, a identidade coletiva da banda. Além disso, as performances de Etheridge são fabulosas, notadamente em seus poucos vocais principais, inseridos na faixa-título do disco e na brilhante Craney Crow, de Dr. John, carregada da energia do estilo musical de Nova Orleans. Barbata também se sobressai em todas as faixas, e sua atuação empana vários dos seus outros magníficos trabalhos em discos da bandas CSN&Y e Turtles. Em suma, o álbum permanece sendo um documento essencial daquele período (início dos anos 70) e compensa muito comprá-lo (Matthew Greenwald, AllMusic; versão livre do inglês).

