Banda: Scars
Disco: Scars
Ano: 2002
Gênero: Blues-Rock, Hard Rock
Faixas:
1. When The Sun Goes Down (Moore, Lewis, Mooney) 4:19
2. Rectify (Moore, Lewis, Mooney) 4:21
3. Wasn't Born In Chicago (Moore) 4:35
4. Stand Up (Moore, Lewis, Mooney) 4:11
5. Just Can't Let You Go (Moore) 7:40
6. My Baby (She's So Good To Me) (Moore) 3:26
7. World Of Confusion (Moore) 4:22
8. Ball And Chain (Moore, Lewis, Mooney) 12:53
9. World Keep Turnin' Round (Moore) 4:15
10. Who Knows (What Tomorrow May Bring)? (Moore) 9:48
Créditos:
Gary Moore: Vocals, Guitar
Darrin Mooney: Drums
Cass Lewis: Bass, Backing Vocals
Resenha:
Após passar mais de uma década tocando blues eletrificado, Gary Moore (nota minha: a biografia do músico já foi postada aqui, juntamente com os discos "Back On The Streets", de 1978, e "Blues For Jimi", de 2012) retorna parcialmente, com "Scars", ao rock pesado do começo da sua carreira.
Reminiscente dos power trios sessentistas, como Cream e especialmente Jimi Hendrix Experience ("World Of Confusion" é praticamente uma releitura de "Manic Depression", ao passo que "Ball And Chain" pega emprestado o riff de "Voodoo Child"), Moore não abandonou o blues, apenas incrementou-o com um impetuoso rock tradicional retrô. Com todas as limitações do gênero, o guitarrista é tão entusiasmado por ele que transformou o disco num sucesso incondicional, apesar de inovar pouco. "Wasn't Born In Chicago" introduz bateria jazzística e alguns efeitos eletrônicos para aprimorar a interpretação do trio, resultando na performance mais original e possivelmente a melhor do álbum. A atuação de Moore também se presta a suaves baladas como "Just Can't Let You Go" e a música de encerramento, "Who Knows (What Tomorrow May Bring)?". Ele efetivamente alterna entre delicadeza e arrebatamento em segundos, e mesmo nos quase 13 minutos de "Ball And Chain" consegue manter o ouvinte atento através da combinação de uma talentosa guitarra, vocais encorpados e dinamismo. Aproveitando bem o espaço do disco com uma potente fusão de blues e rock pesado, "Scars" mostra Gary Moore confortável em seu habitat. Se o disco não é inteiramente original, é uma mistura vigorosa e bem-sucedida graças ao talento, entusiasmo e uma execução sem floreios do guitarrista (Hal Horowitz, AllMusic; tradução livre do inglês).

