sábado, 3 de maio de 2014

David Bowie - Live Santa Monica '72

Cover 1
Músico: David Bowie
Disco: Live Santa Monica '72
Ano: 2008(*)
Gênero: Alternative Rock, Glam Rock
Faixas:
1. Introduction by B. Mitchell Reed from KMET Radio (0:13)
2. Hang On To Yourself (2:46)
3. Ziggy Stardust (3:22)
4. Changes (3:27)
5. The Supermen (2:55)
6. Life On Mars? (3:27)
7. Five Years (4:32)
8. Space Oddity (5:04)
9. Andy Warhol (3:49)
10. My Death (5:50)
11. The Width Of A Circle (10:43)
12. Queen Bitch (3:00)
13. Moonage Daydream (4:53)
14. John, I'm Only Dancing (3:16)
15. Wating For The Man (5:44)
16. The Jean Genie (4:00)
17. Suffragette City (4:11)
18. Rock 'n' Roll Suicide (3:01)
Músicas de autoria de David Bowie, exceto "My Death", composta por Eric Blau, Mort Shuman e Jacques Brel, e "Waiting For The Man", composta por Lou Reed.
Créditos:
David Bowie: Guitar, Vocals
Mick Ronson: Lead Guitar, Bass Guitar, Vocals
Trevor Bolder: Bass Guitar
Mick "Woody" Woodmansey: Drums
Mike Garson: Keyboards
(*) Gravado ao vivo no Santa Monica Civic Auditorium, Santa Monica, California, EUA, em 20 de outubro de 1972.
http://ow.ly/ZUs5308e6gm
Biografia:
Figura gigante e controversa da música popular, David Bowie dita modas desde os anos 70, mas percorreu um caminho acidentado até adquirir o estatuto de mega star. Teve uma infância difícil, onde a música funcionou como um género de escape. Aprendeu a tocar guitarra, mais tarde, saxofone, e acabou por se juntar à banda de R&B, David Jones and the King Bees.
David Jones é o nome de família de David Bowie, que acabou por deixar para trás, em 1966, com o intuito de não ser confundido com o vocalista da banda norte-americana The Monkees, Davy Jones, que então se tornara internacionalmente conhecido.
Descontente com a falta de sucesso da banda onde estava inserido, Bowie largou o projecto e aventurou-se na edição do seu primeiro álbum a solo, "The World Of David Bowie", em 1967, com o qual o músico não viu melhor sorte. Desiludido, deixou a música, mas acabou por regressar, dois anos mais tarde, com o single "Space Oddity", que deu título ao álbum editado no mesmo ano. Na base desse regresso está Angela Barnet, com quem viria a casar anos mais tarde. A senhora tinha um amigo na Mercury Records, a quem pediu para ouvir a música do cantor e o resto é previsível.
O sucesso alcançado com o novo tema provocou em Bowie uma motivação tal, que o músico começou a editar discos todos os anos, às vezes até mais do que um por ano, sem dar ao público tempo suficiente para digerir o grande conteúdo dos álbuns. É este método de fast music o grande responsável pelos dezanove álbuns editados que se contam hoje no currículo de Bowie. 
Em 1970, surgia "The Man Who Sold the World", que levou Bowie aos EUA com o objectivo de promover o disco. No ano seguinte, era a vez de "Hunky Dory", uma espécie de disco homenagem a Bob Dylan e Andy Warhol, ao qual sucedeu, um ano depois, o emblemático "The Rise and Fall of Ziggy Stardust".
A edição regular do "Camaleão" e as suas personagens prosseguiram com "Aladdin Sane" e "Pin-Ups", ambos de 1973; depois, foi a vez de "Diamond Dogs" (1974), "Young Americans" (1975), e a trilogia berlinense, "Station to Station" (1976), "Low" e "Heroes"(ambos de 1977). 
Ainda nesse ano, Bowie enveredou pela arte cinematográfica, tendo participado em "The Man Who Fell To Earth", de Nicolas Roeg e, em 1979, retomava as edições discográficas com "Lodger", disco que ganhou forma sob a direcção do mestre da electrónica Brian Eno.
Chegava então a década de 80, e Bowie conquistava uma nova legião de fãs com o álbum «Let's Dance», mas a popularidade que conquistara ao longo de vários anos decresceu quando os álbuns seguintes, "Tonight" (1984) e "Never Let Me Down" (1987), não foram muito bem acolhidos pelo público. No entanto, o cantor remediou a situação com grandiosas apresentações ao vivo dos discos incluídas na digressão "Glass Spider" que, de acordo com alguns boatos, custou cerca de vinte milhões de dólares.
Com o aproximar da década de 90, Bowie abandonou a carreira a solo e formou o quarteto Tin Machine que, após o lançamento de dois álbuns homónimos em 1989 e 1991, interrompeu a actividade, tendo o músico retomado o projecto a solo. Editou em 1993, «Black Tie White Noise» e, dois anos depois, voltava a contar com a colaboração de Brian Eno, desta vez para o álbum «Outside». Nenhum dos trabalhos conseguiu grande volume de vendas, no entanto, o talento de Bowie não era posto em causa, como confirmavam os seus espectáculos. Na digressão de apresentação de «Outside», o músico contou com a participação dos Nine Inch Nails, incluídos no concerto com o objectivo de atrair a atenção do público mais jovem. O que Bowie não esperava era que o público em questão abandonasse o recinto após a actuação dos NIN...
O trabalho que se seguiu, «Earthling» (1997), dominado por sonoridades drum n' bass e tecno, recebeu grandes elogios por parte da crítica, mas voltou a não convencer o público, suscitando até apreciações negativas por parte dos fãs da música tecno.
Em 1999, surgiu «Hours...», um álbum despido de artifícios, se o compararmos com os anteriores, no qual o músico parece ter absorvido todas as influências que marcaram a sua carreira. Três anos depois, no mês de Junho, Bowie regressa aos escaparates com novo trabalho de originais, intitulado "Heathen".
Em Outubro de 2002 foi editado um álbum de revisão de carreira, "Best of Bowie", com 38 temas, sucedido por uma edição em DVD, onde foram incluídos todos os telediscos da carreira de Bowie. Depois do aclamado álbum "Reality" (de 2003), David Bowie viveu em reclusão um invulgar hiato que durou 10 anos.
Em 2013, a edição de "The Next Day", cuja capa é uma montagem sobre a do disco "Heroes", deitou por terra especulações sobre o seu estado de saúde. O disco obtém praticamente a unanimidade elogiosa da crítica, averbando um número invulgar de notas máximas (Maria João Serra, Cotonete; português lusitano).

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