domingo, 27 de abril de 2014

Jeff Beck - Truth [Bonus Tracks]

Músico: Jeff Beck
Disco: Truth [Bonus Tracks]
Ano: 2005(*)
Gênero: Blues Rock, Classic Rock
Faixas:
1. Shapes Of Things (Jim McCarty, Keith Relf, Paul Samwell-Smith) 3:19
2. Let Me Love You (Jeffrey Rod) 4:43
3. Morning Dew (Bonnie Dobson) 4:41
4. You Shook Me (Willie Dixon, J. B. Lenoir) 2:29
5. Ol' Man River (Jerome Kern, Oscar Hammerstein II) 3:57
6. Greensleeves (Traditional, arranged by Jeffrey Rod) 1:49
7. Rock My Plimsoul (Jeffrey Rod) 4:13
8. Beck's Bolero (Jimmy Page) 2:53
9. Blues De Luxe (Jeffrey Rod) 7:33
10. I Ain't Superstitious (Willie Dixon) 4:59
11. I've Been Drinking [Stereo Mix] [Bonus Track] (Jeffrey Rod) 3:20
12. You Shook Me [Take 1] [Bonus Track] (Willie Dixon, J. B. Lenoir) 2:31
13. Rock My Plimsoul [Stereo Mix] [Bonus Track] (Jeffrey Rod) 3:41
14. Beck's Bolero [Mono Single Mix] [Bonus Track] (Jimmy Page) 3:11
15. Blues De Luxe [Take 1] [Bonus Track] (Jeffrey Rod) 7:31
16. Tallyman [Bonus Track] (Graham Gouldman) 2:45
17. Love Is Blue [Bonus Track] (André Popp, Pierre Cour, Brian Blackburn) 2:57
18. Hi Ho Silver Lining [Stereo Mix] [Bonus Track] (Scott English, Laurence Weiss) 3:45
Créditos:
Jeff Beck: Electric Guitar, Pedal Steel Guitar (faixa 1), Backing Vocals (faixa 2), Bass (faixa 5), Acoustic Guitar (faixa 6), Lead Vocals (faixas 16, 18)
Rod Stewart: Lead Vocals
Ron Wood: Bass
Micky Waller: Drums, Percussion
Músicos adicionais:
Nicky Hopkins: Piano (faixas 3, 4, 8, 9, 11, 14, 15)
John Paul Jones: Hammond Organ (faixas 4, 5, 12), Bass (faixas 8, 14, 18)
Keith Moon: Timpani (faixa 5), Drums (faixas 8, 14)
Jimmy Page: 12 String Electric Guitar (faixas 5, 14)
Madeline Bell: Backing Vocals (faixa 11)
Aynsley Dunbar: Drums (faixas 13, 16)
John Carter: Backing Vocals (faixa 16)
Ken Lewis: Backing Vocals (faixa 16)
Clem Cattini: Drums (faixa 18)
(*) LP lançado originalmente em 1968.
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Biografia:
Jeff Beck é um dos grandes guitarristas da nossa era. Nascido em Surrey, Inglaterra, em junho de 1944, ele estudou mais tarde na Wimbledon Art College. Suas primeiras aparições ao vivo foram na Eel Pie Island, em Twickenham, mas em março de 1965 ele se juntou à Yardbirds, tendo permanecido na banda até novembro de 1966, quando saiu para formar seu próprio grupo, firmando-se, então, como um dos melhores guitarristas de rock da Grã-Bretanha.
10Logo após formar sua nova banda, ele conseguiu emplacar um single nas paradas com a inusitada canção "Hi Ho Silver Lining". Gravada durante uma etílica sessão, a música tornou-se um clássico perene e muito popular nas festas. Produzido por Mickie Most – que realizou o mesmo trabalho com todo o material de Beck gravado na Columbia – o lado A do single foi registrado com músicos de estúdio. Já o lado B teve a participação de Keith Moon, Jimmy Page, John Paul Jones e Nicky Hopkins. Depois, Beck montou o seu primeiro Jeff Beck Group, com Rod Stewart (vocais), Ron Wood (baixo) e Aynsley Dunbar (bateria), que apareceu no lado B do single "Tallyman" – o lado A, contendo um sucesso menor, foi gravado com músicos contratados.
5Os dois primeiros discos mostraram-se desiguais, mas excelentes em algumas partes. Musicalmente, o grupo executava uma espécie de hard rock bluseiro. E cimentou sua reputação em apresentações ao vivo, principalmente em turnê nos Estados Unidos. "Love Is Blue", uma gravação instrumental um tanto bizarra, realizada com músicos de estúdio, entrou nas paradas do Reino Unido. Nicky Hopkins, que se integrou ao grupo em outubro de 1968, em detrimento da Led Zeppelin, tocou no outro lado do single. Micky Waller também substituiu Aynsley Dunbar na bateria.
8A banda, na verdade, nunca chegou a deslanchar, por causa de tensões internas e uma tendência autodestrutiva de cancelar excursões e shows na última hora. Quando Rod Stewart e Ron Wood saíram para incorporarem-se à Quiet Melon e depois à Faces, Beck resolveu criar um trio com Tim Bogert e Carmine Appice, ex-membros da Vanilla Fudge, mas um acidente de carro deixou Beck fora de ação durante dezoito meses. Entrementes, Bogert e Appice formaram a Cactus, dando azo a Beck de criar outro Jeff Beck Group, agora com Clive Chapman (baixo), Max Middleton (piano), Cozy Powell (bateria) e Bob Tench (vocais). A nova banda assinou com a Epic e gravou os discos "Rough And Ready" e "Jeff Beck Group", que galgaram as paradas americanas.
9Musicalmente, o grupo guinou para uma fusão de jazz, funk e rock. Enquanto os americanos compraram os álbuns em grandes quantidades, o público britânico mostrou-se apático. Beck não ficou totalmente satisfeito com nenhum dos discos, e quando a Cactus separou-se, ele resolveu finalmente impulsionar a Beck, Bogert And Appice. O terceto extinguiu-se em 1974, e dali em diante, pouco se ouviu falar de Beck, até que, em março de 1975, veio à tona "Blow By Blow". Com produção de George Martin, Beck assessorou-se dos músicos de estúdio Richard Bailey (bateria), Philip Chen (baixo) e Max Middleton (teclados). O disco vendeu muito bem nos Estados Unidos, alcançando o 4° lugar nas paradas de lá. O álbum seguinte, "Wired", também produzido por Martin e gravado com músicos profissionais, contou com Jan Hammer, com quem Beck trabalharia posteriormente. 
6Beck é um dos melhores guitarristas de rock. Na verdade, poucos o superaram em imaginação e criatividade. Merecia, portanto, muito mais sucesso do que aquele que efetivamente obteve (Vernon Joynson, in The Tapestry of Delights - The Comprehensive Guide to British Music of the Beat, R&B, Psychedelic and Progressive Eras 1963-1976. Borderline Productions, Telford, 2006, pp. 119-20; tradução livre do inglês).

4 comentários:

Celso Loos disse...

Beck merecia mto mais sucesso e reconhecimento, apesar que do trio famoso prefiro EC.

Mas qdo se trata de inventar e reinventar, afundar e emergir Beck é o melhor de uma geração. O problema do cara era seu EGO mais inflacionado do que o número de bolsas-esmolas, o que fazia suas bandas mudarem muito e, consequentemente, mudar a sonoridade de um disco para o outro. Mas ele pode. Tem um ego enorme mas realizou, ao contrário de uns e outros que não fez porra nenhuma mas se acham.

Musicômano disse...

Eu acho o jeito de tocar do Beck bastante original, quase inconfundível. Mas fico imaginando ele e Stewart juntos. Realmente não podia dar certo. Certos músicos não se dão bem em banda, justamente por conta dos seus egos. O próprio Clapton é outro exemplo. Mas tens razão: pelo que o Beck realizou (aí incluídas gravações em discos de outros artistas), merecia mais destaque. Um abraço, Celso.

Anônimo disse...

Both this and his next album, "Beck-Ola" are, in my opinion, his best recordings, and some of the masterpieces of the era. I am looking forward to hearing the bonus tracks. Many thanks.

-Brian

Musicômano disse...

Thank you for comment, Brian. Cheers!

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