Banda: The Charlie Daniels Band
Disco: High Lonesome
Ano: 1976(*)
Gênero: Country-Rock, Southern Rock
Faixas:
1. Billy The Kid (Daniels) 5:49
2. Carolina (The Charlie Daniels Band) 3:54
3. High Lonesome (The Charlie Daniels Band) 5:03
4. Running With The Crowd (The Charlie Daniels Band) 4:01
5. Right Now Tennessee Blues (Daniels) 3:36
6. Roll Mississippi (The Charlie Daniels Band) 3:12
7. Slow Song (Daniels) 3:55
8. Tennessee (Crain) 4:43
9. Turned My Head Around (The Charlie Daniels Band) 3:52
Créditos:
Charlie Daniels: Electric Guitar, Acoustic Guitar, Slide Guitar, Fiddle, Banjo, Vocals
Tom Crain: Electric Guitar, Acoustic Guitar, Slide Guitar, Harmony Vocals, Lead Vocals (faixa 8)
Joel (Taz) DiGregorio: Piano, Organ, Harmony Vocals, Lead Vocals (faixa 6)
Charlie Hayward: Bass
Fred Edwards, Don Murray: Drums, Congas
Participações especiais:
George McCorkie: Acoustic Guitar (faixa 1)
Toy Caldwell: Steel Guitar (faixas 7, 8)
(*) CD lançado em 1991.
Resenha:
Sucedendo à "Saddle Tramp" em questão de meses, "High Lonesome" encontrou a Charlie Daniesl Band mantendo seu foco em jams – o que significa não apenas solos longos e improvisos, mas uma sensação de liberdade provocada pela mistura de diferentes estilos do southern, estreitando a linha entre rock, country, blues e bluegrass.
Sucedendo à "Saddle Tramp" em questão de meses, "High Lonesome" encontrou a Charlie Daniesl Band mantendo seu foco em jams – o que significa não apenas solos longos e improvisos, mas uma sensação de liberdade provocada pela mistura de diferentes estilos do southern, estreitando a linha entre rock, country, blues e bluegrass.
Em comparação com "Saddle Tramp", que soava aberto e ensolarado como as planícies do deserto, "High Lonesome" é um pouco mais sombrio e denso, um subproduto da Charlie Daniels Band tocando mais pesado, elevando o quociente do rock às alturas, enquanto, simultaneamente, exalta a mitologia do cowboy. Há fortes elementos da Allman Brothers em todo o disco, especialmente quando Charlie Daniels e Tom Crain trocam solos de guitarra e cantam juntos, daí resultando uma acentuação rítmica mais marcante. Melhor ainda: as composições ganharam em importância e os arranjos ficaram mais enxutos, o que significa que o poder de fogo improvisatório da banda diluiu-se em concisos registros de quatro minutos, tornando o disco mais contagiante, como um todo; uma audição revigorante.
Além do mais, com Crain cantando em "Tennessee" e um pianista tomando a ponta em "Roll Mississippi", a impressão é que não é apenas mais um disco da banda, é um trabalho bem-vindo, livre, feito com doação, soando realmente como um álbum de um grupo de rebeldes sulistas. Se é verdade que não existem clássicos da CDB além da faixa-título e, possivelmente, de "Carolina", também não há músicas imprestáveis, e a coisa toda rola bem, talvez porque, ao contrário do seu predecessor, é como se houvesse um tema básico unindo o disco, graças às canções sobre vaqueiros e a mitologia sulista, sem contar os seus focados arranjos e as vigorosas guitarras bluseiras-roqueiras, fechando o círculo. Tudo isso faz de "High Lonesome" um álbum destacado na discografia de Charlie Daniels (Stephen Thomas Erlewine, AllMusic; tradução livre do inglês).
Rock sulista tem seu lugar. Gosto muito!
ResponderExcluirAbraços
Charlie Daniels da década de 70 era muito bom. Depois comercializou um pouco. Um abraço, Eustáquio.
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