sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Plastic Penny - Discografia essencial

Banda: Plastic Penny
Gênero: Garage Rock, Psychedelic Rock

Disco: Two Sides Of A Penny [Bonus Tracks]
Ano: 1993(*)
Faixas:
1. Everything I Am (Penn, Oldham) 2:29
2. Wake Me Up (Keith, Raymond) 3:09
3. Never My Love (Donald Addrisi, Richard Addrisi) 2:23
4. Genevieve (Raymond, Murray) 2:08
5. No Pleasure Without Pain My Love (Keith, Raymond) 2:42
6. So Much Older Now (Raymond, Murray) 2:36
7. Mrs. Grundy (Keith, Raymond) 5:15
8. Take Me Back (Keith, Raymond) 2:21
9. I Want You (Bond) 3:24
10. It's A Good Thing (Keith, Raymond) 2:47
11. Strawberry Fields Forever (Lennon, McCartney) 4:24
12. Nobody Knows It [Bonus Track] (Martin, Coulter) 2:31
13. Happy Just To Be With You [Bonus Track] (Keith, Raymond) 2:53
Créditos:
Tony Murray: Bass Guitar
Paul Raymond: Organ, Piano, Vocals
Mike Grabham: Lead Guitar
Brian Keith: Vocals
Nigel Olsson: Drums, Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1968.
http://abreai.net/H8bJ7
Disco: Currency [Bonus Tracks]
Ano: 1993(*)
Faixas:
1. Your Way To Tell Me Go (Raymond, Murray) 2:49
2. Hound Dog (Lieber, Stoller) 2:47
3. Currency (Grabham, Olsson, Raymond, Murray) 3:40
4. Caledonian Mission (Robertson) 3:00
5. MacArthur Park (Webb) 7:35
6. Turn To Me (John, Taupin) 2:47
7. Baby You're Not To Blame (Raymond, Murray) 2:53
8. Give Me Money (Raymond, Murray) 3:00
9. Sour Suite (Grabham, Olsson, Raymond, Murray) 8:13
10. She Does [Bonus Track] (Raymond, Murray) 3:08
11. Celebrity Ball [Bonus Track] (Gordon, Bonner) 2:44
Tony Murray: Bass Guitar, Vocals
Paul Raymond: Organ, Piano, Vocals
Mike Grabham: Lead Guitar
Nigel Olsson: Drums
(*) LP lançado originalmente em 1969.
http://twixar.me/Rpx

Biografia:
Essa banda ficou mais conhecida por seu único single de sucesso, "Everything I Am", em que Brian Keith, um antigo cantor de estúdio, mostra um vigoroso desempenho. O restante do material foi gravado sem Keith. Obviamente, "Everything I Am" não é a canção representativa da estatura que a Plastic Penny poderia alcançar, se os interesses comerciais não a obrigassem a gravar material inadequado. Significativamente, seu primeiro álbum começa com esse single, mas daí em diante apresenta algumas canções psicodélicas bastante refinadas.
Prevalecem músicas curtas e de média duração, que transmitem uma sensação de dramatismo raramente igualada nessa área. "Genevieve", uma minitragédia, e "Wake Me Up", um lamento indisfarçado do ego, com dissimuladas alusões ao nome da banda, juntamente com "So Much Older Now", uma dolorosa história de uma estrela envelhecida, são, todas, exemplos de soberbo pop psicodélico. O clímax acontece com a épica "Mrs. Grundy", com harmonias afiadas e grande interação instrumental, incluindo um "inoportuno" solo de guitarra.
Entretanto, o cover de "Strawberry Fields Forever" mostra-se deslocado. Dois singles posteriores, "Nobody Knows It" e o encantador "Your Way To Tell Me Go", que soa como a Move envolta num trágico véu, não venderam bem. O segundo disco longo e o quarto single saíram em 1969. Este continha uma versão psicodélica e desacelerada de "Hound Dog", e aquele ganhou impulso através de "Baby You're Not To Blame" e da longa "Sour Suite" (8min15seg), com órgão e guitarra brilhantes, mas também permaneceu esquecido pelo público comprador. Outro erro enorme foi o cover desastroso de "MacArthur Park".
Após a banda dissolver-se, a gravadora Page One lançou mais um disco com sobras de estúdio e algumas faixas inéditas, que não acrescentou muita coisa, revelando-se, porém, agradável aos ouvidos. Todos os álbuns do grupo são difíceis de adquirir.
Grabham e Olsson tocaram na banda Universals no começo dos anos 70. Muitos membros da Plastic Penny partiram para voos mais altos depois. Grabham formou a Cochise e em 1973 entrou na Procol Harum; Tony Murray juntou-se à Troggs; Paul Raymond ingressou na Chicken Shack e, subsequentemente, na Savoy Brown; Nigel Olsson uniu-se à Spencer Davis Group por um tempo e mais tarde tornou-se o baterista da banda de Elton John; e Brian retornou ao trabalho como músico profissional  (Vernon Joynson, in The Tapestry of Delights - The Comprehensive Guide to British Music of the Beat, R&B, Psychedelic and Progressive Eras 1963-1976. Borderline Productions, Telford, 2006, p. 1147; tradução livre do inglês).

2 comentários:

Jayme da costa Maceió AL disse...

Está banda merecia um reconhecimento maior, para mim é um clássico! Obrigado, Indignaldo.

Indignaldo Silva disse...

Concordo, Jayme. Gosto muito da banda. É que, naquele tempo, havia tanto artista bom, que ficava difícil se destacar. A concorrência era grande e o público nem tanto. Hoje? É o contrário.

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