terça-feira, 7 de julho de 2015

David Bowie - Aladdin Sane (30th Anniversary Edition)

Músico: David Bowie
Disco:  Aladdin Sane (30th Anniversary Edition)
Ano: 2003(*)
Gênero: Glam Rock
Faixas:
CD 1: Original Album
1. Watch That Man (4:25)
2. Aladdin Sane (1913-1918-197?) (5:07)
3. Drive-In Saturday (4:31)
4. Panic In Detroit (4:26)
5. Cracked Actor (2:59)
6. Time (5:13)
7. The Prettiest Star (3:27)
8. Let's Spend The Night Together (3:06)
9. The Jean Genie (4:06)
10. Lady Grinning Soul (3:52)
CD 2: Bonus Material
1. John, I'm Only Dancing [Sax Version] (2:41)
2. The Jean Genie [Original Single Mix] (4:02)
3. Time [Single Edit] (3:38)
4. All The Young Dudes (4:10)
5. Changes [Recorded Live At The Music Hall, Boston 1.10.72] (3:19)
6. The Supermen [Recorded Live At The Music Hall, Boston 1.10.72] (2:42)
7. Life On Mars? [Recorded Live At The Music Hall, Boston 1.10.72] [Previously Unrelesead] (3:25)
8. John,  I'm Only Dancing [Recorded Live At The Music Hall, Boston 1.10.72] (5:23)
9. The Jean Genie [Recorded Live At The Civic Auditorium, Santa Monica 20.10.72] (4:09)
10. Drive-In Saturday [Recorded Live At The Public Hall, Cleveland 25.11.72] [Previously Unrelesead] (4:53)
Músicas de autoria de David Bowie, exceto "Let's Spend The Night Together", composta por Mick Jagger e Keith Richards.
Créditos:
David Bowie: Vocals, Guitar, Harmonica, Saxophone
Mick Ronson: Guitar, Piano, Vocals
Trevor Bolder: Bass Guitar
Mick "Woody" Woodmansey: Drums
Mike Garson: Piano, Keyboards
Ken Fordham: Bux-Saxophones, Flutes
Juanita "Honey" Franklin, Linda Lewis, G A MacCormack: Backing Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1973.
http://freetexthost.com/tnzzbxofhy
Resenha:
A edição do trigésimo aniversário de lançamento do disco "Alladin Sane", de David Bowie, é um deleite para quem se mostra obcecado por coleções e faixas extras. Falando, brevemente, sobre o álbum mais uma vez: "Aladdin Sane", lançado na sequência do ultraplanejado e calculado "Ziggy Stardust", soava bastante estranho. Nada da elevada dramaticidade e afetação do disco anterior foi transportado para cá. Em vez disso, canções de rock mais vigorosas, como "Panic In Detroit", "Watch That Man" e "The Jean Genie", além do maravilhoso e insinuante cover de "Let's Spend The Night Together", contrastam com a irritante e quase serial dissonância encontrada em "Cracked Actor", na faixa-título e em "Lady Grinning Soul". Aqui, ficção científica à la Phillip K. Dick, excêntrico e enlevado jazz e música cinematográfica incidental disputam espaço no articulado som bowieniano. Tudo isso é comprimido numa singular estética roqueira glamorosa que tenta aparentar uma tendência, se presente, à simplicidade (tome-se, como exemplo, "Drive-In Saturday" e seu coral doo wop [nota minha: expressão intraduzível; segundo a Wikipedia, "é um estilo de música vocal baseado no rhythm and blues"]). O resultado é um rock & roll fragmentado, à frente do seu tempo.
"Aladdin Sane" pode ser colocado, seguramente, ao lado dos discos "Live At The Witch Trials", da Fall, ou "Kilimanjaro", da Teardrop Explodes, sem falar de porções do álbum "Unknown Pleasures", da Joy Division, lançado alguns anos depois. Dito isso, eis um disco que envelheceu melhor do que "Ziggy", porque o ouvinte nunca se sente completamente familiarizado com suas metamórficas construções elementares e mudanças abruptas de ritmos (nota minha: no original "medication-inducing mood swings"; honestamente, não consigo atinar o sentido da expressão; o autor parece sugerir o uso de drogas ou medicamentos na confecção das músicas, o que me parece uma insinuação temerária). Quanto às faixas adicionais, são nada menos do que fabulosas. O CD 2 está cheio delas: duas versões de "The Jean Genie" (incluindo o single), o single editado de "Time", duas interpretações de "John, I'm Only Dancing", a inédita "Life On Mars?", a gravação original em estúdio de "All The Young Dudes", uma diferente e nunca lançada versão de "Drive-In Saturday" e performances ao vivo de "Changes" e "Superman" (sic). O encarte é um verdadeiro livro: 42 páginas repletas de fotos coloridas (muitas delas raras), notas matadoras aos montes e um ensaio contendo citações de Bowie e arrolando praticamente todas as pessoas associadas ao disco e à banda naquele específico momento. Um folheto precioso, que se junta à estelar sonoridade conferida a um dos discos de rock & roll mais incompreendidos de todos os tempos (Thom Jurek, AllMusic; tradução livre do inglês).

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