domingo, 24 de agosto de 2014

The Unspoken Word - The Unspoken Word

Cover 1
Banda: The Unspoken Word
Disco: The Unspoken Word
Ano: 1970(*)
Gênero: Folk Rock, Psychedelic Rock, Garage Rock
Faixas:
1. Pillow (2:39)
2. Sleeping Prophet (3:03)
3. Put Me Down (2:32)
4. Personal Manager (9:33)
5. Reincarnation (1:47)
6. Sleepy Mountain Ecstasy (3:58)
7. I Don't Need No Music (2:40)
8. Little Song (2:25)
9. Healthy, Wealthy & Wise (2:35)
10. Around And Around (5:15)
11. Morning (1:49)
Músicas de autoria de Granlegede Bupumacstasin (arrisco um palpite: trata-se de um acrônimo com os nomes dos integrantes da banda), exceto "Personal Manager", composta por Albert King e David Porter, e "Around And Around", composta por Chuck Berry.
Créditos:
Dede Puma: Vocals
Zhenya Stashuk: Lead Guitar, Rhythm Guitar, Vocals
Angus MacMaster: Keyboards
Greg Buis: Bass, Vocals
Lee Singer: Drums
(*) CD lançado em 2010.
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Resenha:
Que diferença faz dois anos! A reviravolta musical ocorrida no segundo disco da Unspoken Word, em relação ao primeiro, foi tão drástica que se torna difícil imaginar outra igual. O álbum de estréia da banda, "Tuesday, April 19", de 1968 - que se transformou numa cultuada peça de colecionadores de psicodelia - mostrava-se farto de delicados tributos ao folk rock, enriquecidos com elaborados arranjos barrocos psicodélicos, muito em voga naquele tempo pós-Sgt. Pepper.
4
Resta somente especular se a mudança estilística sofrida pelo seu disco homônimo de 1970 - finalmente disponível em CD após 40 anos - decorreu por força de evolução natural ou de pressão da gravadora para produzir algo mais palatável ao mercado popular setentista. Seja como for, a Unspoken Word abandonou as arrebatadoras construções artísticas e as orquestrações turbinadas do álbum precedente em prol de uma visceral abordagem bluseira e suingada, repleta de riffs grudentos, vocais enérgicos e ritmos sincopados. As harmonias de Dede Puma com o guitarrista Zenya Stashuk ostentam uma mistura vocal à Jefferson Airplane, mas, ao invés de flanarem suavemente sobre climas viajantes, as vozes assentam-se em vibrantes e animadas melodias, transmitindo uma sensação sonora, digamos, de R&B com o sabor contemporâneo da Pacific Gas & Electric. Ironicamente, o fato de a voz de Puma pender mais para o estilo calmo e sem vibrato de Grace Slick do que para os lamentos soul-blues de Janis Joplin pode ser a principal circunstância que impediu muitas das músicas do disco de descambarem para a genérica sonoridade soul-rock do início dos anos 70. Por sua vez, quando solta a voz, Stashuk vai longe. Já os riffs de guitarra e órgão frequentemente garantem uma ruidosa distorção, atenta ao cenário do rock pesado da época. Ademais, as coisas boas do primeiro disco da banda - harmonias vigorosas, execução instrumental impecável e  sólido senso de construção musical - continuam presentes aqui, mas quem esperava as estonteantes orquestrações psicodélicas expostas no debute do grupo deve ter ficado um pouco surpreso (James Allen, AllMusic; tradução livre do inglês).

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