sábado, 3 de setembro de 2011

Joe Cocker And The Grease Band - On Air [Live BBC]

Banda: Joe Cocker And The Grease Band
Disco: On Air [Live BBC]
Ano: 1997(*)
Gênero: Blues Rock, Classic Rock
Faixas:
1. Run Shakers Life (Havens) 2:42
2. With A Little Help From My Friends (Lennon, McCartney) 4:47
3. Marjorine (Cocker, Sainton, Rattingan, Myles) 2:45
4. Change In Louise (Cocker, Stainton) 2:39
5. Can't Be So Bad (Stevenson, Miller) 3:34
6. Let's Get Stoned (Simpson, Ashford, Armstead) 5:17
7. That's Your Business (Cocker, Stainton) 2:26
8. Hitchcock Railway (Dunn, McCashen) 4:16
9. Lawdy Miss Clawdy (Price) 2:25
10. Darling Be Home Soon (Sebastian) 4:37
11. Hello Little Friend (Russell) 3:58
12. Delta Lady (Russell) 3:00
Créditos:
Joe Cocker: Vocals
Henry McCullough: Guitar
Chris Stainton: Bass (faixas 1 a 5), Keyboards (faixas 6 a 12)
Tommy Eyre: Organ (faixas 1 a 5)
Kenny Slade: Drums (faixas 1 a 5)
Sue & Sunny: Backing Vocals (faixas 1 a 5)
Alan Spenner: Bass (faixas 6 a 12)
Bruce Rowland: Drums (faixas 6 a 12)
(*) Gravado entre 13.10.68 a 11.10.69.
 Mega
Biografia:
O texto a seguir, traduzido livremente do inglês, é de autoria de J. P. Bean e está escrito no encarte do CD, segundo informação obtida no site Mkoduka.
Em uma época de flores e psicodelia, Joe Cocker foi algo diferente. "Ele não se encaixava em qualquer parte da cena pop em geral", disse o magnata musical Denny Cordell, na primeira reunião que manteve com o encanador de gás que virou estrela do soul. "E então eu o escutei cantar!" Um contrato de gravação foi assinado, em abril de 1968 "Majorine" chegou ao 48º lugar nas paradas britânicas e, em novembro, "Whit A Little Help From My Friends" alcançou o topo – no espaço de pouco mais de um ano, Joe Cocker And The Grease Band deixou de tocar para meia dúzia de estudantes e metalúrgicos em pubs do Norte para encarar meio milhão de hippies em Woodstock. Naquele período – 68 a 69 – ocorreram as sessões do disco.
 Joe formou a primeira Grease Band em 1967. Ele liderou grupos locais de Sheffield durante sete anos. Um contrato com a gravadora Decca rompera-se, depois da gravação de um single em 1964, e a Grease Band foi o último esforço para engatar a sua carreira. O nome da banda veio de uma entrevista de Jimmy Smith, organista de soul e jazz, que Joe leu na revista Downbeat, em que Smith descreveu certo músico como tendo "um monte de graxa". Reza a lenda que a primeira apresentação da Grease Band foi num churrasco nas dependências de um clube de rúgbi, onde a atração secundária era um concerto de um "batedor" de piano. Joe trouxe amigos de suas primeiras bandas – Vernon Nash no piano, Dave Memmott na bateria e Frank Miles, que tinha saído da Dave Berry's Cruisers – mas o músico decisivo, o homem que se tornaria o braço direito de Cocker e o comunicador de suas idéias musicais nos anos seguintes, foi Chris Stainton.
Cocker e Stainton começaram a compor músicas. Joe: "Nós escrevíamos durante o dia, em vez de ir ao pub". "Marjorine", "Change In Louise" e muitas outras canções foram compostas naquela época. Eles deixaram Sheffield e a primeira Grease Band para trás e se mudaram para Londres, levando com eles um garoto prodígio dos teclados, Tommy Eyre, com 18 anos. Ele recorda: "Estávamos vivendo em Sussex Gardens numa pequena pensão, três num quarto, e ensaiando em Westbourne Grove, num prédio convertido em cinema". "Logo éramos cinco no quarto, já que o guitarrista Micky Gee e o baterista Tommy Reilly foram trazidos para a segunda formação da Grease Band".
 O single de Joe, a composição dos Beatles, "Whit A Little Help From My Friends", foi lançado na mesma semana em que ele gravou a primeira sessão Top Gear BBC. Seu tratamento vocal e o arranjo incomum causou um impacto imediato sobre o público e a música catapultou-o para a fama, contra todas as probabilidades. "Cocker Sensacional", foi a manchete da Melody Maker, na semana em que o single entrou no Top Ten. A idéia para fazer a música daquela forma surgiu quando Joe sentou-se no vaso sanitário na casa dos seus pais em Sheffield, levando em conta a diferente introdução bachiana que Tommy Eyre já havia feito. Passados trinta anos, "Whit A Little Help From My Friends" continua a ser a referência maior em todos os shows de Cocker. Joe: "A única vez em que decidimos não tocar a música, numa noite em Roma, há cerca de quinze anos atrás, o público se revoltou ... quebrou o lugar e apedrejou o ônibus enquanto tentávamos sair. Então eu pensei que seria melhor mantê-la!".
Os novos guitarrista e baterista não deram certo e foram logo substituídos pelo irlandês Henry McCulloch e Slade Kenny, de exuberantes personalidades, que Joe conhecera há muito tempo em Sheffield. O verão de 1968 foi gasto na estrada por toda a Grã-Bretanha, numa demorada turnê, que serviu para angariar uma considerável quantidade de admiradores em universidades, casas noturnas e festivais. A banda tocou uma mistura de músicas originais e covers – incluindo as duas canções deste álbum que nunca foram lançadas até agora – "Can't Be So Bad", apanhada de um disco da Moby Grape, e "Run Shakers Life". Esta foi a Grease Band – Stainton, Eyre, McCulloch e Slade – que apareceu na primeira sessão Top Gear, de outubro de 1968.
O sucesso na Grã-Bretanha produziu ofertas para cruzar o Atlântico – mas não antes de mais mudanças no line-up. Saíram Tommy Eyre e Kenny Slade – "eles eram muito jazzísticos", lembra Joe. Entraram Alan Spenner no baixo e Bruce Rowland na bateria, e Chris Stainton deslocou-se do baixo para os teclados. Em toda parte em 1969 – do Ed Sullivan Show na TV até apresentações nos Filmores East e West, passando pelo Centro-Oeste, e frente a grandes platéias de extravagâncias roqueiras, como os festivais de Newport, Denver e Atlanta, Joe e a Grease Band iluminaram sua caminhada. Após a glória em Woodstock, em meados de agosto o grupo retornou a Londres, onde as sessões de setembro do Top Gear e da DLT (nota minha: não consegui captar o signifcado da sigla) recomeçaram.
As faixas resultantes dessas duas sessões – "Let's Get Stoned", uma das favoritas naqueles inebriantes dias; "That's Your Business", outra das primeiras composições de Cocker e Stainton; "Hitchcock Railway", "Darling Be Home Soon" (Joe tinha repartido a conta em vários shows com a banda do compositor John Sebastian, The Lovin' Spoonful), e o velho rock dos anos 50, "Lawdy Miss Clawdy" – foram, todas, músicas que ele tinha tocado ao longo da turnê de verão e que figuram no seu segundo disco, "Joe Coker!" (nota minha: engana-se em parte o articulista, pois a música "Let's Go Get Stoned" não aparece no disco "Joe Cocker!").
O que nos leva a "Hello Little Friend" e "Delta Lady" ... Em 1969, Leon Russell era um músico de estúdio de Los Angeles que recentemente tinha tocado piano para Delaney And Bonnie. Uma reunião foi marcada e ele convidou Joe e Chris Stainton para irem a sua casa, ocasião em que tocou quatro músicas. Como desfecho do encontro, Joe gravou "Hello Little Friend" e "Delta Lady" (que Leon tinha composto para sua mulher naquela época, Rita Coolidge), inserindo-as inclusive no disco "Joe Cocker!", com Russell tocando guitarra e piano nas faixas. Com a lista do Top Gear pré-visualizada, Joe fez a gravação do programa um dia antes de apresentar-se no Festival da Ilha de Wight.
Neste álbum, "On Air", Joe Cocker e a Grease Band estão no seu auge. Joe, despreocupado em relação às demos que irão arrastá-lo para baixo ao longo da década seguinte, é energético, com um bom e límpido vocal de apoio. Mas uma separação de rumos mostrou-se inevitável. Como Joe ficou cada vez mais sob a influência musical de Leon Russell, ele avaliou que a sintonia com a Grease Band havia perdido fôlego.
Ele rompeu com a banda e voou de volta para Los Angeles para formar a Mad Dogs Englishmen.
Os anos 60 tinham acabado...

11 comentários:

Carlos disse...

Que beleza de disco!!!
rock n' soul casca grossa...

Joe é um fabuloso vocalista, o cara canta com um feeling absurdo, literalmente com o coração na boca...
ele se entrega à cada canção,
por isso que amo o rock dos anos 70, tem uma enormidade de caras com esse poder...
Change In Louise é de entornar uma garrafa de Jack Daniel's e chorar pela mulher amada kkk
parabéns pelo blog

Musicômano disse...

Efetivamente, o Joe Cocker é um baita cantor. Só o comparo ao John Kay, ao John Forgety (dois Johns...) e ao Rod Stewart (vozes regadas a uísque e cigarro...). Pena que a sua carreira deu uma guinada muito comercial a partir dos anos 80, mas o gogó continua o mesmo. Obrigado pelo comentário, Carlos. Um abraço.

Carlos disse...

Concordo plenamente,
bem citado o Rod Stewart, quase ninguém lembra dele além de ser um cantor brega, ninguém conhece seu passado glorioso no The Faces
aliás foi corrigida uma injustiça do Rock and Roll Hall of Fame com a inserção tanto dos Faces quando do Small Faces esse ano...até que enfim
Stay With Me tá no meu TOP 10 de melhores músicas da história da música!!!
apesar dele ter lançado discos maravilhosos pós The Faces como Atlantic Crossing, Smiler e Never a Dull Moment ele caiu no mesmo abismo choramingão de Joe Cocker a partir da década de 80 também...
tem música que chegam a me enojar tamanha a taxa de açúcar...
parabéns!!!

Musicômano disse...

Eu, honestamente, não sei o que leva os artistas a essas guinadas nas suas carreiras. Grana, provavelmente. Mas tem músicos e grupos que se mantêm fiéis às suas origens e continuam vivendo bem. Posso citar, ao acaso, Neil Young, Eric Clapton, os próprios Stones e tantos outros. Mas, fazer o quê? São escolhas. Cada um que viva com elas.
Um abraço, Carlos.

Anônimo disse...

Please, please re-post. The link is dead. Eternally grateful.

Musicômano disse...

O.K., anonymous, just few hours and done. Cheers!

Musicômano disse...

Done...

Anônimo disse...

Got it! 1000 thanks.

Musicômano disse...

You're welcome, anonymous.

rintesh disse...

Thanks.

Indignaldo Silva disse...

Thanks you for comment, rintesh.

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