sexta-feira, 25 de setembro de 2015

MC5 - Kick Out The Jams

Banda: MC5
Disco: Kick Out The Jams
Ano: 1969(*)
Gênero: Garage Rock, Detroit Rock, Hard Rock
Faixas:
1. Ramblin' Rose (Wilkin, Burch) 2:39
2. Kick Out The Jams (MC5) 2:37
3. Come Together (MC5) 4:17
4. Rocket Reducer N° 62 (Rama Lama Fa Fa Fa) (MC5) 5:01
5. Borderline (MC5) 2:45
6. Motor City Is Burning (Smith) 4:30
7. I Want You Right Now (MC5) 6:02
8. Starship (MC5, Sun Ra) 8:26
Créditos:
Rob Tyner: Lead Singer
Wayne Kramer: Fender Guitar
Fred "Sonic" Smith: Mosrite Guitar
Michael Davis: Fender Bass
Dennis Thompson: Drums
Gravado ao vivo no Russ Gil's Grande Ballroom, em Detroit, Michigan, EUA, nos dias 30 e 31 de outubro de 1968.
(*) CD lançado em 1991.
http://freetexthost.com/rzftawzjri
Biografia:
Formada em 1964, na cidade de Detroit, Michigan, EUA, e originalmente conhecida como Motor City Five, a banda dividiu-se no ano seguinte quando sua seção rítmica, constituída por Pat Burrows (baixo) e Bob Gaspar (bateria), retirou-se em protesto contra uma nova canção, "Back To Comm".
Michael Davis (baixo) e Dennis Thompson (bateria) juntaram-se aos membros fundadores Rob Tyner (nome verdadeiro: Robert Derminer, nascido em 12 de dezembro de 1944, em Detroit, Michigan, EUA, e morto em 18 de setembro de 1991, EUA; vocais), Wayne Kramer (nascido em 30 de abril de 1948, em Detroit, Michigan, EUA; guitarra) e Fred "Sonic" Smith (nascido em 13 de setembro de 1949, em West Virginia, EUA, e morto em 4 de novembro de 1994, em Detroit, Michigan, EUA; guitarra), para dar sequência à radical orientação musical imprimida por esse experimentalista grupo. Em 1967, seu repertório mesclava R&B, soul e vanguardismo jazzístico, bem como uma série de marcantes canções originais. Dois singles, "One Of The Guys/I Can Only Give You Everything" (1967) e "Bordeline/Looking At You" (1968), captaram a nascente e altamente energética sonoridade da banda e o seu envolvimento com a política das "ruas", por influência de John Sinclair (nascido em 2 de outubro de 1941, em Flint, Michigan, EUA), seu mentor e empresário.
Agora ligada à comunidade Trans Love Energies e à facção radical White Panther, do ex-DJ Sinclair, a MC5 passou a liderar a cena underground de Detroit. Seus incendiários shows ao vivo viraram pontos de concentração da política revolucionária, e os desentendimentos da banda com a polícia refletiam a crescente inquietação que rondava a cidade, no verão de 1967, gerando os célebres tumultos de julho. Um contrato com a gravadora Elektra Records redundou no estimulante "Kick Out The Jams", gravado ao vivo no Grande Ballroom, em Detroit, nos dias 30 e 31 de outubro de 1968, e trazendo o extraordinário som do quinteto: alto, mas nunca descuidado. A conclamação de Tyner, "vamos detonar, filhos da puta", acarretou o banimento do disco em diversas lojas, forçando a Elektra a relançá-lo com uma versão amenizada da música (substituindo o palavrão pela expressão "irmãos e irmãs"). 
A Electra rompeu o contrato com a MC5 após várias desavenças, e, para piorar a situação, Sinclair pegou 10 anos de prisão por posse de maconha. A banda ressurgiu, mais tarde, na gravadora Atlantic Records. John Landau, jornalista de rock (futuro empresário de Bruce Springsteen), produziu "Back In The USA", de 1970, que, embora carente da desregrada vibração do seu antecessor, mostrou uma banda adaptada à disciplina do estúdio. "Tonight", "Shakin' Street" e uma revigorada "Looking At You" destacaram-se no excelente disco. O terceiro álbum, "High Time", reafirmou o interesse pela experimentação, e vários músicos de jazz locais adicionaram ímpeto ao disco, que, todavia, caracterizou-se pela dispersão e também pela contribuição de material pelos membros do grupo, à exceção de Davis. 
A mudança para a Europa, onde a banda apresentou-se e gravou sob a égide de Rohan O'Rahilly, não conseguiu estancar a queda nas vendas, e a saída, primeiro de Davis (substituído por Steve Moorhouse), seguido de Thyner, em 1972, determinou o fim da MC5.
O conceito da banda cresceu durante o fenômeno punk, época em que cada um dos seus ex-componentes usufruiu de breve notoriedade. Sonic Smith formou a discreta Sonic's Rendezvous Band, com Scott Asheton (bateria), Scott Morgan (vocais e guitarra) e Gary Rasmussen (baixo), antes de esposar Patti Smith em 1980 (ele figurou com realce no disco "Dream Of Life", de 1988, que marcou o retorno da cantora e poetisa ao mercado fonográfico). Davis depois reapareceu na Destroy All Monsters. Kramer e Tyner, por sua vez, tentaram usar o nome MC5 em vários projetos desvinculados da banda.
Sabiamente, porém, desistiram de levá-los adiante, deixando intacta a reputação de um dos grupos mais intransigentes e empolgantes da história do rock. Em setembro de 1991, Tyner morreu de infarto num estacionamento de carros em Ferndale, Michigan, sua cidade natal. Smith também morreu três anos mais tarde. Kramer relançou sua carreira solo no mesmo ano, na companhia de várias figuras proeminentes do cenário underground/alternativo americano. Ele se reuniu com Davis e Thompson em março de 2003 para a realização de um show no 100 Club, em Londres, destinado a promover o lançamento de uma camiseta da MC5, fabricada pela Levi's. Seguiram-se outras apresentações ao vivo do trio (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, pp. 929-30; tradução livre do inglês).

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