quarta-feira, 8 de abril de 2015

Burnin Red Ivanhoe - M 144 [Bonus Tracks]

Cover
Banda: Burnin Red Ivanhoe
Disco: M 144 [Bonus Tracks]
Ano: 1969(*)
Gênero: Progressive Rock, Jazz Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
Disc 1
1. Ivanhoe I Brøndbyerne (Karsten Vogel) 3:56
2. Ridder Rød (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 3:55
3. Saxophone Piece 1 (Karsten Vogel) 2:19
4. Marsfesten (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 5:35
5. Antique Peppermint (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 4:09
6. Indre Landskab (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 3:02
7. Jiizlou (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 2:45
8. Kaj (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 2:44
9. Tingel-Tangelmanden (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 5:29
10. Læg Dig Kun Ned (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 3:35
11. Saxophone Piece 2 (Karsten Vogel) 1:53
12. Medardus (Karsten Vogel) 6:39
13. Purple Hearts (Karsten Vogel) 5:47
14. Larsen (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 3:34
15. Oyizl (Karsten Vogel) 6:34
Disc 2
1. Ivanhoe In The Woods (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 5:17
2. Ida Verlaine (Karsten Vogel) 4:19
3. Sensitive Plant (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 3:21
4. Inside (Karsten Vogel) 2:48
5. Ksilioy (Karsten Vogel) 10:35
6. Opera [Live In Tyskland] [Bonus Track] (Burnin' Red Ivanhoe) 2:25
7. Omegnens Poesi [Bonus Track] (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 2:37
8. Fødelandssoldatersang [Bonus Track] (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 2:24
9. Why Don't You Trust [Live In Studio] [Bonus Track] (Karsten Vogel) 3:42
10. Purple Hearts [Live In Studio] [Bonus Track] (Karsten Vogel) 3:53
11. Kaj [1997] [Bonus Track] (Karsten Vogel, Niels Erik Wille) 3:52
Créditos:
Steen Claësson: Guitar, Vocals, Violin, Bass
Kim Menzer: Harmonica, Tenor Saxophone, Trombone, Flute, Piano, Vocals
Karsten Vogel: Alto Saxophone, Organ, Vibraphone
Steffen Andersen: Bass, Double Bass
Bo Thrige Andersen: Drums
Ole Fick: Guitar, Vocals
Arne Würgler: Bass
Mads Winding: Bass, Double Bass
John Tchicai: Alto Saxophone
Niels Harrit: Tenor Saxophone
Hugh Steinmetz: Trumpet
(*) CD lançado em 1997.
http://b54.in/bbmr
Resenha:
O Burnin Red Ivanhoe foi um combo dinamarquês fundado em 1967, o que faz com que eles sejam pioneiros dentro da respeitada cena prog e fusion da Escandinávia.
Assim como nomes como Wigwam, Culpeper's Orchard, Junipher Greene, Tasavallan Presidentti e muitos outros, o Burnin Red Ivanhoe tem seu lugar garantido nas enciclopédias de rock progressivo – ouça "Marsfesten" deste álbum, e constate que até o Gentle Giant deve ter sido influenciado por estes dinamarqueses. Por outro lado, é possível constatar que o Burnin Red Ivanhoe foi influenciado por Jethro Tull, Mothers of Invention, Chicago, The Doors, The Who e Colosseum.
2Mas não é só a ousadia libertária e melódica de M 144 que impressiona. O álbum é duplo, cantado em dinamarquês e inglês, e sua capa é minimalista, prensada num laranja gritante que deixaria qualquer holandês orgulhoso.
M 144 pode não ser essencial, mas é certamente um dos trabalhos mais curiosos e inusitados de 1969, simplesmente por ser um inventivo álbum de estreia de uma banda dinamarquesa.
1
As guitarras da dupla Ole Fick e Steen Claesson e os sopros inspirados de Kim Menzer e Karsten Vogel em temas como "Jizlou" realçam o teor inusitado do trabalho, que até hoje tem seu lugar na prateleira de aficionados do prog do norte europeu.
Depois deste trabalho, o Burnin Red Ivanhoe foi gravar na Inglaterra, onde atraiu a atenção de John Peel e seu selo Dandelion. Caminho este, aliás, aberto com M 144, que foi o primeiro disco dinamarquês a figurar nos charts britânicos.
4O Burnin Red Ivanhoe lançou cinco álbuns de estúdio e um ao vivo até 1974, quando a maioria de seus integrantes migrou para um novo grupo de jazz-rock, o Secret Oyster, nome baseado numa das canções do Burnin Red Ivanhoe, por sinal: "Secret Oyster Service". Mas o grupo depois voltou em diversas ocasiões, lançando novos trabalhos.
Pena que, na época, nada disso chegou ao Brasil, portanto o Burnin Red Ivanhoe acabou sendo uma típica descoberta da era do CD para os colecionadores da América do Sul. Foi uma descoberta tardia, mas valeu a espera (Bento Araújo, Revista Poeira Zine, São Paulo, nº 58, janeiro/fevereiro 2015, p. 45).

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