quarta-feira, 21 de junho de 2017

The Hollies - Distant Light

Banda: The Hollies
Disco: Distant Light
Ano: 1972(*)
Gênero: British Invasion, Merseybeat, Psychedelic Pop
Faixas:
1. What A Life I've Led (Tony Hicks, Kenny Lynch) 3:59
2. Look What We've Got (Tony Hicks, Kenny Lynch) 4:10
3. Hold On (Allan Clarke) 4:09
4. Pull Down The Blind (Terry Sylvester) 3:32
5. To Do With Love (Tony Hicks, Kenny Lynch) 3:29
6. Promised Land (Tony Hicks, Kenny Lynch) 4:22
7. Long Cool Woman (In A Black Dress) (Roger Cook, Allan Clarke, Roger Greenaway) 3:19
8. You Know The Score (Terry Sylvester, Allan Clarke) 5:40
9. Cable Car (Terry Sylvester) 4:24
10. Little Thing Like Love (Allan Clarke, Tony Macaulay) 3:22
11. Long Dark Road (Tony Hicks, Kenny Lynch) 4:15
Créditos:
Allan Clarke: Lead Vocal (faixas 1-3, 5-8, 10, 11), Harmonica (faixas 1, 9-11), Lead Guitar (faixas 3, 7), Cow Bell (faixa 4)
Anthony Christopher Hicks: Harmony Vocal (faixas 1, 3, 5, 6, 8, 10, 11), Acoustic & Bass Guitar (faixa 1), Bass (faixas 3, 5, 9, 11), Electric Guitar (faixas 4, 7, 10), Electric Guitar Solo (faixas 5, 8), Acoustic Guitar (faixas 5, 9), Double Tracked Rhythm Guitar (faixas 6, 7), Electric Lead Guitar (faixa 6), Electric Rhythm Guitar (faixa 8), Acoustic Rhythm Guitar (faixas 10, 11)
Terence James Sylvester: Harmony Vocal (faixas 1, 3, 5, 6, 8, 10, 11), Acoustic Guitar (faixas 3, 4, 5, 9), All Vocals (faixa 4), Acoustic Rhythm Guitar (faixas 8, 10, 11), Vocals (faixa 9)
Robert Hartley Elliott: Drums, Percussion (faixas 4, 11), Conga Drums (faixa 5), Maracas (faixa 5)
Bernard Bamford Calvert: Bass (faixas 2, 4, 6-8, 10), Electric Piano (faixa 4), Piano (faixa 6), Organ (faixa 8)
Uncredited:
Madeline Bell, Doris Troy: Chorus (faixa 1)
Jim Jewell: Saxophone (faixa 2)
Gary Brooker: Piano (faixa 2)
(*) CD lançado em 1990.
Biografia:
Formada em Manchester, Inglaterra, em 1962, pelos amigos de infância Allan Clarke (nome verdadeiro: Harold Allan Clarke, nascido em 5 de abril de 1942, em Salford, Lancashire, Inglaterra, vocais) e Graham Nash (nascido em 2 de fevereiro de 1942, em Blackpool, Lancashire, Inglaterra; vocais e guitarra). Eles já haviam cantado juntos na região durante alguns anos como um duo semiprofissional designado por diversos nomes: Two Teens, Levins, Guytones, Fourtones e Ricky And Dane Young. E então uniram-se a Eric Haydock (nascido em 3 de fevereiro de 1942, em Burnley, Lancashire, Inglaterra; baixo) para formar a Deltas. Posteriormente, com o acréscimo de Don Rathbone (bateria) e a substituição do guitarrista Vic Steele (nome verdadeiro: Vic Farrell) pelo virtuoso guitarrista local Tony Hicks (nascido em 16 de dezembro de 1945, em Nelson, Lancashire, Inglaterra), ex-Ricky Shaw And The Dolphins, surgiu a Hollies.
Quase imediatamente o grupo assinou com a prestigiada gravadora Parlophone Records, a mesma dos Beatles. Os seus dois primeiros singles foram covers da Coasters “(Ain’t That) Just Like Me” e “Searchin”, que chegaram ao Top 30 do Reino Unido no verão de 1963. E a banda começou a preparar a gravação do primeiro álbum.
Na mesma época, Rathbone saiu para tornar-se empresário de turnês da banda, sendo substituído por Bobby Elliott (nascido em 8 de dezembro de 1942, em Burnley, Lancashire, Inglaterra; ex-integrante dos grupos Ricky Shaw And The Dolphins e Shane Fenton And The Fentones). As brilhantes performances da Hollies ao vivo, por toda a Grã-Bretanha, anteciparam uma das histórias de maior sucesso na música popular. Seus dois primeiros álbuns apresentaram a mesma magnitude das apresentações ao vivo da banda e ambos permaneceram um bom tempo nas paradas do Reino Unido. E, entre 1963 e 1974, houve uma longa sequência de singles de sucesso, fazendo a popularidade da Hollies quase rivalizar com a dos Beatles e dos Rolling Stones. Contagiantes, hits bem produzidos como “Just One Look”, de Doris Troy, “Here I Go Again” e a sublime “Yes I Will” ostentavam as admiráveis harmonias vocais do grupo, sua marca registrada. As vozes de Clarke, Hicks e Nash ajustavam-se de modo a produzir um dos sons mais inconfundíveis da música pop.
Com a carreira progredindo, os três músicos supracitados também se consolidaram como grandes compositores (usando no início os pseudônimos “Chester Mann” e “L. Ransford”), colocando a maioria das suas canções no lado B dos compactos do grupo. No soberbo terceiro disco, “Hollies”, de 1965, o talento da trinca assomou, nomeadamente em “Too Many People”, uma música prenunciativa sobre a superpopulação. O primeiro lugar nas paradas britânicas chegou em 1965 com “I’m Alive”, repetido, após algumas semanas, através da edificante, ainda que singela, “Look Through Any Window”, composta por Graham Gouldman. No natal de 1965, a banda experimentou seu primeiro revés quando o single “If I Needed Someone”, escrito por George Harrison, apenas passou perto do Top 20 do Reino Unido, ganhando inclusive alguma crítica negativa. Houve um bate-boca do grupo com John Lennon sobre os motivos que levaram a versão da Hollies a receber menos aceitação, em cotejo, não só com os singles anteriores da banda, mas com o sucesso alcançado pelos Beatles com a mesma canção. No começo de 1966, a banda atingiu o 2° lugar nas paradas inglesas com “I Can’t Let Go”, mas ficou em 1° lugar na lista elaborada pelo periódico New Musical Express, ao lado de “The Sun Ain’t Gonna Shine Anymore”, da Walker Brothers. A canção, coescrita por Chip Taylor e originalmente gravada por Evie Sands, já havia constado no álbum da banda com o mesmo título, e foi uma das suas mais refinadas melodias, combinando admiráveis harmonias vocais com um trabalho excepcionalmente vigoroso de guitarra.
O enigmático e problemático Eric Haydock foi despedido em abril de 1966, entrando no seu lugar Bernie Calvert (nascido em 16 de setembro de 1942, em Nelson, Lancashire, Inglaterra), ex-colega de Hicks na Dolphins. E os sucessos da Hollies prosseguiram: “Bus Stop”, de Graham Gouldman, a exótica “Stop Stop Stop” e as pops “On A Carousel” e “Carrie-Anne”, todas Top 5 no Reino Unido e também (finalmente) Top 10 na parada da Billboard dos Estados Unidos. A banda rapidamente aderiu ao movimento hippie “paz e amor”, assim como uma certa tendência ao rock progressivo já permeara o seu mais recente álbum, “For Certain Because...”. Porém, em “Evolution”, suas miçangas e cafetãs estavam em toda parte. Nesse mesmo ano (1967), o lançamento do magnífico “Butterfly” revelou sinais de inquietação. E, inexplicavelmente, o álbum não chegou às paradas inglesas e americanas. Havia ali duas espécies de músicas da anteriormente unida tríade Nash, Clarke e Hicks. De um lado, “Charley And Fred”, influenciada por Clarke, e, de outro lado, “Butterfly”, uma nítida composição de Nash, que adotou um estilo mais ambicioso, exemplarmente destacado em “King Midas In Reverse”, uma canção inovadora, recheada de metais e cordas. Mas, para o padrão Hollies, o disco não se saiu muito bem (18° lugar nas paradas britânicas).
No ano seguinte, durante as tratativas para a gravação de “Hollies Sing Dylan”, Nash anunciou sua saída, para integrar a Crosby, Stills & Nash. Ele já vinha se sobressaindo no grupo, distanciando-se, em termos musicais, dos seus colegas e mergulhando na cultura, no estilo de vida e na sonoridade da costa oeste americana. Para o seu lugar, veio Terry Sylvester (nascido em 8 de janeiro de 1947, em Liverpool, Inglaterra), ex-Escorts. Clarke ficou desolado pela partida do seu amigo de longa data, mas decidiu ir em frente. Após o equilibrado “Hollies Sing Hollies” e sete novos hits, incluindo “Sorry Suzanne”, Top 5 britânico, e o enorme sucesso "He Ain’t Heavy, He’s My Brother”, Clarke resolveu seguir carreira solo. A banda subsistiu, adicionando, estranhamente, o vocalista Mikael Rickfors (nascido em 4 de dezembro de 1948, na Suécia), que cantou nos discos “Romany” e “Out On The Road”, este lançado apenas na Alemanha. Nos Estados Unidos, a venda de milhões de cópias do single “Long Cool Woman (In A Black Dress)”, que por pouco não bateu no topo das paradas em 1972, não deixou de ser irônica, porque era a voz de Alan Clarke que figurava na canção, retirada do pretérito e bem-sucedido álbum “Distant Light”.
Clarke voltou ao grupo no final de 1973, depois de abortar sua carreira solo, que contabilizou dois álbuns: “My Real Name Is ‘Arold” e “Headroom”. O retorno foi comemorado com o sucesso internacional “The Air That I Breathe”, composta por Albert Hammond. Ao longo dos cinco anos subsequentes, a Hollies apresentou-se no circuito das casas noturnas à medida que suas músicas deixaram de frequentar as paradas. Embora seus discos fossem esmeradamente produzidos, mostravam-se desinteressantes e vendiam pouco. Clarke deixou a banda novamente no final de 1977, disposto a retomar sua carreira individual, mas regressou mais uma vez em agosto de 1978 para gravar “Five Three One-Double Seven O Four”. Em 1981, Sylvester e Calvert foram embora, ingressando o guitarrista Alan Coates (nascido em 26 de junho de 1953, em Londres, Inglaterra). Pressentido problemas à frente, a EMI Records sugeriu o lançamento de um single com várias músicas sem intervalo entre elas, nos moldes da banda holandesa Stars On 45. O resultado, “Holliedaze”, foi um sucesso Top 30 britânico, e o material promocional do disco, feito para a televisão, incluiu o lineup com Graham Nash. Clarke, Nash, Hicks e Elliott reuniram-se para a gravação de “What Goes Around”, que conseguiu emplacar um relativo sucesso em território americano através da música “Stop! In The Name Of Love”, cover da Supremes. O álbum, justificadamente, recebeu duras críticas e só chegou às paradas ianques graças à identificação de Nash com o país.
Em seguida, a banda retomou o velho estilo, adicionando novos membros: Denis Haines (teclados) e Steve Stroud (baixo). Em 1985, Ray Stiles (nascido em 20 de novembro de 1946, em Guildford, Surrey, Inglaterra; ex-Mud) substituiu Stroud. Já no ano de 1988, a utilização de “He Ain’t Heavey, He’s My Brother” num comercial de televisão da cerveja Miller Lite ocasionou o relançamento da canção em single duplo. E a música rapidamente saltou para o topo das paradas do Reino Unido. Todavia, a reedição do single “The Air That I Breathe”, ocorrida na mesma época, não se houve tão bem. Ian Parker (nascido em 26 de novembro de 1953, em Irvine, Ayrshire, Inglaterra; teclados) foi chamado em 1990, para cerrar fileiras na agora estável formação, ao lado de Clarke, Elliott, Coates, Stiles e o sempre aparentemente jovem Hicks. Em 1993, a Hollies recebeu o prêmio Ivor Novello pela sua contribuição à música britânica. Três anos mais tarde Nash reencontrou seus antigos colegas para gravar “Peggy Sue Got Married”, cover de Buddy Holly, para o disco “Not Fade Away (Remembering Buddy Holly)”, uma homenagem de vários artistas ao músico americano precocemente falecido.
Em março de 2000, anunciou-se que Carl Wayne (nome verdadeiro: Colin David Tooley, nascido em 18 de agosto de 1943, Birmingham, Inglaterra, e morto em 31 de agosto de 2004, na Inglaterra;  ex-Move) entraria no lugar de Allan Clarke, que havia decidido se aposentar. Wayne permaneceu na banda até morrer de câncer em agosto de 2004.
Os sete álbuns gravados pela Hollies com Graham Nash, entre 1964 e 1967, mostraram músicas pop de altíssima qualidade. Mas que permanecem, infortunadamente, subestimados, malgrado sua longevidade; as inventivas, edificantes e harmônicas canções ali contidas tipificam algumas das maiores músicas que emergiram no cenário pop dos anos 60 (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, pp. 688-90; tradução livre do inglês).

2 comentários:

Carlos disse...

Excelente disco, talvez o melhor dos Hollies.
O blog continua postando ótimos discos.
Parabéns
CarlosBH

Indignaldo Silva disse...

Esse foi um discos que escutei até gastar, em vinil. Nada menos do que excelente. Por isso fiz questão de postá-lo sem obedecer à discografia da banda. Obrigado pelo comentário, Carlos.

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