terça-feira, 27 de junho de 2017

Jefferson Starship - Live In Central Park NYC May 12, 1975

Banda: Jefferson Starship
Disco: Live In Central Park NYC May 12, 1975
Ano: 2013
Gênero: Classic Rock
Faixas:
Disc One
1. Intro/Ride the Tiger (Paul Kantner, Grace Slick, Byong Yu) 7:36
2. Stage Announcements/Fast Buck Freddie (Grace Slick, Craig Chaquico) 5:08
3. The Witcher (Marty Balin, Vic Smith) 5:12
4. Stage Announcements/Devil's Den (Grace Slick, Papa John Creach) 9:05
5. Caroline (Paul Kantner, Marty Balin) 7:55
6. Drivin' Me Crazy (Vic Smith) 6:50
7. Papa John's Down Home Blues (Papa John Creach, Roger Spotts) 5:01
Disc Two
1. Play on Love (Grace Slick, Peter Sears) 4:21
2. Better Lying Down (Grace Slick, Pete Sears) 4:36
3. Have You Seen the Saucers (Paul Kantner) 4:35
4. Come to Life (Robert Hunter, David Freiberg, Steven Schuster) 5:17
5. White Rabbit (Grace Slick) 3:23
6. Stage Announcements (1:24)
7. Sweeter Than Honey (Craig Chaquico, Marty Balin, Pete Sears) 14:09
8. Somebody to Love (Darby Slick) 7:32
9. Volunteers (Marty Balin, Paul Kantner) 6:22
Créditos:
Marty Balin: Vocals
John Barbata: Drums
Craig Chaquico: Lead Guitar
Papa John Creach: Violin
David Freiberg: Bass, Keyboards, Vocals
Paul Kantner: Rhythm Guitar, Vocals
Pete Sears: Bass, Keyboards
Grace Slick: Vocals
Biografia:
A Jefferson Airplane metamorfoseou-se na Jefferson Starship após Paul Kantner (nascido em 17 de março de 1941, em São Francisco, Califórnia, EUA [nota minha: e morto em 28 de janeiro de 2016, na mesma cidade em que nasceu]; guitarra e vocais) ter lançado o disco “Blows Against The Empire”, em 1970, usando a denominação Paul Kantner e Jefferson Starship. A fascinação de Kantner por ficção científica foi determinante para a troca dos nomes.
“Dragonfly”, de 1974, foi o primeiro disco da Jefferson Starship, tornando-se um sucesso instantâneo. Na gravação do álbum juntaram-se a Kantner seus colegas da Airplane, Grace Slick (nome verdadeiro: Grace Barnett Wing, nascida em 30 de outubro de 1939, em Chicago, Illinois, EUA; vocais) e Papa John Creach (nome verdadeiro: John Henry Creach, nascido em 28 de maio de 1917, em Beaver Falls, Pensilvânia, EUA, e morto em 22 de fevereiro de 1994, em Los Angeles, Califórnia, EUA; violino), mais David Freiberg (nascido em 24 de agosto de 1938, em Boston, Massachusetts, EUA; vocais e teclados, ex-baixista da Quicksilver Messenger Service), Craig Chaquico (nascido em 26 de setembro de 1954, em Sacramento, Califórnia, EUA; guitarra solo), John Barbata (bateria, ex-Turtles) e o experiente Pete Sears (nascido em Bromley, Kent, Inglaterra; baixo e teclados, ex-integrante dos grupos Sons Of Fred e Sam Gopal Dream).
Entre as músicas do álbum, destacavam-se “Ride The Tiger”, que rendeu um criativo e inaugural vídeo, e “Hyperdrive”, uma magnífica composição de Slick, coroada pela guitarra frenética e penetrante de Chaquico. Os antigos fãs da Jefferson Airplane deliciaram-se ao ouvir Marty Balin cantando em “Caroline”, canção de sua autoria (em parceria com Kantner), e ainda mais animados ficaram quando o músico juntou-se à banda no início de 1975. “Red Octopus”, lançado no final daquele ano, tornou-se o álbum mais bem-sucedido da banda, vendendo milhões de cópias e permanecendo um mês no topo das paradas americanas. O carro-chefe do disco era a aparentemente “inocente” “Miracles”, de Balin, que continha uma referência subliminar à cunilíngua na voz de Balin: “eu tive um gosto do mundo real quando fui pra baixo de você”, e Slick, “candidamente”, cantava ao fundo, “hum, não desperdice nenhuma gota disso, não mesmo”.
Logo depois, Kantner e Slick separaram-se; ela foi morar com Skip Johnson, engenheiro de iluminação da banda, e acabou se casando com ele. Ainda em 1975, Slick figurou regularmente nos noticiários quando seus problemas com a bebida saíram do controle. “Spitfire” e “Earth” também fizeram sucesso, malgrado a banda, àquela altura, tivesse abraçado o rock pesado. “Count On Me”, uma música mais amena de Balin, chegou ao Top 10 dos Estados Unidos em 1978. No mesmo ano, a cantora foi persuadida a deixar temporariamente a banda, para se tratar, mas ela optou por sair em definitivo, seguida de perto por Balin, que foi embora no final do turbulento 1975. Mickey Thomas entrou no lugar de Balin, e outra mudança aconteceu: o vigoroso baterista Aynsley Dunbar (nascido em 10 de janeiro de 1946, em Liverpool, Inglaterra) ocupou o posto de Barbata. “Freedom At Point Zero” e o hit “Jane”, Top 20 americano, não possuíam, no encerramento de 1979, qualquer parentesco com o estilo musical que Kantner tentara imprimir à banda. Kantner sofreu um derrame em 1980, mas retornou na primavera seguinte, junto com a agora sóbria Grace Slick.
“Modern Times”, de 1981, e “Winds Of Change”, de 1982, seguiram a trilha de êxitos comerciais da banda, mas a fórmula estava se esgotando. Kantner percebeu que sua liderança diminuíra e lançou um disco solo no final de 1983. Ele permaneceu com a banda ao longo do ano subsequente, mostrando-se porém bastante indeciso quanto ao futuro. Próximo ao fechamento do ano de 1984, Kantner participou de uma nostálgica apresentação do repertório da Jefferson Airplane, com a banda de Balin, em meio a rumores de uma reunião do grupo. A boataria acabou em 1985, quando, após muita discussão acerca da propriedade do nome da banda, Kantner recebeu metade dos direitos autorais pelo uso da marca. De qualquer forma, Kantner já não tinha interesse em usar a designação da banda, como demonstrou ao formar a KBC Band com Balin e Casady.
Desafiando Kantner, a banda passou a se apresentar com o nome de Starship Jefferson, mas logo abreviou-o para Starship. Thomas e Freiberg saíram durante esse período antagônico, remanescendo apenas Slick como membro original da Jefferson Starship após as incríveis mudanças dos anos anteriores. O novo lineup tinha Denny Baldwin na bateria e gravou “Deep In The Hoopla” em 1985, que se transformou no disco de maior sucesso do grupo desde “Red Octopus”. Dois singles do álbum, “We Built This City” (coescrita por Bernie Taupin) e “Sara”, alcançaram o 1° lugar das paradas americanas. No ano seguinte, a banda atingiu o primeiro lugar nos dois lados do Atlântico com “Nothing’s Gonna Stop Us Now”, música tema do filme “Mannequin” (nota minha: no Brasil, “Manequim”).
A banda então adotara o gênero AOR, interpretando canções comerciais para a geração MTV (onde, aliás, China Kantner era apresentadora). Completado o ciclo, porém, Grace Slick saiu em 1989 para se juntar a Kaukonen, Casady, Balin e Kantner na… Jefferson Airplane.
Após a extinção da Starship, no começo dos anos 90, Kantner ressuscitou o nome Jefferson Starship e, em meados da década de 90, contou com ocasionais participações de Balin e Casady. Um novo disco, ao vivo, saiu em 1995, trazendo Slick como convidada. O irregular álbum de estúdio “Windows Of Heaven”, de 1998, apresentou a recém-chegada vocalista, Diana Mangano (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, p. 749; tradução livre do inglês).

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...