quarta-feira, 5 de agosto de 2015

The Running Man - The Running Man

Banda: The Running Man
Disco: The Running Man
Ano: 1972(*)
Gênero: Progressive Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Higher And Higher (Greed) 1:37
2. Hope-Place (Russell) 5:44
3. Nicholas (Greed, Russell) 1:38
4. Another (Greed, Russell) 10:11
5. Find Yourself (Russell) 2:50
6. Look And Turn (Russell) 3:25
7. If You Like (Greed) 2:32
8. Spirit (Russell) 7:51
9. Children (Russell) 1:46
10. Running Man (Russell) 3:16
Créditos:
Ray Russell: Guitar, Bass, Piano (faixa 9), Vocals (faixa 9)
Alan Greed: Vocals, Piano, Organ, Bass (faixa 9)
Alan Rushton: Drums
Gary Windo: Tenor Saxophone (faixas 2, 8)
Harry Beckett: Trumpet (faixa 2), Flugelhorn (faixa 5)
Roy Cameron: Extra Voice (faixa 10)
(*) CD lançado em 1994.
http://freetexthost.com/y34prrtvn3
Resenha:
Ray Russell conquistou tudo na sua brilhante carreira. Começando, aos 15 anos, na John Berry Seven (nota minha: é Barry e não Berry), o guitarrista passou a tocar na Graham Bond Organisation e depois na Georgie Fame & The Blue Flames. Na sequência, Russell emprestou seu talento, no palco ou no estúdio, para uma infinidades de artistas: Tina Turner, Lulu, Bee Gees, Phil Collins, entre outros, além de compor para a televisão nos anos 70. Em meio a tão assoberbada carreira, Russell também montou algumas bandas, como a Running Man, cujo solitário disco, homônimo, recebeu alardeado lançamento em 1972. Ao trio central, constituído por Russell (guitarra e baixo), Alan Greed (vocais e órgão) e Alan Rushton (vocais e bateria), adicionaram-se Harry Beckett (trompete e flugelhorn) e Gary Windo (sax tenor). O álbum vendeu muito pouco, garantindo seu status de raridade hoje em dia, e uma audição do seu relançamento deixa claro por que, mesmo em 1972, no auge do rock progressivo, a seleção musical ali estampada mostrava-se inacessível e sem apelo comercial. E depois há o ecletismo sonoro. "Higher And Higher" agita-se como uma canção de Bowie da era Space Oddity antes de mergulhar nos sintetizadores dos anos 80.
"Another" é outra que está muito à frente do seu tempo, uma balada vigorosa que quase se inclina para a pomposidade da ELP e então altera seu curso, drasticamente, para um obscuro ritmo jazzístico. "Hope Place", em contraste absoluto, exibe o experimentalismo do final dos anos 60 em meio às linhas funqueiras do baixo colidindo com a guitarra progressiva, tendo como pano de fundo o estridente sax de Windo - imagine a Cream atuando de uma maneira particularmente agressiva. A faixa-título também recende à Cream, com um trovejante riff forçando seu caminho através dos timbres graves, e o coro que acompanha a canção sugerindo que pudesse funcionar como hino do grupo. "Look And Turn" tem andamento de R&B, porém num padrão extremo, focada na escaldante guitarra solo de Russell e nas batidas sincopadas do baixo. "Spirit" é um brado envolvente, com baixo vibrante e guitarra estridente abrindo caminho para os vocais berrados de Greed. O relançamento acrescenta uma faixa extra, igualmente intitulada "Spirit", mas isso é menos uma versão alternativa do que uma interpretação experimental estendida da canção original. Desafiando uma descrição fácil, "Running Man" é deliberadamente vago, provocadoramente experimental e, à sua própria estranha maneira, uma viagem grandiloquente aos recantos mais profundos do rock do início dos anos 70 (Jo-Ann Greene, AllMusic; tradução livre do inglês).

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