sábado, 18 de junho de 2016

Creedence Clearwater Revival - Creedence Clearwater Revival (40th Anniversary Edition)

Banda: Creedence Clearwater Revival
Disco: Creedence Clearwater Revival (40th Anniversary Edition)
Ano: 2008(*)
Gênero: Country Rock, Classic Rock
Faixas:
1. I Put A Spell On You (Hawkins) 4:31
2. The Working Man (John Fogerty) 3:02
3. Suzie Q (Hawkins, Broadwater, Lewis) 8:36
4. Ninety-Nine And A Half (Won't Do) (Cropper, Floyd, Pickett) 3:36
5. Get Down Woman (John Fogerty) 3:07
6. Porterville (John Fogerty) 2:21
7. Gloomy (John Fogerty) 3:48
8. Walk On The Water (John Fogerty, Tom Fogerty) 4:39
9. Call It Pretending [Single B-Side, 1968] [Bonus Track] (John Fogerty) 2:11
10. Before You Accuse Me [Outtake 1968] [Bonus Track] (Mc Daniel) 3:26
11. Ninety-Nine And A Half (Wont't Do) [Live at The Fillmore, San Francisco, CA, 3.14.69] [Bonus Track] (Cropper, Floyd, Pickett) 3:36
12. Susie Q [Live at The Fillmore, San Francisco, CA, 3.14.69] [Bonus Track] (Hawkins, Broadwater, Lewis) 11:46
Créditos:
John Fogerty: Lead Guitar, Vocals
Tom Fogerty: Rhythm Guitar, Background Vocals
Stu Cook: Bass, Background Vocals
Doug Clifford: Drums, Background Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1968.
http://ow.ly/S944301nBj5
Biografia:
Embora geralmente identificada com o movimento pós-psicodélico desencadeado por grupos de São Francisco, Califórnia, EUA, a Creedence Clearwater Revival, na verdade, ostentava um dos currículos mais longos da região. John Fogerty (nascido em 28 de maio de 1945, em Berkeley, Califórnia, EUA; guitarra solo e vocais), Tom Fogerty (nascido em 9 de novembro de 1941, em Berkeley, Califórnia, EUA, e morto em 6 de setembro de 1990, em Scottsdale, Arizona, Estados Unidos; guitarra rítmica e vocais), Stu Cook (nascido em 25 de abril de 1945, em Oakland, Califórnia, EUA; baixo) e Doug Clifford (nascido em 24 de abril de 1945, em Palo Alto, Califórnia, EUA; bateria) começaram a tocar juntos em 1959, enquanto frequentavam a escola.  Inicialmente conhecido como Blue Velvets – depois Tommy Fogerty And The Blues Velvets –, o quarteto virou uma atração no subúrbio de El Cerrito, na Bay Area, tendo gravado vários singles para a Orchestra, uma gravadora independente da região.
Em 1964, o grupo realizou um teste de audição para a prestigiada Fantasy Records, que o contratou, alterando-lhe o nome, porém, para Golliwogs, que entendia mais moderno e inserido no contexto dos artistas concorrentes da "British Invasion". Entre 1965 e 1967, a rebatizada banda gravou sete singles, incluindo a beatlesniana "Don't Tell Me No More Lie" e as irresistíveis "Fight Fire" e "Walk Upon The Water", dois soberbos clássicos do rock garageiro.
O remate do quarteto ocorreu em dezembro de 1967, com a designação Creedence Clearwater Revival (Creedence em razão de um conhecido, chamado Credence Nuball, e por causa das conotações de integridade da palavra; Clearwater por conta de uma propaganda de cerveja e implicações ambientais; e Revival significando mudança para melhor). Seu disco de estreia refletiu uma encruzilhada musical. Canções da Golliwogs revistas e novas composições de John Fogerty fizeram companhia a diversos clássicos roqueiros, incluindo "Suzie Q" – 11° lugar nas paradas americanas – e "I Put A Spell On You". "Bayou Country", lançado após alguns meses, no início de 1969, mostrou-se um trabalho mais consistente, assentando John Fogerty como um compositor mais receptivo e a banda como a fornecedora americana mais completa da sonoridade típica da década prestes a findar.
"Proud Mary" chegou ao Top 10 nos Estados Unidos e no Reino Unido, e o álbum propiciou ao grupo o primeiro disco de ouro, introduzindo – e isso é o que mais importa – a mistura de estilos Southern Creole (nota minha: expressão intraduzível), R&B e rockabilly que se tornaria sua marca registrada. O segundo disco de 1969, "Green River", consolidou o status recém-adquirido da banda e entregou dois grandes sucessos, "Green River" e – liderando as paradas britânicas – "Bad Moon Rising". O álbum confirmou o lirismo cada vez mais criativo de John Fogerty, que variava da melancolia pessoal ("Lodi") ao pedido por mútua compreensão ("Wrote A Song For Everyone"). Uma visão social que se sobressaiu na canção "Fortunate Son", estampada no terceiro disco de 1969, "Willy And The Poor Boys", cuja letra mordaz desmascarava uma classe privilegiada que promovia a guerra sem dela participar. Àquela altura, a Creedence Clearwater Revival era, indiscutivelmente, a principal atração americana, conjugando sucesso comercial com aprovação crítica. "Down On The Corner", uma entusiasmada homenagem à música popular, tornou-se o quarto single da banda a alcançar o Top 10 estadunidense, confirmando a sua evolução: uma banda de bar, ainda que poderosa, tornara-se uma celebridade internacional.
A banda atingiu o auge comercial com "Cosmo's Factory", editado em julho de 1970. O disco continha três singles arrasadores: "Travelin' Band", "Up Around The Bend" e "Lookin' Out My Back Door", bem como uma versão estendida de "I Heard It Through The Grapevine", clássico da Tamla/Motown Records. E consumou a sonoridade do grupo: resoluta, econômica e costurada num implícito entendimento recíproco dos seus integrantes; merecidamente, portanto, o disco transformou-se no best-seller do ano. Contudo, a relação entre os irmãos Fogerty ficava cada vez mais tensa, terminando por repercutir no decepcionante "Pendulum". Embora a canção "Have You Ever Seen The Rain" tenha proporcionado à banda o oitavo disco de ouro, na categoria single, o álbum não possuía a mesma intensidade plena dos seus antecessores, salvando-se apenas "Pagan Baby" e "Molina".
Tom Fogerty partiu para carreira solo em fevereiro de 1971. Os membros remanescentes seguiram em frente, como um trio, porém o fato é que a banda havia perdido muito do seu ímpeto.
Seguiram-se grandes turnês pelos Estados Unidos, Europa, Austrália e Japão, mas o sétimo disco, "Mardi Gras", apresentou um impasse artístico. Cook e Clifford ganharam mais espaço na confecção do álbum, mas suas composições sem inspiração só comprovaram a imensa dependência da banda à inventividade de John Fogerty. A Creedence Clearwater Revival terminou oficialmente em outubro de 1972. Foi um fim deprimente de uma das bandas mais marcantes e exitosas já surgidas, uma combinação raramente encontrável.
A seção rítmica da banda prosseguiu, junta e separadamente, com trabalhos de pouca repercussão, cabendo a Cook a maior fatia de êxito, no final dos anos 80, como membro da Southern Pacific. John Fogerty iniciou uma carreira errática, marcada por disputas legais e contratuais, mas conseguiu recolocar-se no topo das paradas americanas com "Centerfield", lançado em 1985.
Tom Fogerty abandonou o meio artístico no começo dos anos 80 para dedicar-se ao ramo imobiliário, morrendo, todavia, em 1990, de tuberculose. Em 1993, a Creedence Clearwater Revival entrou para o Rock And Roll Hall Of Fame, embora evidente a animosidade demonstrada entre Fogerty, Clifford e Cook durante o evento. Os ressentimentos afloraram novamente em 1998, quando Clifford e Cook começaram a excursionar usando a designação Creedence Clearwater Revisited (Elliot Easton, ex-guitarrista da Cars, e o vocalista John Tristano completavam o lineup). John Fogerty tentou proibi-los de usar o nome Creedence, mas, mesmo assim, não os impediu de lançar um disco ao vivo da banda (The Encyclopedia Of Popular Music. Compiled and edited by Colin Larkin. New York: Omnibus Press, 2007, pp. 371-2; tradução livre do inglês).

2 comentários:

Roderick Verden disse...

Muito sucesso e muita qualidade. Chegaram a gravar até três álbuns, num mesmo ano! Bons tempos que nunca mais voltarão!

Gosto de todos os discos da banda.

Mas, o baixista e o baterista terem usado o nome da banda, foi uma das maiores velhacarias do rock! Creedence é John Fogerty.

Indignaldo Silva disse...

É, pode ser, mas acho que o John Fogerty poderia ser mais condescendente, afinal ele não reativou a banda e seguiu carreira solo. E os outros dois não têm o nome que ele tem para seguirem carreiras solos. Mas, enfim, essas brigas são comuns. Os próprios irmãos Fogerty não se davam bem. Obrigado pelo comentário, Roderick.

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