sábado, 17 de janeiro de 2015

Tim Buckley - Greetings From L.A.

Front
Músico: Tim Buckley
Disco: Greetings From L.A.
Ano: 1972(*)
Gênero: Folk Rock, Psychedelic Rock
Faixas:
1. Move With Me (Buckley, Goldstein) 4:52
2. Get On Top (Buckley) 6:33
3. Sweet Surrender (Buckley) 6:47
4. Nighthawkin' (Buckley, Beckett) 3:21
5. Devil Eyes (Buckley) 6:50
6. Hong Kong Bar (Buckley, Falsia ) 7:08
7. Make It Right (Buckley, Falsia, Goldstein, Beckett) 4:07
Créditos:
Tim Bucley: Vocals, 12 String Guitar
Chuck Rainey: Bass (faixas 1 a 5)
Joe Falsia: Guitars
Ed Greene: Drums
Paul Ross Novros: Saxophone (faixa 1)
Eugene E. Siegel: Saxophone (faixa 1)
Kevin Kelly: Piano (faixa 1), Organ (faixas 2 e 5)
Clydie King: Vocals (faixas 1 e 4)
Venetta Fields: Vocals (faixas 1 e 4)
Lorna Maxine Wilard: Vocals (faixas 1 e 4)
Carter C. C. Collins: Conga (faixas 2, 4)
William Kurasch: Violin (faixas 3 e 7)
Louis Kievman: Violin (faixas 3 e 7)
Robert Conrad: Violin (faixas 3 e 7)
Ralph Schaffer: Viola (faixas 3 e 7)
Harry Hyams: Viola (faixas 3 e 7)
Jesse Ehrilch: Cello (faixas 3 e 7)
King Erisson: Conga (faixas 3, 5)
Jerry Goldstein: Hand Clap (faixa 6)
Reinhold Press: Bass (faixa 7)
(*) CD lançado em1989.
Resenha:
Depois de Starsailor não ter sido bem acolhido pelo público, Buckley esteve algum tempo sem gravar antes de lançar Greetings From L.A. Durante esse período, o músico de 25 anos deixou-se influenciar pelo jazz, funk e R&B. Junto de Larry Beckett, o seu colega inseparável na composição de canções, Buckley começou a tocar com outros músicos capazes de realizar a nova visão musical de Buckley. Marcado pelo gênero blaxploitation, um gênero de cinema que Buckley apreciava bastante, o disco acabou por ser uma obra febril com uma grande carga sexual que não encaixava na pose de trovador que, até esse momento, o cantor tinha transmitido.
Slide"Move With Me" começa com um piano intenso e trompetes vaporosos; a voz imponente de Buckley – acompanhada pela primeira vez em estúdio por vozes femininas – conta-nos o relato de um encontro sexual fortuito. "Get On Top" é uma peça que fala em orgasmos, camas a ranger e riffs sudoríferos de jazz reminiscente de L.A. Woman dos Doors, editada um ano antes. "Sweet Surrender" brilha graças à produção de Jerry Goldstein que coloca a atitude máscula e a voz poderosa de Buckley, em contraste com o conjunto de cordas que ecoam o último trabalho de Goldstein junto dos War. "Nighthawkin'" mostra um Buckley mais lascivo que nunca, procurando mulheres de dentro de um táxi. O tom sombrio dos teclados ilumina "Devil Eyes", ao passo que "Make It Right" é uma desinibida celebração de luxúria que acaba por se converter num dos momentos mais marcantes do álbum.
Na capa vemos um postal de Los Angeles e na contracapa duas fotografia de Buckley com uma máscara de gás. "A mensagem da portada é que apesar desta atmosfera horrífica, ainda há lugar para muita atividade musical", assegurou Buckley. Este disco é a prova disso (Ali MacQueen, em 1001 discos para ouvir antes de morrer. Casa do Marco. Seixal, 2006, p. 272).



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