terça-feira, 9 de setembro de 2014

Frumpy - All Will Be Changed [Bonus Tracks]

Cover
Banda: Frumpy
Disco: All Will Be Changed [Bonus Tracks]
Ano: 1991(*)
Gênero: Blues Rock, Progressive Rock
Faixas:
1. Life Without Pain (Rumpf, Coules) 3:50
2. Rosalie, Part 1 (Rumpf) 6:00
3. Otium (Kravetz) 4:22
4. Rosalie, Part 2 (Rumpf) 4:14
5. Indian Rope Man (Havens) 3:19
6. Morning (Rumpf) 3:24
7. Floating, Part 1 (Rumpf, Coules) 7:39
8. Baroque (Kravetz) 7:36
9. Floating, Part 2 (Rumpf, Coules) 1:25
10. Roadriding [Single A-Side, 1971] [Bonus Track] (Rumpf) 4:02
11. Time Makes Wise [Single B-Side, 1971] [Bonus Track] (Rumpf) 2:49
Créditos:
Inga Rumpf: Vocals, Percussion
Jean-Jacques Kravetz: Organ, Piano, Mellotron, Percussion, Saxophone, Spinet
Karl-Heinz Schott: Bass, Percussion
Carsten Bohn: Drums, Percussion
(*) LP lançado originalmente em 1970.

Biografia:
"Sometimes I'm In The Mood" é a primeira faixa do disco de estreia da banda The City Preachers, o primeiro combo folk-rock da Alemanha, fundado em Hamburgo pelo irlandês John O'Brien-Docker. Folklore, o tal disco, lançado em 1965, trazia duas vozes femininas: Dagmar Krause e Inga Rumpf.
Foi Inga quem cuidou dos vocais em "Sometimes I'm In The Mood", com uma confiança rara para uma garota de apenas 19 anos de idade. Com um timbre de voz grave e muito particular, quase "não-feminino", Rumpf estava apenas sendo apresentada para o mundo.
O City Preachers durou ate 1969, quando boa parte de seus integrantes resolveu montar um novo agrupamento, Frumpy, pensando em fundir rock com psicodelia, blues, música erudita e jazz. A ideia para o nome da banda surgiu de uma brincadeira do pessoal pra cima do sobrenome de Inga, já que a outra vocalista do City Preachers, Dagmar Krause, seguiu outro caminho, aparecendo mais tarde em grupos como Slapp Happy, Henry Cow, Art Bears etc.
Desde o inicio ficou evidente que, além da voz poderosa de Rumpf e de sua forte presença de palco, outra sacada do grupo seria o virtuosismo do tecladista francês Jean-Jacques Kravetz. Competente e feroz, Kravetz não ficava tão longe de nomes como Keith Emerson, Rick Wakeman e Dave Stewart. O tecladista extraia sons tão incríveis de sua letal combinação "órgão Hammond + caixa Leslie" que, de inicio, o Frumpy nem esquentou em recrutar um guitarrista.
A estreia da banda aconteceu em abril de 1970, no International Pop & Blues Festival, em Essen, Alemanha. Logo seguiram apresentações no Progressive Pop Festival, em Kiel, e também na Holanda e França. Depois de muitas apresentações o Frumpy estava pronto para adentrar ao estúdio e de lá sair com All Will Be Changed, seu primeiro e apropriadamente intitulado álbum. A Philips apostou tanto no grupo que bancou uma embalagem luxuosa para o disco, em capa dupla, envolvida por uma folha de plástico. Ao mover o plástico, um efeito visual levemente perturbador é criado. Musicalmente, All Will Be Changed chamava atenção pela inovação - rock trabalhado e conciso, sem guitarras, mas com ótimas passagens de teclados e bateria, além da voz única de Rumpf. Influências de blues, soul e música negra norte-americana já podiam ser notadas, mesmo que timidamente.
Em 1971 o Frumpy parecia querer conquistar não só a Alemanha, ou a Europa, mas sim o mundo. Foi naquele ano que lançaram Frumpy 2, o melhor trabalho da banda, com apenas quatro longas faixas. O álbum marcou a inclusão do guitarrista Rainer Baumann, ex-integrante do Sphinx Tush. Com guitarra, o som do grupo estava mais pesado, maduro e certeiro, mais emotivo, dramático. Para combinar com o som dos sulcos, a Philips novamente surpreendeu ao lançar o elepê numa capa redonda, contendo seis partes, com fotos dos integrantes. A prensagem original foi em vinil multicolorido.
O Frumpy passou a aparecer com frequência no programa Beat Club e a faixa "How the Gypsy Was Born" tornou-se um hit na Alemanha. A conceituada revista Musikexpress o elegeu o melhor grupo alemão do ano, e publicou que a voz de Inga Rumpf era um "arraso", "ribombante", até "demoníaca". Já o jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung alegou que Rumpf era o maior "talento vocal individual" daquele ano pela Alemanha. Tanta babação de ovo não preveniu que Kravetz pulasse fora, devido às famigeradas "diferenças musicais" e ao intuito de lançar seu primeiro álbum solo, o recomendável Kravetz (também conhecido como 8 Days In April - The Hamburg Scene). Para o seu posto veio Erwin Kama, ex-Murphy Blend.
Em 1972 o Frumpy registrou seu terceiro trabalho, By The Way, lançado inclusive no Brasil, com glorioso selo espiral da Vertigo. Foi o único disco da banda lançado por aqui. Kravetz resolveu voltar durante as gravações, para deparar-se com a notícia de que o guitarrista Rainer Baumann desejava partir. Organizaram um show de despedida e a Musikexpress publicou um emocionante obituário do Frumpy, que alertava: "Guarde sua mensagem de condolência, pois em breve você vai saber mais sobre a nova banda de Inga e os rapazes". A Philips aproveitou o fim para lançar, no ano seguinte (1973), um duplo ao vivo póstumo, chamado apenas Live.
Em 1983 rolou um show de reunião em Hamburgo, mas a volta mesmo aconteceu em 1989. Dessa reunião, surgiram mais dois discos: Now! (1990) e News (1991) (Bento Araújo, Revista Poeira Zine, n° 50, setembro/outubro 2013, pp. 31-2).

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