quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Traffic - Mr. Fantasy [Bonus Tracks]

Cover 1
Banda: Traffic
Disco: Mr. Fantasy [Bonus Tracks]
Ano: 2003(*)
Gênero: Blues Rock, Jazz Rock, Psychedelic Rock, Progressive Rock
Faixas:
1. Heaven Is In Your Mind (Winwood, Capaldi, Wood) 4:16
2. Berkshire Poppies (Winwood, Capaldi, Wood) 2:55
3. House For Everyone (Mason) 2:05
4. No Face, No Name And No Number (Winwood, Capaldi) 3:35
5. Dear Mr. Fantasy (Winwood, Capaldi) 5:44
6. Dealer (Capaldi) 3:34
7. Utterly Simple (Mason) 3:16
8. Coloured Rain (Winwood, Capaldi, Wood) 2:44
9. Hope I Never Find Me There (Mason) 2:12
10. Giving To You (Traffic) 4:20
11. Paper Sun [Single A-Side, 1967] [Bonus Track] (Traffic) 4:15
12. Giving To You [Single B-Side, 1967] [Bonus Track] (Traffic) 4:20
13. Hole In My Shoe [Single A-Side, 1967] [Bonus Track] (Mason) 2:54
14. Smiling Phases [Single B-Side, 1967] [Bonus Track] (Winwood, Capaldi, Wood) 2:43
15. Here We Go Round The Mulberry Bush [Single A-Side, 1967] [Bonus Track] (Traffic) 2:18
Créditos:
Steve Winwood: Organ, Guitar, Bass Guitar, Piano, Harpsichord, Percussion, Vocals
Jim Capaldi: Drums, Percussion, Vocals
Chris Wood: Flute, Saxophone, Organ, Vocals
Dave Mason: Guitar, Mellotron, Sitar, Tambura, Shakkai, Bass Guitar, Vocals
(*) LP lançado originalmente em 1967.
 
Biografia:
A Traffic original teve duas fases distintas. No começo, liderada por Steve Winwood e Dave Mason, foi uma cativante banda psicodélica que misturava blues, folk, rock e R&B. Assim configurada, gravou "Paper Sun" e "You Can All Join In", benquistas nas rádios FM. Depois de Mason sair, a banda transformou-se em veículo para Steve Winwood promover longas e instáveis excursões, já agora inclinada ao jazz-soul. E aí gravou "Glad", "Freedom Rider", "Empty Pages" e "Rock & Roll Stew". Mas conseguiu manter-se popular nos dois ciclos da sua existência.
10Quando a banda formou-se em 1967, Steve Winwood era o rosto mais conhecido por ter sido vocalista da Spencer Davis Group, que abandonou justamente em função da Traffic. Winwood e seus amigos Chris Wood, Jim Capaldi e Dave Mason reuniram-se num chalé na zona rural inglesa para ensaiar e compor. O primeiro LP da Traffic, Mr. Fantasy, conseguiu emplacar dois sucessos britânicos, "Paper Sun" e "Hole In My Shoe". Mas os conflitos entre o estilo pop de Mason e as ambições jazzísticas de Winwood inflamaram-se e, no final de 1967, Mason deu o fora, juntando-se, inicialmente, a Delaney e Bonnie Bramlett antes de seguir carreira solo. Here We Go Round The Mulberry Bush, filme inglês de 1968, continha algumas músicas da Traffic na sua trilha sonora, e a canção-tema da fita fez relativo sucesso.
6Apesar das desavenças com Winwood, Mason participou das gravações de Traffic  a multigravada "Feelin' Alright" tinha sua assinatura e sua guitarra. Todavia, em 1968, Mason bateu em retirada novamente. Parecia que a Traffic terminaria em 1969, quando Winwood juntou-se à Blind Faith, com Eric Clapton, Ginger Baker e Rick Grech. Entretanto, a Blind Faith durou pouco, e, após uma temporada na Ginger Baker'rs Air Force, em 1970, Winwood começou a gravar seu primeiro disco solo, provisoriamente intitulado Mad Shadows. Capaldi e Wood participaram de algumas sessões, e o LP John Barleycorn Must Die (5° lugar nas paradas de 1970), tornou-se o quinto e o mais bem-sucedido álbum da Traffic (nota minha: embora o texto seja omisso a respeito, conclui-se que o disco solo de Winwood metamorfoseou-se no álbum da Traffic), ganhando um disco de ouro e classificando-se como obra-prima pelas rádios FM "progressivas" (nota minha: o texto é dúbio, e pode ser entendido que as rádios FM classificaram o disco de "progressivo"). O grupo, então, adicionou Grech (nota minha: no contrabaixo). No ano seguinte, antes de gravar Welcome To The Canteen, o percussionista Reebop Kwaku Baah integrou-se à banda. E o disco, gravado ao vivo, apresentou Jim Gordon tocando bateria, em dupla com Capaldi, e Dave Mason como convidado especial. Contudo, apesar do sucesso do álbum ulterior, The Low Spark Of High-Heeled Boys (7° lugar nas paradas de 1971), Gordon e Grech caíram fora.
8Na sequência, Winwood contraiu peritonite e a banda ficou temporariamente desativada. Capaldi gravou um disco solo (Oh! How We Danced) em Muscle Shoals, no Alabama, e, para tanto, recrutou os músicos de estúdio David Hood, baixista, e Roger Hawkins, baterista. Pois ambos participaram de Shoot Out At The Fantasy Factory (6° lugar nas paradas de 1973) e, com outro músico de Musche Shoals, o tecladista Barry Beckett, também tocaram no segundo disco ao vivo do grupo, Traffic On The Road (29° lugar nas paradas de 1973). Para o registro de When The Eagle Flies (9° lugar nas paradas de 1974), apenas o trio original, Winwood, Wood e Capaldi (acrescido do baixista Rosco Gee), permaneceu. Após o lançamento do disco, Winwood e Capaldi começaram a levar a sério suas carreiras solos. Gee e Kwaku Baah ligaram-se à Can. Wood morreu em 1983, no seu apartamento em Londres, após longa enfermidade. Grech faleceu sete anos depois, em decorrência de insuficiências renal e hepática, precipitadas por uma hemorragia. Kwaku Baah morreu por conta de um derrame cerebral.
9Winwood fez mais sucesso, em carreira solo, do que seus ex-companheiros da Traffic. Em 1994, unindo esforços com Capaldi, Winwood promoveu o ressurgimento da banda (Gee participou da turnê consequente), lançando o disco Far From Home (33° lugar nas paradas de 1994), bem recebido pela crítica. Pouco tempo depois, ambos voltaram às suas atividades individuais (nota minha: em 28 de janeiro de 2005, um câncer de estômago vitimou fatalmente Jim Capaldi) (The Rolling Stone Encyclopedia of Rock & Roll. Third Edition. Edited by Holly George-Warren and Patricia Romanowski. New York: Fireside, 2001, p. 1001; tradução livre do inglês).

2 comentários:

Celso Loos disse...

E eu sempre achei que o negão tinha morrido de ataque cardíaco.

Eu diria que o Winwood não tinha só aspirações "jazz"isticas, mas "soul"ísticas, "blues"isticas, enfim, "black"ísitcas.

Mas foi muito bom enquanto durou.

Um amigo meu, quando ouvimos pela primeira vez o primeiro do Mason setenciou: O som do Traffic era o som o Mason.

Em parte é verdade, mas pra mim a melhor fase é do "shot out" gosto muito daquela bolacha. E sim, John Barley era para ser um disco solo do Winwood, que resolveu chamar os dois e qdo estavam mixando disseram: "cara, isso é traffic". E ficou sendo.

Eu acho que o Winwood não ficaria muito tempo com ninguém. É o tipo de cara que tava sempre procurando novos sons (é só ver a quantidade de discos que ele tem alguma participação).

Bom, pelo menos vc não ousou dizer que Traffic é PROG (sério! qtas vezes já ouvi dizendo isso). Blasfêmia maior só que o KISS foram melhores que eles kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Péra ai! deixa eu rir de novo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

Em tempo. Traffic foi uma das poucos bandas que tive (ainda tenho) todos os bolachões. A maioria extremamente dificeis de encontrar. Alguns só chegaram importados (via amigos); When The Eagle num sebo em Belo Horizonte e Welcome to The Canteen num rolo com um maluco que iria "queimar" o LP (nesse caso, paguei o Dealer e fiquei com o disco kkkk).

Nos anos 80 foram relançados o próprio Canteen e mais Shot Out e Heeled-Boys (sem os cantos cortados) que, à época, foi ótimo para renovação do estoque.

Essa sempre me traz saudades do tempo em que ficávamos ouvindo o mesmo disco por semanas, sem net e sem o professor (do Rock n Roll, claro) me dizendo o que eu devo ou não escutar.

Musicômano disse...

Eu também tenho todos os discos da Traffic, em vinil (e alguns em CD). Inclusive esse com a capa cortada (dou razão aos saudosistas do vinil apenas nesse aspecto: as capas eram mais bacanas, até pelo tamanho, mas [sempre tem um mas], em compensação, serviam e ainda servem de comida para as traças).
Agora, essa história de rótulo nos estilos musicais tá virando palhaçada: toda banda dos anos 60 é psicodélica. Não importa se o som é latino, tipo Santana, é psicodélica porque era dos anos 60. Não há critério nenhum.
Em alguns discos eu sigo o indicativo dos sites de músicas, mas quando vejo que a coisa é absurda, altero por minha conta. Se alguém faz, por que eu não posso fazer? Abraço, Celso.

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