domingo, 13 de outubro de 2013

Home - Pause For A Hoarse Horse

Cover
Banda: Home
Disco: Pause For A Hoarse Horse
Ano: 1971(*)
Gênero: Folk Rock, Progressive Rock
Faixas:
1. Tramp (Stubbs) 3:11
2. Family (Stubbs) 3:30
3. Pause For A Hoarse Horse (Stubbs) 3:00
4. Red E. Lewis And The Red Caps (Stubbs) 5:40
5. In My Time (Cook, Stubbs, Wisefield, Williams) 3:56
6. How Would It Feel (Stubbs) 3:23
7. Bad Days (Stubbs) 4:02
8. Mother (Stubbs) 3:01
9. Moses (Stubbs) 5:01
10. Welwyn Garden City Blues (Stubbs, Wisefiedl) 1:18
11. You're No Good (Stubbs) 3:05
Créditos:
Mick Stubbs: Electric Guitar, 12 String Guitar, Lead Vocals
Mick Cook: Drums, Percussion
Laury Wisefield: Lead Electric Guitar, Vocals
Cliff Williams: Bass Guitar, Vocals
Clive John: Keyboards, Mellotron
Johnny (Willie) Weider: Violins
(*) CD lançado em 1999.
https://mega.nz/#!MxQn1BhY!wl8EyMoJy_d_XZSen6nCLOTX2Zy_COAC-Fnk8JR8lIo
Biografia:
A Home foi uma banda britânica relativamente obscura, mais estreitamente associada com o movimento de rock progressivo dos anos 1970. Porém, o seu verdadeiro e incontestável legado não está nos poucos discos que gravou e sim no laboratório proporcionado a diversos músicos que encontrariam o sucesso em grupos futuros.
Fundada em Londres, em 1970, pelo cantor e guitarrista Mick Stubbs, o guitarrista Laurie Wisefield, o baixista Cliff Williams e o baterista Mick Cook, a banda atraiu o interesse de algumas gravadoras e acabou assinando contrato com a CBS Records, lançando três discos no triênio subsequente. "Pause For A Hoarse Horse", de 1971, já com o tecladista Clive John robustecendo o grupo, mostra uma atenuada sonoridade progressiva, temperada com elementos do descontraído rock californiano da época e impulsionada sobretudo pelo trabalho diferenciado da guitarra de Wisefield.
O álbum não rendeu singles, mas gerou uma agenda de promissores concertos de abertura para Led Zeppelin, Argent e Jeff Beck Group, entre outros, propiciando à Home matérias na imprensa e a confiança necessária para a gravação do seu segundo LP, homônimo, de 1972, que auferiu excelentes resenhas (a Melody Maker catalogou-o entre os melhores do ano). Dessa vez, a banda conseguiu um modesto sucesso com o single "Dreamer", que chegou ao 41º lugar nas paradas do Reino Unido e abriu caminho para uma turnê com a Mott The Hoople ⏤ fazendo o show de abertura da sua badalada conterrânea ⏤, na qual a Home angariou mais admiradores e inclusive a simpatia da NME (nota minha: revista britânica dedicada à música). O terceiro disco, "The Alchemist", de 1973 (com um certo Jimmy Anderson nos teclados), apresentou uma esmerada concepção do romance Dawn Of Magic, de Louis Pauwels, que ganhou alguns elogios de categorizados críticos sintonizados com o rock progressivo, mas, por outro lado, achatou-se como uma panqueca perante o público.
Em 1974, os compromissos secaram e Stubbs bateu em retirada, deixando ao lineup restante o encargo de excursionar pelos Estados Unidos como banda de apoio do cantor e compositor folk Al Stewart ("qualquer coisa para ir a América", brincou Williams anos mais tarde). No retorno, a dissolução, quando a CBS decidiu cortar seus laços com o grupo.
Aí as coisas ficaram realmente interessantes: no fim do ano, o guitarrista Wisefield agregou-se à pioneira Wishbone Ash, famosa por seu duo de guitarristas, numa longa e frutífera associação; em 1976, o baterista Cook passou a integrar a bluseira Groundhogs, por um breve período; mas a maior surpresa ficou por conta da inserção do baixista Cliff Williams na lendária banda de hard rock AC/DC, onde permanece até hoje. Em meio a tudo isso, a música da Home acabou relegada a um segundo plano, bem ao contrário das carreiras de alguns músicos que estiveram a seu serviço (Eduardo Rivadavia, AllMusic; tradução livre do inglês).

9 comentários:

Timmy disse...

Fantasico! Groovy, hombre... Gracias. Now, yo need el sueno, buenas noches ~~~~~~~~

Musicômano disse...

Thanks for the comment, Timmy. Cheers!

Roderick Verden disse...

Nunca havia ouvido falar do Home. O grupo já é interessante até mesmo pelo nome. Os músicos de rock são obcecados pelo tema "home"(Roger Waters então...).
E o currículo dos músicos é bem rico. Mas eu não conhecia o Stubbs.

Como não tenho mais internet , só a acesso na biblioteca da cidade interiorana, onde moro atualmente, não posso baixar o repertório do Home. Uma pena!

Wisefield é um guitarrista e compositor excelente, que brilhou no grande Wishbone Ash.

Indignaldo Silva disse...

Realmente a banda é bem boa, Roderick. Mas dá pra baixar com um mp3 player, desses de bolso, e depois escutar com fone de ouvido.

Roderick Verden disse...

Oi, Indignado.
Perdão pelo desabafo, mas é que escuto discos em mp3, gravados em cds virgens, tipo Nipponic, de 80 minutos.
Estou falido, vivendo de favor, numa fazenda de propriedade de um primo.
No momento, vou tirar uns 20 reais da poupança, para pagar , numa papelaria, aqui da cidade, por seis cds, que serão baixados na internet. Me sobrará 20 reais, os quais não posso mexer. Um conhecido, conterrâneo de Belo Horizonte, já gravou e me deu 14 discos em mp3. Ele disse que gravará mais uns 30, duma lista que passei para ele. Tudo de graça.
Fico sem jeito de pedir a ele que grave mais discos, assim como o Home.

É difícil de acreditar...

Indignaldo Silva disse...

Não é difícil não, Roderick. Têm muitas pessoas que praticam a solidariedade, uma prática que deveria ser corriqueira, mas que, no Brasil, infelizmente não é, talvez pela desigualdade que pauta o país. Um abraço.

Roderick Verden disse...

Oi, Indignado.

Graças a você, beixei e gravei os discos dos Home, Sweathog e Hard Stuff.

Descobri que, aqui, na biblioteca da cidade interiorana, há como gravar, no Nero.
Gravei outros discos, em 25 cds de oitenta minutos cada. Tirei o dinheiro da poupança , só sobrando 2,93(rs).

Muito obrigado por me apresentar bandas interessantes como estas. Como vc respondeu, recentemente, a um navegante, quando a gente acha que não mais vai escutar coisas(boas) dos anos 60,70, aparece uma(s).
Valeu!

Roderick Verden disse...

Sobre o Home, não concordo bem que a banda seja progressiva. Até que o "The Alchemist" é um pouco, mas , pra mim, o som do Home está mais focado no folk e até no country.
Contudo,a banda é ótima! Gostei mesmo!
E, na minha opinião, o integrante mais importante, é o Mick Stubbs, músico que eu nem conhecia. Ele é um ótimo cantor e compositor, carregando o grupo nas costas com suas composições. Seu vocal me faz lembrar o do Andy Powell, do Wishbone Ash. Aliás, o som do Home remete um pouco a Wishbone Ash. Não é à toa que Laurie Wisefield entrou para a banda(rs).

O trabalho das guitarras também é incrível. O Home consegue ser lírico, romântico e alegre ao mesmo tempo.
Até o nome do conjunto é interessante, bonito.
Quem não precisa de um lar?

Pena que o conjunto é pouquíssimo conhecido. Eu próprio o conheci neste ano.

Indignaldo Silva disse...

Obrigado pelo teu lúcido e sempre bem-vindo comentário, Roderick

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